sábado, 30 de outubro de 2010

HALLOWEEN!



Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o Universo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, como a personificação da Grande Mãe.


Fragmento do texto publicado por Sílvia Mendonça  no Mural dos Escritores.

AS DEUSAS SOMOS NÓS


Imagem da web


As deusas somos nós
Ao longo da história
Fomos demoníacas...

A natureza mulher
Em aprendiz de feitiços poéticos
Ensaia nuances literárias
Em contexturas delicadas

Agasalha a alma,
Serpenteia cenário,
Estimula os sonhos
Celebra a vida!




Graça Campos, ( Olhares de Mulher).
CAMPOS, Graça. Poema. AS DEUSAS SOMOS NÓS.

NAMORADEIRAS




Os olhares se perdem
E os sonhos vagueiam
Aos olhos da vida
Que vai passando

Janelas antes vazias,
Certa hora do dia,
Ficam encantadas

Elas se arrumam
E se penteiam,
Pintam suas bocas
De batom forte,
E disfarçam seus anseios

Sondam o rumo
Dos devaneios
Namoradeiras
Perfumosas
De fartos seios

Um dia se vão
As namoradeiras
Preencherem o vazio
De outras janelas
De outros mundos...

Viajam, viajam
Tornam-se ornamento
De novas moradas
De outras linguas
De estranhas falas
De outros povos,
De gosto apurado
Amantes das artes
Namoradeiras...

Graça Campos, 29/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. NAMORADEIRAS.

DESNUDA

Imagem da web


Tua pele negra
NUA
A tua veste
ALMA
Cobre com dança e ginga
Teia da vida
RÚSTICA
E reza
CONTAS azuis,
Da cor
Do Santo

Tua voz, cantiga
NANA
Lembra um lar
CHAMA

Tua alma desnuda
Chora
Saudade, amor...

O teu silêncio
GRITA
Tanto terror

No teu olhar
A CAÇA
Da liberdade a
COR...

No teu encontro
TUA
Noite sem lua...

E nos teus versos
BRANCOS,
Livres,
Sem rima,
RIMAM
Suor e dor

A tua pele
NUA
Busca
Do ser
ORIGEM

No teu silêncio
O MAR
De tua terra

E, no tambor,
Batuque
Essencialmente
A crença
DE TUA COR...




 
Graça Campos, 30/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. DESNUDA.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

À PROCURA DOS VERSOS

Imagem da web


Procurei os meus versos na alma do tempo
Vagavam imersos
Ao relento...

Apanhei-os, zelosa a contento
Escapou-me das mãos o primeiro
Que caíra em lago lodoso
Emergindo em branca luminosa
Flor de Lótus...

Ao sopro da brisa matinal
Percebia no semblante cristal
Minúscula gota orvalhada
Chorosa madrugada...

Escorrera o sonho à deriva
E perdido no espaço o encanto,
Revertido trilhar, pus-me aos prantos
Desejosa de encontrar a “diva”

“- Onde estás, poesia, escondida?
 - Para onde foram os meus versos? ”

Corria ansiosa, corria...

Um tropeço, defronte um pregresso
Uma folha caída!
E, quebrando o silêncio em pauta
Uma voz sussurrante dizia:

"Pega a gota cristal e lapida
Põe o verso na palma da mão
Deixa o vento soprar pela vida
Desse instante que busca guarida
Colhe toda a doçura no colo
A que esteve algum dia sem rumo
Põe na voz, maviosa melodia
Abre o teu coração!”



Graça Campos, 28/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. À PROCURA DOS VERSOS.

ABRAÇO

Imagem da web

Abrir os braços
Alcançar o espaço
Revelar-se

Intensamente
Matar saudade
E dá vontade
De novo abraço

Abraço frouxo
Não
Gosto!

Melhor abraço
É do abrigo
Aprendi contigo

Abraço cura,
Encoraja,
Enfeitiça...

Quando alguém abraça o outro
Emocionante momento
Onde dois corações
Estão batendo
No peito...



Graça Campos, 27/10/2010.
CAMPOS,Graça. Poema. ABRAÇO.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SEGREDINHOS

Imagem web


Enquanto brotam
Sorrisos coloridos
Do próprio chão,
Esculturas florais
Abrem-se
Em plena
Doação

Segredinhos faceiros
Passeiam
Na sutileza
Do voo
Das borboletas

Divina decoração!



Graça Campos, 27/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. SEGREDINHO

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

SONHADOR

Pintura Henri Rousseau


Desse teu jeito sonhador,
Pintaste o mundo
Que cor?

Apanhaste água fresca
Vestes lindas
Flor colhida
Agorinha...

Vai-se a hora
Noite toda,
Madrugada...

Sonhaste acordado,
Sonhador,
Longa espera
Sono profundo
Dominador

Novo dia
Água nova
Melodia
Veste outra cor
Cheiro de flor

Incansável sonhador,
Matutando
Tom de tinta
Para pintar novo sonho...



Graça Campos, 25/10/2010
CAMPOS, Graça. Poema. SONHADOR.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TEMPO


"Personagem a uma janela"  Salvador Dalí



Tempo
Presença
O hoje impera

A hora já está por um segundo
O longo fio do tempo
Vai se escapando como vaga-lumes
Embrenhados nas noites

O tempo vem e vai
Não há aviso prévio
Tempo criança dá cambalhotas
Sem parar
O tempo sábio caminha
Passo a passo

Da minha janela,
Estendo os braços
Tento alcançá-lo
Não há mais tempo...





Graça Campos, 22/10/2010.
CAMPOS,Graça. Poema. TEMPO.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SER POETA...


Imagem da web



Uma taça transborda
Palavras melodias
Fonte perene
Almas divinas
De onde jorra a poesia!

Perguntaram um dia:
De onde vem a poesia?
De Homero, de Virgílio,
De Camões, de Saramago,
De Pessoa, Castro Alves,
Florbela, Henriqueta,
Cora, Cecília, e Clarice...
Do Quintana e Drummond?
De Ventura consagrado?

De todos esses eternos e gloriosos poetas...

A resposta só se via por entre choros e risos,
Pedras escorregadias, amor, ou tal sofrimento...
Das flores, e borboletas, de quimeras, fantasias...
De ideais de justiça, cantados em versos tantos...

De mulheres e homens livres
De um mosaico de palavras
Que nascem rasgando o VERBO

O poeta é poesia
Quando toma emprestado
O sentimento do mundo
E voa profundo
Ama de um amar intenso
O fazer desse contexto
Tem nas mãos o instrumento
E registra sentimentos,
De um lugar bem povoado
De nome coração

Desafia os contratempos
Na escuridão ou na luz
E tece palavras...

O poeta é porta-voz
De íntimos universos
Contando as horas, segundos
Do nascer das poesias!...




HOMENAGEM a todos os poetas do mundo, em especial aos POETAS do MURAL DOS ESCRITORES.

Graça Campos, 20/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. SER POETA.

CAÇADORA DE MEUS "EUS"



Imagem da web



Caçadora de meus “eus”
Mistérios e descobertas
Sou achados e perdidos
Inconsciência das fugas
Ou entrega absoluta

Sou de meus “eus” as chegadas
Horas vivas celebradas
Saudades de tantas vidas
Metade em transparência
Outra metade escondida

Sou Lua de minhas fases
Aprendendo as mutações
Imaginária esperança
De cores e versos brancos
Sobrevoos de minh’alma
Realidade e fantasia

Sou noite longa de insônia
Na ânsia do amanhecer
De uma alvorada de cânticos
Onde a essência das flores
Acorda os meus segredos

Sou o chão que piso
Sou detalhes, sou ouvido
Das paredes que guardam
Partes de mim repensadas
Vivências, lembranças
Outras partes esquecidas

Sou aurora e crepúsculo
Descalça, sem pecado
Despida de preconceito

Abotoada e vestida
Indiferente, camuflada
Sou razão, sobrevivência
Reticências...

No inverno me escondo em agasalhos
Inda suspeita em certa timidez
Silenciosa, observo magnólias
Primeiras flores do tempo
Reinvento dourar-me em raios de sol
Até que um vento incerto
Desafie minhas forças

Assim como o tempo voa...
Serei pássaro liberto
Percorrendo os horizontes

Sou o que serei...



Graça Campos, 18/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. CAÇADORA DE MEUS EUS.

sábado, 16 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

À MESTRA, COM CARINHO

Galga os ares, ganha espaço, voa
E dentro do som que do seu peito ecoa,
Ensina docemente em maestria
E canta em versos a filosofia.


Fala não somente com a visão,
Mas mostra o interior do coração
A todos que vislumbram em fantasia,
O amor em flor em vasos de emoção.


Na entonação, na cor da inspiração,
Vai conclamando em olor sua lição
De repassar aquilo que sonhou,
Aos seus queridos filhos coirmãos.


Pois é no despertar do ser que soa
O alvorecer, a liberdade que povoa
A integrar em harmonia aluno e mestre,
A derramar de si sua alegria.


Na voz dentro da voz do aprendiz,
Que iluminada pulsa, vibra e expande
O externar da gratidão contida
Dentro do agradecer da própria vida.




Á querida mana Graça, pelo seu aniversário.
Do mano Leonildo
Abril de 98.



Compartilho e repasso a homenagem. Aos "mestres", com carinho.
Graça Campos
Poema. À MESTRA, COM CARINHO.
Autor: Leonildo Miranda Araújo Ator e escritor.

http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/a-mestra-com-carinho

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PA / LAVRAS

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Sementes lançadas
Pensadas, medidas
DES/MEDIDAS

Palavras existem
Tão leves borboletas
E as venenosas
Enganadoras serpentes

Palavras adocicadas
Beijos de colibris
Sinceras, gentis e
Amargas pragas rogadas...

Toda palavra é semente
Fermento de massa
Sustento ou massacre

A palavra morre (?)
A palavra MATA!
A palavra VIVE!

Transporta fogo e água,
Sacia / queima / afaga
Transforma terra invisível
Em forte desejo de paz
Ou áspero argumento de guerra
FRIA!...

Silencia a palavra pura, ternura
Devasta a palavra maldita
Semente do pranto
De dor e tormento

Palavras fingidas quebram-se
Logo ali,
Na esquina do burilamento
DES/MASCARADAS

Palavras, rudes palavras
Que rugem como feras famintas
Machucam ouvidos
Espinhos do tempo tempestuoso
Que se perde
A essas alturas, a armadura sonora
É a boca que cata pedaços de letras
LAMENTO...


Graça Campos 14/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. PA/LAVRAS.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

LUA

Imagem da WEB

Nua
Em tua forma plena
Vejo-te,
Oh, Lua companheira,
Cheia de beleza rara
Destaque no céu serena
Conquistando os olhares
Do mundo inteiro

Lua...
Formosa banhada em prata
Atenta ouves rumores
Que se erguem ao teu encontro
E tão terna, te recolhes
Traduzindo os anseios
Junto às imagens que ostentas

Em silêncio, acomodas
Levando junto ao teu leito
Os suspiros dos amores
Apaixonados segredos...



Graça Campos, 09/10/2010
CAMPOS, Graça. Poema. LUA.

Poemagem Flores Azuis

Imagem Foto Karina Campos

GIRASSOL

Foto Graça Campos
Girassol,
Explosão de cor
À flor
Flor do sol
Brotou majestosa
À caça de luz
Em sua dança exótica
Amarelo e sensual

No meu quintal
Abriu-se um,
Apenas um girassol

Bastou...
Trouxe consigo
Porção de sorte,
Felicidade!

Um bordado natural
Ostenta rústica corola
Na cor que vibra em ouro
A poesia sutil
No movimento do olhar
A busca...

Mesmo que o tempo se feche,
Com nuvens escurecidas
É girando girassol
Que o amarelo reluz

Girassol do meu quintal
Redescobri o sentido
Da cor que explode em flor...

Faz-se dia em minha vida!



Graça Campos,13/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. GIRASSOL.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AS MÃOS


Imagem do Google

O que dizem as mãos?
Fatos, feitos
Sonhos vindouros
O ontem
O hoje,
O amanhã...

E o que dizer de mim, mãos amigas?
Entrelinhas das horas, dos dias
Sei que trazem força poderosa
Às instâncias de luta o viver
Mensageiras de longas viagens
E riqueza de contos de histórias

Do polegar ao dedo mindinho
Aprendi a brincar de parlendas
Desenhadas na palma as linhas
Das lembranças, do tempo e do amor
Tesmunhos de tantas vivências
Tecem fios e gestos de paz
Abençoadas as mãos da concórdia!

E o que dizer das mãos provedoras
Palma a palma vibrantes se unem
E celebram e espalham emoção
Energias da vida reúnem
Mãos do bem, auxiliadoras?

As mãos falam a língua dos anjos
Sintonia em canções de luz
Solidárias doadoras
Sinalizam o alfabeto
Quando se fazem os arranjos

Mãos frias dos corações quentes
Do amor que se faz ardente
Mãos plumagens do afeto
Mãos perfumadas serenas
Que oferecem alento
Essência de um bom tempero
Ao salpicarem o carinho no alimento

Mãos expressivas, registros
De encantos da poesia
Mãos de bálsamos e curas
Mãos quentes de fervor,
Que ensinam e perdoam

Mãos prendadas artesãs
Generosas
Mãos de Amor...




Graça Campos 11/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. As MÃOS.

Em Defesa da Vida -Cine Música Festival / Dia 19 de outubro de 2010




Cine Música Festival

Conto com a presença de todos vocês !
Ajudem-nos a levar o maior número de pessoas ao teatro!...

A Campanha em Defesa da Vida

Desmotivando a Prática do Suicídio precisa da sua ajuda!

Venham assistir a esse show!

Abraço grande,

Cris
3309-3617 / 8606-8815
(Vivo)


sábado, 9 de outubro de 2010

TEMPORAL

Imagem do Google

A nuvem grávida
Pariu seu choro
Desabafo do céu

Banhou-se o tempo
No temporal
Árvore velha
Caída
Outras viçosas,
Cheias
De vida

Rua molhada
Ainda chovem
Pingos
Gelados

Garotos brincam
Na enxurrada
Passou o susto
Das
Trovoadas...



Graça Campos, 08/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. TEMPORAL.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

AS CRIANÇAS QUE HABITAM EM MIM


Imagem do Google


Há uma criança em mim
Que acorda e sorri ao ver o sol
Que crê em lindos dias
De se molhar na chuva
Que vê as nuvens passando
E descreve personagens
E quando sente o ar frio
Segura um catavento
Sopra-o, e, por instantes,
Se sente o dono do vento...

Nasce todos os dias em mim
Uma criança chorosa
Esperando por um colo
De um ninar sem fim

Mora em mim uma criança
Que se sente pequenina
E não precisa crescer
Simples assim o é, apenas para ser

De jeito estabanado, joelhos roxos de correr,
Correr e atravessar campos de liberdade
E transpor até muralhas
Somente no improvisado
Cavalinho de pau

Há em mim uma criança,
A espera do abraço, de um beijo e do afago
Um lanche, bolo gelado com gosto de chocolate
Sorvete, cachorro-quente,
Batata frita, bombons
Que fazem de qualquer dia
Uma data emocionante

Morre uma criança em mim
Quando percebo a fome e o maltrato
Tantos seres meninos
Por esse mundão de Deus...

Dói-me dor de criança
Quando não vejo remédio,
Nem cobertor, nem um teto
Nem pai, nem mãe nem afeto

Em prece ardente, eu, criança,
Rogo-lhes, façam valer
Os meus dias de infância

Sofre em mim a criança
De face e olhos banhados
O choro de um espancado

Em minha alma criança
Faz-se festa dia e noite
Comemoro o dom da vida
Sonho um sonho do tamanho
Do meu coração criança...


Graça Campos, 07/10/2010
CAMPOS, Graça. Poema. As crianças que habitam em mim.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

FRANCISCO de ASSIS


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Ele chamou o Vento, Sol e Lua
O Fogo, a Água, a Terra de Irmãos
E propagou a todas as criaturas
O amor, a esperança e o perdão

Tratava com carinho os animais e plantas,
Segredavam-lhe canções os passarinhos
Que dos galhos saltavam em seus braços

E a toda expressão da natureza,
Saudava espargindo alegria
Falava desde a flor que mal se abria
Chamando-a mensageira dadivosa,
Eterna doação

Da Úmbria fora o povo conquistado
Francisco amava a todos e assistia
Os mais necessitados e sofridos
Usando da doçura ao humor
Sempre palavras do pacificador

Enfatizou a tolerância e o respeito
Falou aos seguidores com ternura:
“Antes de anunciarem a paz por suas bocas,
Sintam a mesma paz no coração...”

Algumas de suas fortes lições
O Irmão Sol deixou às claras em suas práticas
A aspereza, impaciência e agressões
Levam-nos às decepções e amarguras

E, se espalhando sementes do bem,
A união, esperança e a luz
Haverá na Terra em evolução
A condição de sermos mais irmãos...





Graça Campos,04/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. Francisco de Assis.
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/francisco-de-assis

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Duo: Maria das Graças Araújo Campos e Hildebrando Menezes



Imagem Google

Virgem, teus doces lábios quero beijar
Permita-me encostar e roçar os meus
E afagar os teus cabelos cor graúna
Retirar dali o valioso néctar e o sugar

Sou beija-flor em busca de teu mel
Tuas pegadas seguirão nas dunas
Flutuo meu vôo célere em teu céu
Farejo áridos caminhos com a nau

Eu seguirei...

Cantando o amor qual cotovia
Dissipando as tristezas com alegria
Meus braços a esperar o teu abraço
No enlace que alivia os meus cansaços

Continuarei a te buscar...

E no melhor instante à luz do dia
Nas águas desse mar bravio
Suportarei as dores e os desvarios
Encontrarei a ostra e o que há nela

Trarei a ti a pérola mais bela
E farei dela um belo colar
Pra te ofertar!
Que vai reluzir à luz do luar

E nessa noite irei cantar...

Iluminado eu serei
Oh, doce musa
Contemplo a tua força
Que fecundas em doçuras

Contigo não sinto amarguras

Teu corpo é vereda
De meu sobreviver...
Nele e por ele farei o amor crescer
Transbordando meu ser até morrer!

Duo: Maria das Graças Araújo Campos e Hildebrando Menezes
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/2499759

LÁBIOS de MEL - Duo: Maria das Graças Araújo Campos e Hildebrando MenezesPostado por Hildebrando Menezes em 4 outubro 2010 às 18:12
http://www.youtube.com/watch?v=jawH8k5BT9I

http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/labios-de-mel-duo-maria-das#comments


sábado, 2 de outubro de 2010

CIDADEZINHA ANTIGA

Óleo "Serro e Pedra Redonda"/Graça Campos


Cidadezinha antiga
No alto azul da grande serra
Moradas tricentenárias,
Sobrados guardam história
Em estilo europeu
Algumas inclinadas,
Dava-se a impressão
De que faziam reverência
A quem passasse por elas

Os quintais cheios de frutas
Misturas de sabores
Ruas estreitas, ladeiras
Onde crianças brincavam
De roda e de esconde-esconde...

As pracinhas reservavam-se
Aos encontros deliciosos
De olhares apaixonados,
Dos casais enamorados

No adro da capelinha, catecismo
Meninada acomodava-se
No gramado em frente à igreja
Muitas vezes, divertindo,
Bem no mundo faz de conta,
Decorava uma prece...

Quando vinha um cavaleiro,
Boiada e boiadeiro
Dispersava todo o bando
Um corre-corre danado...
Entrava toda essa gente
No casario mais próximo
E depois tudo ajeitava

Terra de muito poeta,
E de pedras preciosas
Lendas, e povo devoto,
Sete igrejas e irmandade
Que não acabava mais...
Da Santa Mãe do Rosário
A festa tradicional
A mais famosa de tantas
Com os caboclos, marujos,
Catopês e o reisado

A natureza que a cerca
Exuberante em montanhas,
Uma pedra tão REDONDA
E linda bem azulada
Inspira os visitantes

É lá que nasce o rio
Famoso Jequitinhonha
Terra do frio e do queijo
De lindas mulheres fortes
Famosa a cidadezinha
Tem céu cravado de estrelas
Tomara Deus sempre seja
Cidade hospitaleira...




Graça Campos, 01/10/2010.
Publicado em: http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/cidadezinha-antiga

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O SOM das ESTRELAS

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O som das estrelas
Vem pouco a pouco
Como um coro de anjos

Mágicos faróis
Luzes dos caminheiros

Lustres multicores
Decoram os céus de noites atentas
Quando os olhos notam tantas presenças

Bênçãos...

Notas musicais cadenciadas
Cintilam
Algumas arriscam saltos mortais
Desaparecem
Plenas
No espetáculo celeste
Arrancando suspiros

E, em outra noite de céu estrelado,
Lá estou contando uma a uma,
E a primeira que vejo
Sou-lhe devota
Faço o pedido:
Dá-me, estrela, o que desejo
Estátua permaneço por instantes
E, novamente ouço a melodia
A música ecoa no infinito íntimo
Dos meus desejos...



Graça Campos, 01/10/2010.

CAMPOS, Graça. Poema. O SOM das ESTRELAS.

PAZ de todas as Cores

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A paz é branca, é alva é calma
VERMELHIDÃO...
Por que não?
É coração que pulsa doação
Sangue que tece as gerações
Verde esperança, a paz cura e acalanta
Em amarelo, condutora luz
O azul do céu é a paz lá das alturas
Beijando o mar em ondas promissoras
É tom pastel harmônico, sereno
Onde se entrelaçam pensamentos mil
Para desfrute de ideais sonhados...

Pintando a paz castanha, cor da terra
Amadureço a minha consciência
Posiciono as mãos em gestos de brandura
A abraçar as nobres causas,
Criaturas...
A paz é, por ventura, algum lilás?
Não é ventura, é forte intuição

E, quando é rosa, a paz tão delicada,
Entendimento puro, compaixão
Em noite escura, a paz silenciosa
Permite-me ouvir nitidamente,
O coração que, no compasso, bate,
Envolvimento perfeito corpo e mente
Em chuva prateada inovadora
Canta a paz e vê surgir gigante
Um arco-íris que, rasgando o espaço,
Traz flutuante a bandeira
PAZ de todas as cores...


Graça Campos, 01/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. PAZ de todas as Cores.