sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pico do Itambé


Poema e Foto: Graça Campos



Manhã fria de maio! Um banquinho de madeira bem no topo da avenida.
Paisagem inspiradora... Serra, ruelas, casario...
Silêncio!...
Gente humilde a buscar o pão do dia.
Fumaça, ainda névoa, e poesia...

Descobre-se, desponta, exuberante,
No espaço real, a pedra farol gigante,
Enquanto a cidade acorda...
Esbranquiçada roupagem evapora, e recomeça a lida!
Pouco a pouco, erguem-se nas trilhas, caminhantes!

Vislumbre de meus olhos, desafio, árdua escalada!
Anseios absorvem o visual, e as mentes itinerantes,
Descobertas de certos e de errantes!

Histórias jorram de seus fios vivos...
Ouve-se o cantar!
São águas – riachos e cascatas a banharem ritmadas,
Sinfonia, corpo e alma dos amantes!

E o visitante curioso, emudecido,
Eterniza o seu pensar
No ápice do ser, alimentada a vida.

Alguém pincela de palavras o momento
E, se aproxima o pico, de seus olhos
Na sutileza desse encantamento...

Do colorido verde, o azul do céu,
Surge um menino “Ítalo” a falar: “...”:
Ele integra, se apresenta, observa
E traz na voz, o eco das montanhas,
Essencial nos versos da poeta.

“Oh, indígena linguagem ancestral”,
Tu és exemplo de postura,
Inspiração, maravilha de postal!
De tua imagem deixas a saudade
De todos nós, Pintura Natural! ”



Obs.No instante em que escrevia os versos, aproximou-se uma criança, o Ítalo, a conversar; falamos daquela terra de poetas e do grande “Ventura”, hoje, poeta lá do Alto...



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