sábado, 8 de agosto de 2009

Serra do Cipó


Imagem do Google


Cerração faz mistério
E em silêncio
Criatura adormece
Embalada
Na canção do rio
De curvas
Cipó... Escuro e calmo

Na Serrania
Vento frio gelado
Congela a gota
Que nasce da pedra
Grota, gruta, pedregulho...
Cortina em mármore
Lapida o olho que vê
Olho d’água
Olho de bicho
Lobo guará, Tamanduá ...

A Serra caminha
Na Trilha de escravos
E a tradição é esculpida
Em véus cristalinos de Noiva
Sigo entre bromélias
Que me levam a orquídeas
sempre-vivas

Um moço velho
Guerreiro de andança,
Plantado na pedra
Brotou, virou flor...


Sorri com olhar de esperança
O colhedor de flores
Eternizou...

A serra esbranquiçada
Encontra algodão de nuvens
E se abraçam
Céus e montanhas

Longínqua a serra
De azul desbotado
Mostra a sua
Silhueta.

Vai e vem sem
Se mover
Movem os olhos
Que ultrapassam
Os horizontes...


Graça Campos

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