quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NOVO NATAL

Natal!... Um tempo novo se inicia...
Entre belos clarões renovadores,
Nasce Jesus, em meio dos pastores
Que cantam inflamados de alegria.

O Enviado de Deus às nossas dores!
Ei-lo que nos instrui, consola e guia
Indiferente às tramas e rancores,
Nas agressões da treva que o vigia...

Carrega sem protestos ou lamentos
A cruz de dor dos últimos momentos
Sob o rigor da lei sem que a degrade...

Natal!...Por nós, Jesus está de volta
Sem pompa, sem troféu e sem escolta,
Promovendo a união da humanidade.

Maria Dolores
(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier)

Arte e Vida...




Circuito de Arte Brasileira / Menção Honrosa Internacional / MAP Dezembro 2009.
Aos Amigos:


As motivações e concepções que mais me instigam ao ato de criar são desenvolvidas nas idéias dos destinos “concretos” que, por vezes, mais nos parecem abstratos.
A verdadeira arte, acredito, transpõe a beleza e o encantamento dos momentos.
Atrair olhares para contribuir com a conscientização do papel essencial do ser humano reflexivo, ativo e pacífico, enquanto artista, é a minha mais aguçante meta.


“Pranto e Dimensões” estão dessa forma, exteriorizados.

Para todos que, por ventura, os virem, desejo muita luz e amor à vida!
Estamos no Universo onde a Humanidade na Terra é a soma de todos nós
e no universo das artes procuro ouvir a voz da intuição.

Que este Natal seja diferente e que todos irmanados, possamos um dia,
saber registrar a felicidade na maior de todas as artes:
Simples e dignamente: VIVER !

Feliz Natal! Amor e PAZ!

Abraços
Graça Campos
Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2009.


Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste site: http:gracacampos.blogspot.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

XIV CIRCUITO INTERNACIONAL DE ARTE BRASILEIRA




XIV Circuito de Arte Brasileira
Graça Campos
Menção Honrosa Internacional
MAP Museu de Arte da Pampulha Dezembro/2009.

sábado, 7 de novembro de 2009

Meu Batismo Matriz de São Lourenço


MANHUAÇU São Lourenço

Aos nove dias do mês de maio de mil novecentos e cinqüenta e quatro nesta Matriz fui batizada solenemente , Maria das Graças, nascida aos 18 de abril daquele ano, filha de José de Paula e Maria das Dores sendo meus padrinhos meus avós maternos Geraldo e Maria Cândida,pelo Pe. Tiago Eussen.
Em todos os meus aniversários meu pai me conta essa história. Na saída de Manhuaçu em direção a Manhumirim há um sobrado onde nasci.
O casarão pertencia a Família Costa, conhecida como Fazenda do Nico Picada. Meu pai faz questão de explicar que não nasci no hospital Maternidade) porque alguns amedrontaram minha mãe.
Uma enfermeira de nome Fifia foi pega pelas pernas dentro da igreja em plena celebração da missa de domingo por volta das 19:00 h. Era domingo de Páscoa!...
Meus pais que haviam se casado em Serro, seguiram os dois para Manhuaçu; ele a trabalho na empresa Mecanização RAS Ltda. Nome da empresa de construção de estradas em homenagem ao pai de um dos engenheiros, o senhor Rivalino Alves dos Santos. Conta que havia próximo ao hospital, uma quitanda do Seu Peri e Dona Lia que lhes forneciam os alimentos. Segundo ele, aos dois meses de idade, eu já era observadora e curiosa. Antes de alguém entrar no quarto , eu ouvia os passos no corredor de tábua corrida, e levantava a cabecinha mantendo-a erguida por instantes, para ver quem estaria chegando

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Homenagem a Luiza

Foto e Poema: Graça Campos


Ser divino




Eu te bendigo, criança!

Ser divino Alfa

Que traduz a leveza de minha alma e

Deixa-me tornar eu mesma


Tu, que plantas sonhos de viver

Vestida de cor de rosa

Fada do Amor

Tu és néctar, flor!


Quando te vejo

Pego carona na tua viagem

Retorno ao mundo esperança


Salve criança!

Doce borboleta

Deixa-me levitar contigo

E desvendar os segredos dos teus olhares pensativos!


Tuas mãos criam mil brinquedos

E tecem preces avulsas, quietas, inquietas...

Teus pensamentos ao longe vão buscar a formosura

E trazes encanto, doce criatura!


Em teus tropeços atrapalhados, cais e te levantas

Correndo atrás de teus sonhos...

Ser divino!...






Autora: Graça Campos Belo Horizonte, 12/10/2009.
(Homenagem à Luiza, minha neta adorável!)

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ser Divino

Créditos da foto: Jornalista Luciana Campos

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Exposição na Galeria da Árvore


A foto exposta é do Gabriel Pessoa.


Crianças fotografadas nos remetem a reflexões profundas!

"UM FAROL DE ESPERANÇA, DE COMPREENSÃO E DE MUDANÇA"
Projeto e direção de Regina Mello
Exposição de fotos:
Encontram-se trabalhos dos fotógrafos Gabriel Pessoa, Regina Mello,
Cristina de Freitas e Eduardo Rennó.

A mostra em banneres, estará durante o mês de outubro, a céu aberto, na Alameda das Bounganvilles dentro do Parque Municipal Américo Renê Gianetti), em Belo Horizonte, MG. (Centro)


Vale a pena conferir!


Graça Campos
Belo Horizonte, 09/10/2009.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Esquinas




Um casal dispersa a pressa

E rouba a cena

Entre beijos

Mais ali outra esquina

Um menino correndo se esconde

Brinquedo...

Outra rua e as esquinas se dobram gentis aos passantes

Convite: “Devagar e sempre”

Todas as ruas sem pressa, sem roubos

Sem assaltos
Só saltos
Altos e baixos

Ou simplesmente pés caminhando descalços...

Nas ruas e esquinas avista-se paisagem serena

De um horizonte possível...




Graça Campos / Belo Horizonte, 08/10/2009.

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Madrugada





A cidade esfrega os olhos

As janelas amarelam-se de luz a cada comando

Parecem pisca-piscas natalinos

Da grande árvore urbana.

Que acorda e se levanta, encara o dia - a - dia

Ainda tímida manhã, escuro próprio da hora

E a gente se banha se arruma e sai

Com qualquer coisa faltando

E corre para pegar ônibus

E corre , atravessa a rua

E corre para parar.

Para chegar...

Para voltar

E o ziguezague anda

Em outra madrugada...



Graça Campos Belo Horizonte, 08/10/2009.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Poietisas

Poietisas Da esquerda para a direita Neusa Ladeira, Regina Mello, Bilá Bernardes, Maria Queiroz, Graça Campos e Lívia Tucci. Do projeto POIETISA, elaborado por Clevane Pessoa de Araújo Lopes com o fotógrafo Marco LlOBUS, Presidente da Rede Catitu Cultural.
As mulheres de mais de 50 anos que escrevem poesia na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte fotografadas, entrevistadas, gravadas.

Um livro-álbum será o produto final desse projeto.

Graça Campos, Belo Horizonte, 09/10/2009.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

NÓs da POESIA


Lançado na Bienal do Rio de Janeiro de 2009
Após lançamento também em São Paulo, o livro "Nós da Poesia" será lançado em Belo Horizonte no próximo mês. A capa contém as fotos de todos os poetas participantes do livro
O poema "Nós Dois" está na antologia.


Abre a cortina, aflora teus desejos!
Teu corpo, santuário de amar...
Intento do pecado ousado!


Escolhe tuas façanhas, e vem me saciar...
Não há segredo, tudo está revelado
Na simplicidade de nosso viver!

A taça em que degustas saboroso vinho
De forte tom, impera um ritual...
Tu, Sol, me aquece e faze-me brilhar.
Eu, Lua, chego a flutuar.

Na primavera traze-me poesias
Perfumadas pétalas em cores;
Entre um verão e outro, aromas sofisticados...
No outono nos douramos entre as folhas
Até nos aquecermos para o inverno...

E, quando o ocaso se aproximar,
Entregar-te-ei meu coração em chamas
Vamos beber de novo do vinho tinto
Da cor do bem querer de nossas vidas.


Haverá uma lareira crepitando
Um cesto farto das frutas de sempre
Que eternamente serão nossas delícias...
Damascos, framboesas, tamarindos;
Pitangas salpicadas de orvalho
No canto, à esquerda estarão as flores
Uma a uma, girassóis e estrelícias...
Tranças de vime, alvos guardanapos
Farão o composé à nossa moda
Que jamais falte o pão de cada dia
Sagrado alimento!
E trocaremos mimos e petiscos
Lado a lado, até a última fatia
De um doce e eterno amor!

Autora: Graça Campos (em 24/01/2009.)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Educação

Foto: Graça Campos




" A consciência é a presença de Deus no Homem."


Victor Hugo


Educação vem do latim - educare, que significa criar, alimentar, ter cuidado com, formar, instruir, produzir por via culta.

Educador é o que cria, formador. Criar vem do latim - creare, engendrar, procriar, produzir, dar à luz, fazer nascer.



À mestra, com carinho

Autor: Leonildo Miranda Araújo


Galga os ares, ganha espaço, voa
E dentro do som que do seu peito ecoa,
Ensina docemente em maestria
E canta em versos a filosofia.


Fala não somente com a visão,
Mas mostra o interior do coração
A todos que vislumbram em fantasia,
O amor em flor em vasos de emoção.


Na entonação, na cor da inspiração,
Vai conclamando em olor sua lição
De repassar aquilo que sonhou,
Aos seus queridos filhos coirmãos.


Pois é no despertar do ser que soa
O alvorecer, a liberdade que povoa
A integrar em harmonia aluno e mestre,
A derramar de si sua alegria.


Na voz dentro da voz do aprendiz,
Que iluminada pulsa, vibra e expande
O externar da gratidão contida
Dentro do agradecer da própria vida.




Á querida mana Graça, pelo seu aniversário.
Do mano Leonildo
Abril de 98.

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Coração, Coração Rosal da Gente



Na primavera, as roseiras floridas vergam de tanta rosa.
Mas alguém passa, olha o botão mais lindo, corta-o do galho e leva-o;
Silenciosa é a mágoa da roseira...
Mas outra mão eis que se aproxima, e devastando tudo que de rosas queira
Um porção arranca, colhe uma por uma todas as rosas sem deixar
nenhuma...
No entanto, é primavera, o tempo passa, novas flores rebentam na roseira
e ela revive em beleza e graça , a primavera inteira...

Coração, coração rosal da gente;
Se te magoa acaso a mão de alguém
Não queiras nunca te vingar também
Não tenha nunca um gesto de rancor
Guarda a roseira que calada sente
Mas cujo pranto desabrocha em flor.



(autor desconhecido)
Publicado por Graça Campos

Soneto à Graça

Autor: Leosino Miranda Araújo
Foto: Luciana Campos





Quarenta e quatro anos se passaram.
São muitas luas que ficaste a olhar,
Tantas estrelas que nos céus brilharam,
Outras que estavam prontas prá te amar.

A simpatia que vive em teu lar,
Atraiu a paz, e juntas ficaram
Neste ambiente tão familiar,
Onde amizade todos adotaram.

E sob esse teto, onde mora a Graça,
Karina e Ari, Viviane e Lu,
A pedir estás, que o amor se faça.

Hoje o sol raiou. Vê distante a lua,
Quanta poesia, mas a Graça és tu,
Pois aqui risonha, está a alma tua.


Á minha querida irmã, Graça,
pelos seus 44 anos,
do mano Leosino




Abril de 98.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SÍNTESE da ARTE




Um jeito especial de viver! Buscar através da beleza e da bondade, a linguagem que se propaga aos olhos e ouvidos, ao tato e ao coração com muito amor. Convidar o outro a ver, sentir, apreciar e refletir algo até então, ainda não experimentado. Trasbordar a bagagem da alma artista em todos os cantos do mundo, porque a verdadeira arte é UNIVERSAL.
Assim pensando, vendo e revendo algo que encanta, surge um caminho iluminado, a trilha que nos torna mais próximos do Criador. Quando estou pintando, sinto que os bons anjos são presentes. E vou caminhando . O desejo me invade para que se faça bom, belo, e justo o trabalho hábil o traçado seguro, a curva incerta, a luz e a sombra, uma flor, um espinho, um castelo ou uma tenda, um boiadeiro, a lavadeira, a alegria e a tristeza o retrato de muitas vidas.
ARTE... Que se poderia afirmar em nome dessa figura feminina tão séria, ao mesmo tempo tão leve, tão sutil, tão ousada, compreensível ou incompreendida?


Sim... Não...


Não se pode complicar o significado do que é dar vida ao que se foi e ao que fica. E resgatar valores magníficos, ao contar histórias e histórias através de imagens.
Falar em nome do amor, da dor; dar som à mudez das coisas e até mesmo voz aos mudos. Gritar aquele grito que, com palavras ou ecos, não acontece, muitas vezes, pelo medo da punição dos “grandes”.Chorar em nome da saudade, dizer mil palavras sem dizer... É extasiar - se diante do mais simples!


Quisera entender o olhar de cada ser e o que lhe vai n’alma quando seu universo íntimo se depara com o descortinar de uma tela...

Quem me dera...



Graça Campos ( 18/05/2001. ) Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http://gracacampos.blogspot.com

sábado, 22 de agosto de 2009

RAÍZES

Foto: Luciana Campos

Qual pintura a doce poeta fala-nos de bravura
Em homenagem à mulher guerreira.
Mulher, simplesmente mulher...

Um canto ressoa no universo das palavras...
Das palavras adornadas pelo som canoro e um cheiro cítrico
Delicioso, naturalmente, mulher...

Uma mistura de tons descortina-se
Transparecendo a nudez de tal linhagem
Perfazendo o caminhar de todas as mulheres...

Mergulha nesse dom e pelas matas se adentra
Personifica-se, reconhece;
Conhece e volta.

Traz-nos à tona, dos tambores o som, natureza e filhos...
Filha da floresta!... Mulher Indígena!
De maquiagem ideal!

Idealiza, defende, realiza...
Qual pintura estará pintada em face...
Faz-se FESTA!...


Graça Campos (em 13/ 03/ 07)
Poema de Homenagem à “Canção para Eliane Potiguara“ por Clevane Pessoa em 08/ 03/ 07 Belo Horizonte, MG
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Pedrelina, “vendedora de bananas”

Texto e tela: Graça Campos




Uma das mulheres maravilhosas das quais adotei inúmeras lições de vida.
Dessa que me inspiram a trilhar do abstrato ao concreto. E por aí, surge na minha tela mental, mais uma imagem que passo a trabalhar entre cores, luz e sombra...
A tela “PEDRELINA” é uma homenagem à mulher coragem, carinho e fortaleza, que enchia as ruas do Serro de “ALEGRIA”, vendendo frutas, em especial, bananas e sorrisos.
PEDRELINA conquistava seus clientes de porta em porta com palavras faceiras:
“Hei, coração, olha a fruta madurinha! Tem ouro e tem prata!” E acrescentava sutilmente:
“E o amor, como vai?”.

Lá vai Pedrelina, vendendo bananas com um filho no colo
e outro no ventre e o balaio de frutas
e o sorriso nos lábios
e o amor no coração...





Graça Campos / Belo Horizonte, 26/11/2007.
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Pedra Redonda

Tela e poema: Graça Campos





Na grande Pedra Redonda
nasce o rio
ele em busca do mar
ela a desejar os céus...
Já foi morada de gente
anfitriã dos peregrinos...

Nossa Senhora, quanto devoto!

Nossa Mãe!
Vou subir à pedra
entoar uma prece
Ó, padroeira santa!

Ouça!

Os botocudos dos ventos gelados estão a pedir

o rio cheio de peixe, o rio cheio de vida...

De cá eu avisto, do caminho real

a Pedra azul Redonda a reinar...

e o rio?
cheio de peixe?
de vida?

SERÁ ???





Graça Campos Belo Horizonte, 22/08/2009

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Minha Babá

Detalhe da pintura em tela "Tereza Rainha"
Graça Campos


A minha babá foi inspiração para “Tereza Rainha "

de repente a gente se vê de volta à infância
vê também os brinquedos
sente o cheiro de fruta no pé
e, num passe de mágica,
abraça as pessoas que tomaram conta da gente.

Tereza!
maravilhosa, sábia, engraçada
carinhosa , leal, protetora
sossegada conta histórias, dá colo,
adivinha o que a criança quer

uma rainha, um presente
saudade boa demais de sentir...
amo você, minha “Tereza Rainha”!


Graça Campos Belo Horizonte, 2007
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

FIM da GUERRA





Ante o despudor de seres desalmados


Uma menina nua fora arrancada


E posta a correr sem rumo à frente


De outros inocentes.



Impiedosos dilaceram indefesos...


Sinto vertigem diante da imagem


A fotografia me sufoca


Queima-me o peito


Abro-me em feridas violentas


Sangra-me a desigualdade


Desumana / mente...



Projeto outras faces sobre aquela foto


Onde o coração apela e clama


Por acalmar os corações meninos...



Vejo acontecer uma alquimia


Desfalecendo o "papel" do homem


Levando para longe o sofrimento...



E por desejo ardente,


Plasmam chamas de justiça


Cessam os gritos, o choro acabou.


Faz silente o tempo


No ruflar as asas se levantam


E sobrevoam...


Os homens ainda estão armados


A guerra acabou...




Graça Campos. Fim da Guerra. Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http://gracacampos.blogspot.com


ONDE ESTÃO AS MULHERES

Foto de Clevane Pessoa




Onde estão as mulheres?
Saíram... Saíram da rotina...
Estão em todos os lugares
Encontram-se e se encontram
Nos campos, pelas ruas
Pelos ares e nos mares
Nos vales
VALEM...
Sociais não se calam
Libertas, retornam-se EVAS.
Florescem e se frutificam!
E aonde vão?
Caminham em busca de si mesmas
Encontram-se e retornam e se vêem alhures
Bem MULHERES!



Graça Campos
(em 26/12/2007) Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http://gracacampos.blogspot.com

Harmonia

Foto e poema de Graça Campos




Sempre haverá o tempo

em que os tons de alegria

dominem e entorpeçam

de deliciosas fragrâncias

os seres, a vida!



Sempre haverá o tempo

em que a luz prevaleça

o tempo e o vento

o sopro e o farfalho

presságio de sinfonia

e a dança das flores...



De Humanos versos

poetas passarinhos

matizes colorindo a

Crescentes seres do amor...





Graça Campos. Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http://gracacampos.blogspot.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Canção

Imagem: Google

escapam ensaios entre arranjos


performam sinfônicos sons ritmados


acordes detalhistas


hábeis dedilhados


expandem até se perderem


para alcances adeptos, perceptivos


afinados audíveis


acolhedores sensíveis


de notas musicais


do toque arterial


à ressonância da emoção



Nasce a canção...


Graça Campos
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Intimidade




Flutuam pétalas róseas
Mergulho fragrante
Especiarias frescas
Pele de mel lábios de maçã
Olhar de estrelas pescaria dos teus
Insinuante riso
Essências de cravo e canela
Ungindo meu corpo
Da cabeça aos pés...
Tecidos aquietam minha silhueta
Em lençol escarlate
Permito-me buscar toda a existência
Para me completar...
Segredo em sussurros o amor
Entrega absoluta
Parede, espelho discreto...
Sensato!
Insensato coração louco de amor!
Descompasso... Passo... Pa s s s s o...
Desfaço





Graça Campos Belo Horizonte, 01/ 07/ 2008.

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O circo e o palhaço

Foto de Gabriel Pessoa





Cidadezinha calma incendiou
Do fogo da fantasia
Saí correndo no tempo
Nas ruas de minha infância
E agucei os ouvidos da memória...

Senhoras e senhores, o circo chegou!
Hoje tem marmelada!
Tem, sim, senhor!
E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulher!

Respeitável público, a cidade clareou
Marmanjo virou menino, moça séria se animou
Nas ruas, no picadeiro faz- se magia do riso!

O palhaço é mágico?
É real?
Nunca vi palhaço chorar!...

Desengonçado o peralta
Sapatos que não têm fim...
Pentelho é homem, é gente
Mas ninguém o vê chorar!

É que o choro dos palhaços
É um choro escondido
Por detrás de cortinas
Do grande palco da Vida!



Graça Campos
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Do amor

Poema e pintura: Graça Campos




sentido das eras

aurora dos amantes

das horas dos laços eternos...


O amor que, ora louco, desata a sentir

um forte jeito de olhar e de querer

Sorte de uns, azar de outros

e contorna contorcendo-se em cenas

de sonhar o amor


Cantador adentra noite,

penetra coração, casulo leito

avista no luar o ser amado

compõe declarações inebriantes,

testemunhas em vozes dos amantes


Amor escolhe dia nem idade,

nasce do nome perfeito da flor,

deflora tempo, causa e razão

do bem- querer daquele que jurou

“Eternidade”, acaso for,

Aquela que o poeta consagrou

“enquanto dure”



Graça Campos 17/08/2009.
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Momento

Poema e Tela: Graça Campos



uma vez um pincel

baile de cores

anelos intuitivos...

uma flor? um sentimento?

uma expressão!...

assim desperta a criatura

criadora da viagem!...

a imagem espelhada

é saudade

sonho

realidade

captada,

capturada...

encantada!...




Graça campos
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domingo, 16 de agosto de 2009

Princesa de minha vida

Foto: Graça Campos

Poema de Luciana Campos




Tu, ó linda princesa,

que do mar vieste

para amplitude de meus sentidos

a iluminar este emaranhado

de vidas, de amores, de distintos caminhares...

Logo do mar! Não poderia ser mais Divino...

A minha paixão é aquela imensidão!

Tu, ó linda princesa,

Chegaste para alegrar e encantar meus dias

trazendo tanto acalanto e aconchego às minhas noites

Dizermo-nos amigas, seria muito pouco

Falarmos dos laços de sangue,

também não é tudo...

Neste caso, em que relações

se fundem em única atmosfera,

certificamo-nos das

escritas por LINHAS TORTAS,

DAQUELE GUIA.

É para ti, ó linda princesa,

de poucos anos de vida terrena

de tantos outros afora

que vai meu coração

minha profunda gratidão

por teres aceito o convite,

enfim...

Meu mais genuíno amor.




Luciana Campos
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sábado, 15 de agosto de 2009

Passadiço

Poema de Graça Campos

Thiago Fernandes Google Earth.





Arco arquiteto sustenta as andorinhas
Em uniforme azul-marinho e branco
Gravata-borboleta...

Bando em revoada
Burburinho de adolescer
Vê viçoso o mundo lá embaixo!...




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Girassóis


Karina Araújo Campos




Um guia ao amanhecer
enaltece o viver dos girassóis
em busca da luz suprema.

A flor amarelo-ouro faz giro
em torno de si mesma.
Contempla de olhos abertos e
Sorrisos se/mentes o astro maior.

De aura dourada.
O coração em chamas...

Sementes caem ao chão e
nascem outras flores.

O sorriso emana a
delicadeza e a humildade
de viver a buscar a luz do sol.




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O Sentido da Vida

Foto: Luciana Campos




Poema: Graça Campos


Toques suaves, mãos delicadas em conchas,
Segredo de lidar, afeto e proteção...
Fecham-se num resguardar de seres indefesos
Erguem-se em pedidos, devoção e prece...

Deixe-se levar pelas nuances de sua íris
Eleve seu pensar e terá belas visões!
Delicie-se ao vento, à chuva, à luz, ao sol e ao luar!
Não deixe a vida passar...
Toque o seu coração
Sinta-o bater no peito
Ouça o coração do outro
O bater insano de querer um colo
Enxugue a lágrima que rola
Ou deixe-a rolar...

Quem sabe o desabafo a leve ao mar...
Dos sentimentos!

Sinta o cheiro de PAZ
Envolva-o de abraços
De querer bem...

Dance ao convite das nuvens
Movimente-se até aquietar-se numa roda de olhares...

Ame e sinta-se amado (a)
Desprenda-se de mágoas
E deixe brotar a pureza
Sorria... Cante a música do amor!...



Graça Campos Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http://gracacampos.blogspot.com

Versos

Foto: Luciana Campos






Linhas que se curvam
Repletas de bagagem
PA / lavra /s de uma história
Quais cachos buganvílias


Ancoradouros de flor
Transportam a portos
Incalculáveis sensações
Alinhadas, conjuntas ou únicas


Universo infinito
Pensares de outro pensar
Reconhecido ou ignorado


Lugares que penso
Palavras que passo
Imagem do outro
Na linguagem dos versos...




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As Cinco Marias do Morro


Poema e tela: Graça Campos




Lá vêm as Marias enfileiradas
Tão erguidas, puras, ritmadas
Desfilam negras de branco
Rostos sérios
Compromissos assumidos
Em cada colo fita azulada
Ostenta cruzada
A Santa Mãe da medalha

Devotas de sua fé,
Descem morros centenários
E percorrem a cidade
Que se arruma em procissão
Sobem mais fortes montanhas
Transportando e removendo
O sustento de suas vidas
Alimentadas suas almas...

Marias! Cinco Marias!
Misteriosas
Precisas
Preciosas Mulheres
Caminharam para o Céu...




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Maria Pão de Queijo


Poema e Desenho: Graça Campos




Negrinha a tua tez, Maria!
Baixinha, apressada em servir;
Com um cesto de quitutes a traduzir
O branco, a sua lida em nitidez.

Maria, de vestidinhos tão alvos!
Tinha um jeito chamativo
Toda a meninada olhava
Aquele semblante atrativo.

Neta de escravos, a mina,
Mas desde então era livre
Vendia em tabuleiros
Os famosos pães mineiros
E ficava furiosa
Quando entoavam as crianças
A chamá-la o tempo inteiro.

Alguns marmanjos também
Aproveitavam e gritavam:
Ô, Maria Pão de Queijo...
Ô, Pão de queijo queimado!...

Ô, Maria, nos perdoe essa falta de juízo!
Hoje malucos adultos, madurinhos!...
Iguais a seu Pão de queijo
Queimado(s) de saudade
De Maria...
Daquele tempo do Serro!...




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A mulher do campo


Poema e tela : Graça Campos




Antes de o galo cantar,
Já botou água no fogo pra ferver...
Eu sei: olha lá a fumaça a escapar da chaminé...
O cheiro de relva, o sabor do café (com rapadura ou açúcar).
Já tem vida acordada antes do raiar do dia

Ela se ajeita e dá a partida,
O companheiro e a marmita
A família está de pé

Os filhos vão daqui a pouco
Na estrada de chão
Certamente, pra escola do alfabeto e do pão,
E das lições da vida!

As mulheres estão ceifando.
Anunciata, uma dessas, lá das bandas do Cipó
De uma famosa montanha, de campos a seu redor...

Assim é essa mulher, que se arruma e sai pra lida.
Faça chuva, faça sol... Não tem tempo a perder...
Não tem férias... Ai, meu Deus, não tem férias...
Ronda o medo de sofrer... Ai, meu Deus!



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Tranças


Poema e tela : Graça Campos


Teço fios e cordas
E o emaranhado dos cabelos
Na dança dos ventos
Teço meus pensamentos
E busco entrelaçadas formas de criar.

Cato a natureza já desfeita
Na secura do tempo
Apanho arestas e olho pelas frestas

Um trançado...

Busco a quietude
Da raiz às pontas de minh’alma
Vejo arranjos perfazerem esteiras
Que se moldam em balaios mil...

Trago taboa do pântano
Junto pedaços de lida
E já me esbanjam idéias

Vêm a surgir, um por um,
Utensílios, abajours;
Trechos do caminhar
Olhados com paciência

Adornos de bem viver
Distintos, aparentes.
Hábeis mãos em desafio
Fios se vestem de Paz...

Abençoado trançado!



Graça Campos
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Paz e Poesia




P ortal de Luz
A rcos Transcendentes
Z éfiro campestre

E lo Multicolorido

P alavras ao Vento
O ndulantes Pétalas Que Flutuam
E ncontro Divino
S uave Brisa Entre Raios de Sol
I luminando um novo Mundo
A mor e Paz




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Lua de Sonhos





Lua de sonhos
Dos namorados
Lua de mel

O casal enamorado sonha e ama
Com doçura e loucura
Vêm os ciúmes
Os tropeços
Mas ficam os dois lado a lado

O grande encantamento
Vai criando asas
Alcançando os céus

Lua de sonhos
Teria sido em Veneza
Tornou-se lua sonhada
Em Venezas brasileiras

E aquele amor continua
Tão maduro verdadeiro
Os sonhos
A lua
O mel
Existem...




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Chuva de meus olhos






Vésperas de nova estação:
A mãe-terra sensível recebe o pranto dos céus.
A página retórica de um universo íntimo
Rouba-me por instantes e me surpreende!

Lá fora...
A flora, que verdeja, absorve absoluta,
Alimenta-se e traduz em festa
A multiplicidade em doação.

Brotam alvissareiras
As personagens dessa primavera...
Chovem chuvas em meus olhos
Chuviscos de lembranças...

Ah! Esse florir o peito de sonhar...
Quimeras!
E a chuva de meus olhos sem parar
Rebusca no passado, o desejo de sorrir;
Sonhar...

Parece que a alma gêmea escutou
Quebrou silêncio, tempo e amparou
A noite que iria solitária.
Ao telefone a sua voz cessou
E acalentou a chuva de meus olhos.

O tempo, esse, o SENHOR,
De todo recolheu-se...
O silêncio iniciou uma cantiga
As quimeras acreditaram e ostentosas sopraram aos ouvidos
Palavras de saudade!...



Graça Campos
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VIAGEM





Nepal e seu povo auscultam as montanhas...
Ecos divinos vindos do Himalaia trasbordam sapiência
Lições de amor de elevação maior!
Ensinam o cultivo da harmonia 
ESPERAR com PAZ...
Beleza mor de todas as ciências!

De repente, me envolvo com a paisagem,
Desfiladeiro de uma cor tão alva
E tal fumaça erguendo um letreiro
Descobre o verbo e se revela inteiro.
O EVERESTE, meu pouso na viagem!

O Poeta é monte; o Monte é poeta!
Derrama amor, sugere o bem viver:
“A vida é preciosa...
Não deixa escapar o tempo oportuno!
Aprende a conviver!
Não há melhor lugar e companhia
Com quem erramos, podemos aprender...

Entende o outro e terás compreendido
A solução existe: o bem querer!
Rebelar-se quanto às divergências
É estratégia errônea no entender...

Trabalha em ti o perdoar!
Reveste tua mente de criança,
Inesgotável fonte de esperança!

Ouve a voz da intuição!
Encontro Criador e criatura...
Por onde andares, deixa tua marca!
Do riso aberto presente em dose certa
Contagiante bom-humor!

Propaga tuas cantigas pelo mundo,
Volve os olhos para teu semelhante!
E, se a ventura bater em tua porta,
Se a morada simples virar um castelo,
Faz entrar também a honestidade,
Valoriza as origens!
Conserva teus valores"!"...

Ah!... Montanha Asiática!
Silêncio fortalecedor...
Intensiva jornada
Para o “EU” inovador!



Graça Campos
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Pico do Itambé


Poema e Foto: Graça Campos



Manhã fria de maio! Um banquinho de madeira bem no topo da avenida.
Paisagem inspiradora... Serra, ruelas, casario...
Silêncio!...
Gente humilde a buscar o pão do dia.
Fumaça, ainda névoa, e poesia...

Descobre-se, desponta, exuberante,
No espaço real, a pedra farol gigante,
Enquanto a cidade acorda...
Esbranquiçada roupagem evapora, e recomeça a lida!
Pouco a pouco, erguem-se nas trilhas, caminhantes!

Vislumbre de meus olhos, desafio, árdua escalada!
Anseios absorvem o visual, e as mentes itinerantes,
Descobertas de certos e de errantes!

Histórias jorram de seus fios vivos...
Ouve-se o cantar!
São águas – riachos e cascatas a banharem ritmadas,
Sinfonia, corpo e alma dos amantes!

E o visitante curioso, emudecido,
Eterniza o seu pensar
No ápice do ser, alimentada a vida.

Alguém pincela de palavras o momento
E, se aproxima o pico, de seus olhos
Na sutileza desse encantamento...

Do colorido verde, o azul do céu,
Surge um menino “Ítalo” a falar: “...”:
Ele integra, se apresenta, observa
E traz na voz, o eco das montanhas,
Essencial nos versos da poeta.

“Oh, indígena linguagem ancestral”,
Tu és exemplo de postura,
Inspiração, maravilha de postal!
De tua imagem deixas a saudade
De todos nós, Pintura Natural! ”



Obs.No instante em que escrevia os versos, aproximou-se uma criança, o Ítalo, a conversar; falamos daquela terra de poetas e do grande “Ventura”, hoje, poeta lá do Alto...



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Liberdade


Poema e foto: Graça Campos



Pássaro verde esperança
 Vai e vem de peito aberto
À luz do alvorecer
Abre a cortina do dia
Novo horizonte descobre
E continua a miragem

Adentra portal futuro
Experimenta, desfruta,
Retorna frutificado
 E singra por entre as fontes,
Visita torres e montes...

No abraço do reencontro
Crepitam os sentimentos
Inverte revoa e dança
 Corta o espaço destemido
Entre a terra e o céu
 Na consciência da vida

Liberdade é toda cor
Amor silêncio e dor
É esperar acontecer
 A vida a morte o nascer

Assistir ao espetáculo
Ver acender as estrelas
Ouvir segredos da noite
 Despir de toda roupagem
Dar asas à doce essência
Alcançar a luz da Lua

E com olhares de mina
Debulhar os pensamentos
Derramar toda o tormento
 Sonhar  paz entre os humanos
  Em novo tempo de amores...


Graça Campos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Doidas "Chiquinha Doida"

Eram assim denominadas aquelas mulheres; algumas ainda jovens, outras já maduras, doidas, muito doidas. De jogar pedra. Várias e de variadas formas. As loucuras... As loucas...
Chica Doida ou Chiquinha Doida perdida no tempo, passou pela vida
deixando profundas marcas de reflexões.

Quando Chiquinha perambulava pelas ruas e becos da cidade, quem não fosse muito ágil, levava certamente, uma pedrada ou mais.
Ela as arremessava sem compaixão, para retribuir os insultos e aos chamados das pessoas. Às vezes nem carecia de procurar as pedras, porque Chiquinha já andava prevenida com os bolsos cheios. Foi de muita gente grande zombaria, das crianças, o terror, para outros, diversão...
Hoje fico pensando...

O que teria acontecido com aquela menina que virou mulher com os nervos à flor da pele?

Chiquinha Doida, filha do Serro, mulher do povo, personagem histórica trançada de mistérios da cabeça aos pés...
Presença feminina que marcou a minha infância e adolescência. Anos 60/70.



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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Reflexões do alto


Foto: Karina Campos



Nuvens passeiam tácitas
Brancos flocos de algodão
Despreocupadas manchas criam formas
E aos poucos se desmancham...
Quanto bicho lá nos céus!
Impressões de carneirinhos
Elefante, ursos gigantes
Paisagismo flutuante...
Atentos olhos observam
Os olhos dos bichos
Uns parecem pensativos
Outros escapam um vazio
E se vão...


O que será que eles viram cá embaixo?



Graça Campos
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Feminino, fortaleza, plural e singular...





O que dizer sobre tamanho universo, o feminino?

Nós mulheres somos enigma, enigmáticas...

Somos fortaleza... Sempre em busca de algo... Sempre a favor do desejo... Sempre desejando desejar!

Muitos não compreendem tal Universo... Dizem ser Universo Bipolar... A verdade é que o “real” feminino é tão grandiosamente dotado de sensibilidade e paixão que o mesmo se torna Universo particular...

Haja sintonia para adentrar... Algo tão plural e singular...




Viviane Araújo Campos
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sábado, 8 de agosto de 2009

Vestidos

Imagem do Google

Poema: Graça Campos


Os meus vestidos são a transparência de minha alma
Os brancos como a neve, bem comportados
Os charmosos, insinuantes ousam decotes.
Uns mais curtos, outros longos
Acinturados, bem coladinhos ou mais amplos à vontade...
Muitas saias rodopios
No verde esmero esmeraldas
Nos tons azuis confidentes
E alguns grape sensuais
Perolados e os pretinhos
Corpetes aveludados, fitilhos trançados
Amplas saias variadas
As vermelhas, violetas provocantes, sensuais.
Tecidas, também rendadas
Expressam mais que finos tecidos
Podem enganar a todos
Inversa, reversa expressão, meu corpo fala encoberto
Intacto em prata, metal.

Em amarelo e coral abrasam em luz do Sol
Ao fogo de verão singrando a vida
Bem vestida em lilás, babado e renda.
Se for florido ou manchado
Se em tons discretos de cinza
Elegante inverno e sábio
Leves sedas e plissados
Justíssimos, alados...
Perfeitos
Perfumados, suados...
Suados...

Vestido de lese, mangas fofas...
Crepe, chamois alinhados!
E o meu vestido de chita?
E o vestido rasgado?
Sempre estão a me esperar...
Não os desprezo mesmo sendo vaidosa
Pois a roupa transparente
Sabe quando a alma chora
Boto meu vestido velho
Rasgado e sonho um sonho dourado
Cato as folhas de outono
Vou refazer meus vestidos...




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IDEAIS SEMENTES

Foto e Poema: Graça Campos



Por ideais lanço-me destemida
Improviso no espaço um ensaio
E vôo livremente em via crucis
Na consciência e no compromisso


Aves pacíficas
Sementes letrificadas
Desprendem-se dos bicos das penas das garras
E se tornam férteis em solos coronários, cardíacos
Essenciais

Reflito, conjugo as funções do poder, sem julgo,
Pulsa-me o pulso, afogam-me emoções
As garras se agarram nos frutos que acordam
E fomentam saber em frêmito alçar

E ouço um gemido: a palavra é fogo
Que queima e devasta a natureza humana
Mas a palavra é bênção, projeção do caminhar
O vôo é livre
Asas se partem
O ideal é sonho, mais que sonhar

A semente é de “paz”
O adubo equilíbrio, se humanizado
Ser ave Voar Ser borboleta
Palavra semente envolvente

Há um suspiro alívio no peito que se abre e inspira
Um degustar e digerir doces, amargos doces
Delícias e sofrimentos
Há dor e lamento na fronte o desejo
Ser fonte palavra e colher gestos letrados repletos
Completos, despertos voados no bico, nas penas, nas garras da simples leveza do entendimento...




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Pirilampos

Imagem e Poema: Graça Campos

Bailam pirilampos
Anoitecem e amanhecem
Assim tão mágicos
Ante o meu olhar

Baile à luz de velas
Chuviscos luminosos
Minúsculas estrelas
Dançam

Faíscas, lampadário!
Completude
Romântico cenário

Bailam pirilampos
Anoitecem... Amanhecem...
Vagueiam com seus lumes
Ante o meu olhar.


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Momento

Tela e Poema: Graça Campos


uma vez um pincel baile de cores anelos intuitivos... uma flor? um sentimento? uma expressão!... assim desperta a criatura criadora da viagem!... a imagem espelhada é saudade sonho realidade
captada, capturada...
encantada!...
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