sábado, 30 de outubro de 2010

DESNUDA

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Tua pele negra
NUA
A tua veste
ALMA
Cobre com dança e ginga
Teia da vida
RÚSTICA
E reza
CONTAS azuis,
Da cor
Do Santo

Tua voz, cantiga
NANA
Lembra um lar
CHAMA

Tua alma desnuda
Chora
Saudade, amor...

O teu silêncio
GRITA
Tanto terror

No teu olhar
A CAÇA
Da liberdade a
COR...

No teu encontro
TUA
Noite sem lua...

E nos teus versos
BRANCOS,
Livres,
Sem rima,
RIMAM
Suor e dor

A tua pele
NUA
Busca
Do ser
ORIGEM

No teu silêncio
O MAR
De tua terra

E, no tambor,
Batuque
Essencialmente
A crença
DE TUA COR...




 
Graça Campos, 30/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. DESNUDA.


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