quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MEDO

"O grito"
 de Munch/1893.




Estranhas sensações, tormentos
Dominam, incomodam
Sussurram atrevidos
Desafiando-me o íntimo
Onde cultivo idéias...

Mais forte, foge-me o controle da superação
O medo anuncia devagar, que está por perto
Que vem, não sei de onde
E causa-me arrepios

Na cabeça borbulham os anseios
Desejos se vão nas ondas gigantes
Naufrágio, temporal dos pensamentos
A nau se perde nos ventos incessantes

Ah, como eu queria fosse tudo diferente
Encorajador, sem cochichos, sem melindres
Que corroem a alma e nos fazem doentes

Eu trataria de buscar ao longe as emoções sinceras,
E pediria ao vendaval um tempo
De pôr em ordem o meu coração

E a minha voz, decerto ainda fraca
Arriscaria um grito de coragem
Para pôr fim ao horror e ao pesadelo
Aventurar-me-ia pela correnteza
Para encontrar a própria segurança...






Graça Campos, 06/11/2010
CAMPOSm Graça. Poema. O MEDO.

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