domingo, 17 de janeiro de 2010

NATUREZA HUMANA

Menino inquieto do ventre pulou
O rebento rumou direto pra luta
Do dia lampejo
Solidão companheira
Percorre agourado a multidão

Seco menino chora
Cheira lágrima e dor
Da rua a vida cruel não perdoa
Sua sede, sua fome, seu sonho, seu chão

Menino inquieto tornou-se
Estátua de sal no deserto da vida
Desfez-se em fragmentos
Nas vias do cotidiano

E o menino inquieto amava a natureza...


CAMPOS, Graça. Poema. "Natureza Humana". Ano 2009.
http://www.jornalaldrava.com.br/N81_Jan_2010/pag_04.gif
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