sábado, 8 de agosto de 2009

Sinfonia de Outono


Poema e tela: Graça Campos

Esvoaçam e bailam
As folhas caducas
Amarelo ouro em pó
Ziguezague de borboletas!

Os caminhos tornam-se mágicos
Tapetes reais arranjos do Criador
Revestindo o solo
E dão início a novo tempo.
Folhas caídas se doam
Performance! Perfeito ato coreográfico
Naturalidade / Renovação

É preciso ter a força que se revela despida
Mas que não deixa morrer a esperança
No tempo certo não haverá lamento
Os galhos perdidos dos agasalhos
Vestem-se da nudez saudosa de suas vestes...

Viagem cíclica uma a uma, eis o FALL...
O desfazer-se e o brotar milhares brotos
Na vida que se esvai entre tonalidades terra...
A vida vai? Jamais! Apenas transformada em secura
Trajetória de secagem, trituragem em redemoinhos
Escorregam pelas fontes e se vão em canto lírico

Folhas de outono...
Confetes, adornos de um vendaval! Herança!
Outono, folhas caídas, esquecidas, moídas, douradas!
Agonizam desmancham-se e desabrocham em novas vidas

É Gaia que, em seu colo, acaricia as fênix,
Folhinhas pássaros perdidas sem viço, torradas...
Dormem as vegetações!
No entanto, nesse sono tão profundo ainda
Levam recados alados, no sopro dos ventos

O outono me faz repousar
Prenúncio de flores em minha alma de poeta,...


CAMPOS, Graça. Poema. Sinfonia de Outono, em 21/03/2009.


Todos os direitos reservados ao autor. Não autorizada cópia. Indique a leitura através deste blog: http:gracacampos.blogspot.com

2 comentários:

  1. Lindo! É outono dentro de nós... Mais introspecção, nosso self se refaz... Da minha janela vejo as folhas das mangueiras caírem amareladas, cor de ouro. Realmente dançam no ar!
    Bjos, Ka.

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  2. A natureza com seus sábios exemplos de vida, Karina! Beijos

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