sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Chuva de meus olhos






Vésperas de nova estação:
A mãe-terra sensível recebe o pranto dos céus.
A página retórica de um universo íntimo
Rouba-me por instantes e me surpreende!

Lá fora...
A flora, que verdeja, absorve absoluta,
Alimenta-se e traduz em festa
A multiplicidade em doação.

Brotam alvissareiras
As personagens dessa primavera...
Chovem chuvas em meus olhos
Chuviscos de lembranças...

Ah! Esse florir o peito de sonhar...
Quimeras!
E a chuva de meus olhos sem parar
Rebusca no passado, o desejo de sorrir;
Sonhar...

Parece que a alma gêmea escutou
Quebrou silêncio, tempo e amparou
A noite que iria solitária.
Ao telefone a sua voz cessou
E acalentou a chuva de meus olhos.

O tempo, esse, o SENHOR,
De todo recolheu-se...
O silêncio iniciou uma cantiga
As quimeras acreditaram e ostentosas sopraram aos ouvidos
Palavras de saudade!...



Graça Campos
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