quarta-feira, 17 de março de 2010

Borboletas Outonais



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As tardes frias pintam
Aquarela em ouro velho
Vai-se o verão deixando rastro
Abrindo espaço dourando chão
Mesclam castanhos e avermelhados
Cambaleando
Uma
por
uma
Secas estalam no imenso tapete
Leves ao sopro final
Desfazem-se pálidas, opacas
Ao chão
Disperso algum fio de vida
Recebe em carícias doce orvalho
E exala derradeiro suspiro

As folhas morrem...

Oh, natureza sábia
Fonte perene de inovações
Vida após vida essas outonais
Macias, úmidas folhinhas
Metamorfose pura do cio da terra
Misturando em cores viram borboletas
Nova aquarela em flor de outras primaveras...




Graça Campos, 17/03/2010.
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