sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BEM-VINDO, ANO NOVO!

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Vestida de branco,
Sigo a intuição.
Serei bem delicada,
Resgate em profusão...

Na contagem das horas
Preparo à mesa farta
Um cesto de esperança
Regado ao vinho bem tinto
De amor!

Tenham sorte e persistência!

E, quando no céu explodir imensidão colorida,
Os corações e os olhares
Cada qual com sua bagagem
Ingressam no trem da vida,
Festejando a chegada, e dando adeus à partida.

E haverá em grande estilo solene entrada
Caminhemos para o novo
Levando as experiências e buscando aprendizado!

Seja bem-vindo, ano novo!


Graça Campos
Maria das Graças Araújo Campos,
 MG-Brasil.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

PAISAGEM de NATAL


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PAISAGEM de NATAL

No dispersar do tempo
Leve, a neve se desfaz
Microestrelas cintilantes
Aquietam-se nos pinheiros

Da alva paisagem, os delicados sonhos
Tecidos de encantamento, saltam às vias
Na crença que renasce em noite santa

Os dias precursores são magia
Frios, chuvosos ou ensolarados
Contrastam-se em cenas relevantes
Os braços se abraçam e se aquecem
Nas chamas reluzentes

Ecoa o "silêncio" e a voz dos anjos
Ressoa, e a alma da gente fica em prece
Olhares reacendem a esperança
E a toda idade alcança
Papai Noel, lendário e tão real
Vem de trenó puxado pelas renas
A visitar pequenos e os grandes

Nos lares, mesas fartas, iguarias
E em outros, sapatinhos à espera
Apenas do sustento dessa hora
Onde os afetos se dobram em harmonia

Lá fora em sons e cores fulgurantes
Perduram os desejos e as graças
Mescladas aos sorrisos incessantes
Lembrando o nascimento de Jesus
O Deus Menino da estrebaria
Vem despertar em nós a alegria
E o amor divino!



 
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Graça Campos, 11/12/2011.
CAMPOS,Graça.Poema.Paisagem de Natal.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MADEMOISELLE CHANEL

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Mademoiselle Chanel
Coco Chanel

Flor da manhã margeou o rio Loire
Nasce menina de olhos negros,
Olhar desafiador
Cresce corpo delgado, marcas de independência
Tão logo, cedo a experimentar perdas e saudades
Das circunstâncias vividas descartou os exageros
Apostou nos ideais vestindo preto no branco
Espelho da própria vida!

“Quem viu Coco no Trocadero?”
A música, a voz da musa, a moda,
O mundo inteiro...

O chapéu, a chapeleira que, vestida de garoto,
Só queria respirar
Um chapéu por um sorriso
Um sorriso por chapéus
Simplicidade nas cores e arranjos, pequenas flores
Nas cabeças borbulhantes
O sabor de ser, voar...
Flor buscando a liberdade, chegou a ser invejada
Provocante, inovadora
“Moda chique é ter estilo”
Luxo mesmo é ter conforto
O máximo em elegância, exuberância é ser simples
Sem amarras e espartilhos,
É ter o cheiro da pele, da alma de sua essência
Número 05 da sorte
Cheira cheiro de mulher...

Sonhos se eternizaram ponto a ponto no "Pretinho"
O infalível curinga
E na leveza do jérsei, que se move e se desprende
Empreende...
Nos laços e paetês,
Trajes das noites brilhantes
Dos ágeis movimentos
De um novo tempo...
Sonhadora mulher
Do amor de tantos amores,
De cada idade a beleza
De toda fase...

Morrera Gabrielle, a flor vestida de preto...

Perpétua Coco Chanel no tom baton escarlate,
Na flor do chapéu de palha, na moda em sua classe
No perfume inconfundível
No trejeito sedutor,
O feminino ressurge
Nas voltas de tantas pérolas
Vivas nos colos nus
Nos colares
   Nas mulheres...



Graça Campos, 01/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. Mademoiselle Chanel. (Do meu livro" Olhares de Mulher") a caminho...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Muchas gracias

http://fortalezadeluz.blogspot.com/2011/11/poesia-de-graca-campos.html


SONETO III -REVERSOS/. Graça Campos
Divulgação de "MENSAJES de LUZ" Jerônimo Sales
Arte Anamar (Argentina)

Obrigada! Abraços,
Graça

BUSCAS

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Intensas buscas na imensidão das águas, onde cada gota é mar de possibilidades

Buscas profundas nas nuvens enigmáticas do pensamento

Buscas no silenciar de cada pensador...

Na alvorada acordam as vozes em ternas criações

E nas abstrações os ideais se vão concretos

Buscas das paisagens de nossos próprios olhos

Da indefinida e eterna idade

E na matura idade a doce visão de quase tudo ...



Traduções?...


Apenas filtros da essência a expressarem o cheiro da vida ...

Buscas!...


Graça Campos, 22/11/2011

CAMPOS, Graça.Poema. BUSCAS.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

TRADUÇÃO

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Às palavras  de tua boca
Inspira-te em teus ouvidos
A sentirem a ressonância da pronúncia...

Não excite a linguagem do pensamento
“Impensado”
Acorda primeiro, as diretrizes da bondade
E se assegure da semeadura

Palavras desprovidas, resfriadas
Ervas daninhas, danadas
Do tempo
Cicatrizes...

Benditas vozes que soam
Entoadas cantigas
Imitando aves canoras
Despretensiosas 
Naturalmente musicistas de suas vozes instrumentais
Encantam assim, como fazem os anjos
E alcançam a plenitude
Sossego em arranjos

E, se fechares tua boca,
Abre teu coração
Tua alma falará por ti
Para ouvires tua fala,
Apenas olha-te no espelho
Basta! 
Lê teus olhos...

E, se tens a coragem bastante,
Registra-te na tradução 
Da luz que emana de tua visão!



Graça Campos, 05/10/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. Tradução.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

A moça da janela


A minha mãe, linda e amada! Anos 50. Arquivo pessoal.

Olhar sonhador à rua calma, vazia
Torna-se inquieta e cheia
Mundo real e fantasia


Debruça seus braços,
Vê um mundo
De sonhos dourados


A moça da janela de madeira maciça
Tão forte e tão ampla quanto os pensamentos
Viajores
Que se vão ao longe...


A janela da moça assiste às buscas da alma
Dos olhos esverdeados,
Estrelas de esperança


Ali desfila universo de desejos
Anseios de menina mulher
Contando as horas,
Esperas transformadas
Futuros e eternos amores...


O hoje amanhecido orvalhado
Brilhante derretido pelo sol
Registra a passarela centenária
Sustento dos passos cautelosos
Na postura sensata de seu caminhar


A janela da moça
A moça da janela
Quimera!


Contou pedra por pedra
Os desiguais pés-de-moleque
Em suas sendas
Fortaleceu a construção de sua sina
Ensaiou as primeiras primaveras
E coloriu de azul o amor
Em voo livre de ser além do tempo


À ternura do olhar colhe estrelas
Até aquietar-se a colher flores
Em paisagens ousadas


Imaginário incontido das noites
De um céu feérico de luar
De serenas madrugadas
Encantos em serenatas


Áureas e frescas manhãs
Em clara face aveludada
Da flor mais bela
E mais amada
A moça da janela!...


Graça Campos, 24/04/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. A moça da janela.


Poema dedicado a minha mãe, linda e amada! Anos 50. Foto Arquivo pessoal: Graça Campos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PORTAIS da CRIAÇÃO


A força das águas
Na dor de uma lágrima
Transforma as mágoas,
Em chuva de prata
Abençoa os campos
Em colheita farta

 
Meu corpo oceano
Do ventre de um ventre
D a mãe natureza
Sou filho da terra
Respirando fundo
O ar que me leva
Ao resto do mundo


E na vermelhidão
As chamas de ouro
Do fogo ariano
À inspiração
O sol excitante
Viva a criação!



Graça Campos, 06/05/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. Portais da Criação.


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sábado, 29 de outubro de 2011

O FEITIÇO é AMOR

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Ah, esse amor que enfeitiça
O tempo pode passar
O bruxo sabe que atiça
E tem mania de amar

Pois a exigência é o luxo
Ingrediente perfeito
Para que bruxas e bruxos
Vivam entre beijos e afetos

O feitiço tentador
Faz da bruxa uma princesa
Bruxo vira realeza
E o desfecho é amor...



CAMPOS, Graça. Poema. O Feitiço é amor.2011

HALLOWEEN II


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Vai-se o breu da noite, vem lua formosa
O brilho das bruxas varre as tristezas
Com suas vassouras perfumosas

Velas acesas, ousadia,
Nas luxuosas fantasias
Passos na escada
Mais convidados
Lá fora um frio!...

O senhor Jack voltou
De olhos vermelhos em brasa
Embebedou-se
Oh, Jack-ó-lantern,
Alma penada
Arrepio!...

Muitos fantasmas e as caveiras
Devoram doce o tempo inteiro
As feiticeiras bem maquiadas
Laranja e preto, lilás e roxo
Exageradas, dançam felizes
Na madrugada

Em grandes taças
Brindam sorrindo
E desejando:


 Happy Halloween for you!


Graça Campos, 2011 / em Tertúlia Poética PEAPAZ

VIAS do TEMPO...

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Na linha do tempo a vida e o viver são ciclos em cujas vias de acessos mora a subjetividade nas curvas da mente, nas pontes, caminhos, penhascos e montes... Ideias que surgem!
E o trafegar intenso instigando o pensamento ora vigilante ora relapso, viaja e, não raro, se perde a frente dos ângulos. E em consequência, revolve a via crucis do próprio corpo, âmago, profundeza do ser, seja na sã consciência ou na insanidade, no pensar desalinhado, arraigado em “verdades figurativas” e, por esse misto dissimulador, em si se processam impactantes intervenções.
Itinerantes há os que se habilitem às “aventuras”... Riscam ou arriscam a própria sorte, os delimites tornam-se metas propulsoras de grandes descobertas de se “libertarem” da insana sanidade!
E os pontos de chegadas e partidas vão se confundindo nas vias da arquitetura do tempo!...





Graça Campos, 26/10/2011.
CAMPOS, Graça.Vias do Tempo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Cia de Teatro LeoLeo apresenta:TREM DE MINAS



A Cia de Teatro LeoLeo apresenta:  TREM DE MINAS
A COMÉDIA MINEIRA

Oi, pessoá!

O "TREM DE MINAS" vai sê lá no Palácio das Artes/Sl.João Ceschiatti-AvAfonso Pena, 1537-Centro-BH

Ê trem bão é uma prosa animada à beira do fogão a lenha, sô! É mineiridade purinha!
Aqui, ó, de mineiro pra mineiro: tem coisa mais mió que falá de uns trem bão e dá umas risada na berinha dum fogão a lenha, tomando um cafezim? Tem? Então, vamo lá vê o Trem, sô! E corre dipressa pra pegá o seu ingresso, sô!
 Dias 10, 11, 12 e 13 de novembro de 2011 (Quinta e Sexta às 21h, Sábado às 19h e 21h e Domingo às 19h)

Texto: Leo (Leonildo) e Leo (Leosino)
Direção e atuação : Leo e Leo
Duração: 80 minutos Classificação: Livre
Ingresso Antecipado com Leo(9673-1508)
Ingressos: No Teatro - Inteira: R$32,00 e Meia: R$16,00 leoleoteatro@yahoo.com.br http://www.leoleo.com.br/


VAMO LÁ VÊ O TREM PESSOÁ!...

INTÉ...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

RELEMBRANÇAS / VIVÊNCIAS


RELEMBRANÇAS

MARIA DA GLÓRIA

É menina...
Nasceu menina, mulher,
Maria da Glória,
Que Graça
Formosa entre tantas
Eis, gloriosa
Em seu tempo
Absoluta!

Graça Campos, 14/10/2011.


VIVÊNCIAS

É mulher...
Vive mulher a menina
Graça de Maria
Glória a Deus
Nesse tempo
Está entre nós!


Karina Campos, 16/10/2011

domingo, 16 de outubro de 2011

UNS VERSOS


Soneto (Uns versos )


Acorda a voz da alma à procura
Do sonho que em serena madrugada
Buscando as relembranças da candura
Raia dourando o canto da alvorada

No despertar da essência que fulgura
Espelho a refletir a luz sagrada
Envolve em tons e cores de ternura
As pétalas da rosa perfumada

Vêm dos jardins, acordes, rima e verso
Da natureza emana o ser divino
Que o sonhador poeta deixa impresso

Na musicalidade ou no reverso
A poesia a encontrar destino
Nesta manhã que inspira um retrocesso...





Soneto (Avessos Versos)

E corre a tarde. E o sol arde lá fora
E junto ao peito a voz que a mim reclama
Insiste em dizer que ainda não é hora
Que o tempo há de saber por si, conclama.

É triste a emoção que sinto agora
O coração em brasa, dor que é chama
Vivera açoites, trevas de outrora
A escorrer suor que o amor proclama

Aos quatro cantos a voz acordada
Do sono mais profundo das lembranças
Vai recompondo a rosa perfumada

No cheiro da ternura à amada
As ressequidas pétalas, fragrâncias
Refazem a flor do tempo apaixonada...





Soneto III (Reversos)


Não sou poeta de escrever beleza
Escrevo a dor do amor, e o desafio
Vou detalhando em versos a realeza
Que a vida traz e leva em mar bravio

Ouço o trinar dos pássaros, fineza
Vejo oportuna a vida qual um rio
A correr breve em forte correnteza
E devolver-me a crença por um fio

E são motivos tantos que proponho
À flor, à poesia enluarada
Voltar à madrugada em que, no sonho,

Desperto o sentimento e componho
E sempre encontre a rosa desejada
Na cor do amor,  azul do céu, suponho...




Graça Campos, 15/10/2011
CAMPOS, Graça. Sonetos.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

CRIANÇA, "ESTRELA ESPERANÇA!..."

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Nasce a pequenina
Estrela da “manhã”
Eterna/ idade

E na força do olhar do coração,
Nasce a mãe coruja
Perceptiva do mais leve sopro
Do tempo...

Quando quase tudo ainda invisível,
Criança amada, ante o teu nascer,
Desejos de uma rede de abraços
Os mais ternos laços
Gestos dos braços, do colo
Embalando afagos, ensaiam melodias,
Canções de ninar...

E o raiozinho de sol, manha da vida
Luz da inocência, a ensinar
Humanidade ao mundo
No brilho da pureza
Indefesa,
Oportuno sabor de amar!...

E, crescendo, vão-se os pezinhos
Assim, indecisos no compasso
Do passo a passo ?
Aos galopes da existência...

A infância! Suas vias
No trafegar da ânsia da vivência
Umas serenas, tão plenas
E outras , a qualquer preço
Maltratos, tristeza...

E a criança nasce “Estrela" !...

E as estrelas sem devida chance,
Como continuarem reluzentes?
Vão se apagando
Vítimas transfiguradas...


Oh, pequenino ser humano!
Por que teus olhos marejados
Por vezes, em oceano de pavor?

Quisera dissipar a crueldade
E, para sempre, acalmar-te o coração amedrontado
No incompreendido meio da sobrevivência
Tomara Deus, tomara,
Reencontres o brilhar intenso
A extinguir tais desenganos...

Eu acredito na força do bem
Assim, há de surgir o melhor feito
Matar-te a sede
E saciar-te a fome
Livrar-te de todo e qualquer abandono...

Nasceste criança para ser estrela!
E, a cada nascimento, renascer no mundo
Estrela Esperança!



Graça Campos, 06/10/2011 Imagem da web
CAMPOS, Graça. Poema. Criança, Estrela Esperança!
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sábado, 1 de outubro de 2011

LUNA LINDA



L inda flor
U ma doçura
N a divina presença
A mor de menina

I rradiante
A lua-estrela
S erena luz feminina
Mais pura da primavera
Imagino a princesinha
No jardim toda formosa

Jasmin de nossos canteiros...






Vovó Graça
CAMPOS, Graça. Acróstico.Homenagem à minha neta Luna Iasmin!
Em Setembro /2011 Imagem da web

sábado, 24 de setembro de 2011

SETEMBRO

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Nas manhãs de setembro
Um tom viçoso
A vida
Convida

Despertam em chuva
Coloridas
Flores

Nas preguiçosas
Tardes
As cantoneiras
Vergam
De sono

E os sonhos
Em seus matizes
Acordam
Perfeitamente
Amores

Cantarolando
Se vão
Entre os aromas
As borboletas
Asas suaves

Silenciosas revelações
Para o crepúsculo
Um acalanto...

À noite a lua
Em sintonia
A flor à espera de
Um vindo tempo
Brilhante...

Vestidos belos
Todas as filhas
Macias pétalas
A perfumarem
Tardes e noites
Novas manhãs

Setembro...



Graça Campos, 25/09/2011
CAMPOS, Graça. Poema.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A um delirante...

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Oh, incrível mensageiro de tua própria demência
Que, na inconsequência, buscas por socorro
Aglutinaste forças na máscara desfalecida
Já rebuscada nos registros "sãos"
Dos rotos versos de tua insanidade

Apelos do âmago, centrífugas da mente
Inclemente, à caça da cura,
Vã procura?
Torturas do pensamento pré-diagnosticado
"Irreversível", perante o preconceito
Conceito que se reverte
Ora  em ciência da fé,
Ora na rara emoção delineada na clemência da poesia,
No desabafo da comunicação
Sensatez, razão...
Pela sapiência de manifestar
A dor, a ausência, a solidão, o desamor,
O grito ensurdecedor da louca sensação
Fascinação que leva ao rastejar
Ilusória vivência em feridas vivas...

Cicatrizes do corpo e da alma
Resgate da cura
Pelas forças do Bem!







Graça Campos, 22/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. A um delirante.


.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LUA, LUAR...

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O luar abriu sorriso
passeou pelas montanhas
alcançou sombras da noite,
andando pelas veredas
mais recônditas da vida...

E em silêncio prateado
ditou palavras medidas
acordou os meus sentidos
de tempos adormecidos
Banhou de alvura meu sonho
E no som da esperança
derramou sua doçura
Dispersando desenganos...

O luar, olhos da lua,
lançou seu olhar comprido
soprou coração em chamas
deitou seu brilho em carícias
reparou nos olhos meus
profundamente cerrados

Serena Lua assistia
aos galopes de minha alma
conflitos que se esvaiam
nos ais daquele momento
Tantas fases desvendadas
Em plenas abstrações...

Lua, luar ,
Olhos da lua
 No meu olhar...



Graça Campos, 17/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. LUA, LUAR...



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desfrutando belos poemas...

Desfrutando a beleza dos versos
do poeta Jerônimo Sales!...













sábado, 3 de setembro de 2011

CENÁRIO de PRIMAVERA

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Ainda na penumbra, um fio de luz, um ar de sono
Finda inverno, onde dormem abotoados sonhos
Em solo fértil ou até mesmo em uma fresta
Entre uma pedra e outra aí vem novo tempo
Sugerindo bailado de almas...
Renascem ricamente vestidas protagonistas
De finas pétalas...
Da janela, meus olhos percorrem um místico trajeto.
Adentro alamedas margeadas de hortênsias. Entre os lilases sigo à caça dos aromas.
O canteiro mágico , espaço encantado!...
Ouço o tinir da louça na cozinha, e o meu amor vem docemente trazer-me um café... Tenho a sensação de plena liberdade...
Acompanham-me a leveza de seres primaveris e o brilho intenso do sentimento por excelência, o mais belo...
Uma brisa um tanto atrevida traz-me à paisagem real.
Em segundos, retomo a ficção. À mostra, paisagem perfeita de cor, de cheiro, de vida. Duas paisagens, nenhum contraste, no entanto. Raios de sol nas primeiras cenas da primeira manhã de primavera. Em outra cena, arrepiam-me o corpo, as mais tentadoras carícias, um convite aos florais macios de meu ninho... Fragrante magnólia, flagrante suor, cumplicidade, amor, amor... Banho de pétalas, sonhos e nova paisagem revigoram-me os matizes perfumados, que primor! Rosas rubras, margaridas, lírios e algumas pequeninas flores.
Essas últimas tímidas, mas, tão duradouras ao sustento da beleza de um ciclo, enquanto inúmeras princesas desabrocham em suas peculiares apresentações. Girassol do meu quintal não para de girar. Lições de observar... Gérberas, crisântemos de toda formosura dançam em sintonia com a passarada. E os beija-flores provam da divinal poção em pétalas, as rosadas rosas, as avermelhadas, desejadas...
Damas- buquês, enlaces apaixonantes,
Cem nomes, cem flores, cada qual especial
O jasmineiro verga na estação
Exuberante a florir surge Iasmin na lua cheia das meninas
Orquídeas, camélias, flor - de- lis, amor - perfeito,
E a lendária Peônia, famosa flor de mil pétalas
Impera esplendorosa,
Mensageira dos amantes!

Ouço chamar-me! Um quase sussurro suave toca-me. Um ramo multicolorido anuncia:
- "Meu nome é Flora!
Venho sonhar contigo e enveredar-me em tuas quimeras, viver, viver e amar e sempre renascer
Em nova PRIMAVERA! “


Graça Campos, 03/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. CENÁRIO DA PRIMAVERA.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Paisagem de Inverno

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Lá bem no alto a nuvem saliente
Desmancha em flocos, move-se lentamente
Dispersa chuva de algodão
E um vento gelado, resfria minha alma
Na paisagem, tímido raio de sol...

Por onde anda o viçoso verde?
Acompanhando as flores nos seus sonhos?
Ah, profundamente estão a ressonar!
Em tempo certo voltam a reinar...

Os galhos secos da vegetação
Na invasão das cores mais sombrias
Cobertas da friagem da estação
Renderam se, na certa, à magia...

E nas lembranças de uma euforia
Uma cor cinza brota no momento
Tecida de saudades...

Busco o aconchego em outra cor mais viva
Ao pé do fogo, viajo em labareda
Lá fora, sonham os grandes bonecos
Feitos no chão de gelo
Contraste natural que dá beleza
E aguça o cheiro amadeirado da fogueira
Nas frias madrugadas, beijos quentes
E um doce despertar de amar
Nas manhãs brancas...


Graça Campos, 25/08/2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Folclore, uma riqueza cultural

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Folclore, uma riqueza cultural, soma de habilidades, costumes e crenças nas mais ousadas e diversificadas expressões presentes na fala, nos gestos, nos escritos que ficam encantados, perpetuando-se através de fantasias. Esse fantástico mundo real ao imaginário resulta da pureza dos sentimentos , brincadeiras, do fazer artístico, do cuidar de um povo, de seus costumes , autoria universal. Belas histórias e contos atiçam a adrenalina, que provoca certo medo de onde nascem as mais ousadas personagens inesquecíveis.
Misturam-se ideias nas horas das eras. Nascem figuras personificadas que ultrapassam as crendices, e tornam-se essenciais nos ditos e provérbios. O saber domina as narrativas e o tempo antes do antes até depois do amanhã. E nós somos herdeiros dos sinais que ultrapassam as rotinas. Herdeiros da mesa sagrada, dos bordados, das saborosas comidas e das festividades, da alegria de sermos filhos dos filhos, das lendas e seus mistérios, herança nativa rezando a morada de monstros no fundo dos rios e lagos, assombrações das noites de lua cheia. E fervilham fatos reais e históricos nas fantasias que vão dando mais sentido ao viver...
Em “FOLK”= LORE” na cultura do povo renasce o “ Rei capitão soldado ladrão, moça bonita do coração”, cirandam os escravos de Jó no jogo do Caxangá, na fragrância do manjericão do cravo e da rosa, capelinha de melão... E  o povo dança samba de roda, catira, quadrilha, bota fogo no quentão , e mexe a canjica, meninada colore o chão com pedra -sabão. No suor do pega-pega,  moleque roda pião... Na crença e na fé cruza espada a marujada , o boi da manta ressuscitado desfila bonito fantasiado e tantos bois... Tudo é festejo. Dançam caboclos e a caboclada trança as fitas: REISADO!...
E o velho ensina, travando a língua, que é  vencedor só quem falar nenhum tropeço:  O peito de Pedro é preto. E o mocinho cantarolando diz a moçoila que vai-se embora. Na linda roda, troca de par a criançada e  trá-lá-lá, passa o anel e, assentada, ouve Irmãos Grimm, contos da gente da aldeia. Na floresta, caminha o Curupira, e escuta a canção do Uirapuru nas manhãs frescas das verdes matas.Manhas de almas fazem silêncio .

Canta, Uirapuru!...
Teu misterioso canto
De amor, és rei
Trazendo a sorte vida afora
Na tua voz maviosa!
Oh, talismã, da úmida floresta,
Tudo é silêncio, as folhas se aquietam
Enquanto as águas estão a sussurrar...
Os outros pássaros cantores ficam mudos
Para ouvirem a tua sinfonia
Suspira o bosque inteiro na magia
Por entre os sombreados soa a música
Uirapuru, deus-pássaro encantado!




Graça Campos 22/08/2011.

domingo, 21 de agosto de 2011

UIRAPURU

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Canta, Uirapuru,
Teu misterioso canto
De amor, és rei
Trazendo a sorte vida afora
Na tua voz maviosa!
Oh, talismã, da úmida floresta,
Tudo é silêncio, as folhas se aquietam
Enquanto as águas estão a sussurrar...
Os outros pássaros cantores ficam mudos
Para ouvirem a tua sinfonia
Suspira o bosque inteiro na magia
Por entre os sombreados soa a música
Uirapuru, deus-pássaro encantado!



Graça Campos, 21/08/2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CONFISSÕES


CONFISSÕES

No topo das horas dos disfarces o olho do sol arde-me os olhos e a luz que alumia o dia faz-me olvidar em breve, um descontentamento, na procissão do medo que vem desfilando, intento vigilante a confrontar-me o peito. Confesso de mim um tanto e escondo de tudo o pranto. Sorrio de qualquer coisa, combino a qualquer preço, matuto um complemento, tento escapar de que... Prenúncios do confessar. Confesso?
No ir e vir dos mínimos processos, no gesto e na fala, silêncio e pisar, no escorregar, no jeito que se vai ao chão, nos pesadelos, sonhos e incrementos, em todos os trejeitos da “razão” ou dos vacilos, nas camuflagens da oralidade...
Pecados? Oh, astúcia, que pensa ser melhor a seu tempo! Olho no olho, diante do espelho, encaro a cena e interpreto. Olho no olho do outro, sei que, no engano, aprendo. Mais além, feras poluentes adentram fértil / mente à criação de pesadelos. E é nessa hora, que ouço o silenciar do coração, quando estou frente a frente de mim, e tenho a visão do que negava ver... Eu vejo uma cadeira a balançar na ala ríspida do julgamento e sei que confesso, nos mínimos detalhes, o que posso, o que não posso, o que vejo, ou imagino... Confesso mentiras, verdades nas múltiplas facetas das adversidades. Confesso o que fiz e o que não fiz nas profecias e conquistas dos desejos incontestes. Sei que mesmo muda, confesso!


Graça Campos, 16/08/2011.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DIA NACIONAL DAS ARTES 12 de Agosto

As Gêmeas / Guignard


ARTE... Registros de idéias em profusão, pensamentos nus, desalinhados, assimétricos dos ganhos e perdas no pontilhar infinito da visão fracionada dos segundos, do preto no branco da sensibilidade sem pecado... Apenas manchas em colorido denso ou desbotado, mas, puramente captado das profundas buscas inconscientes, antes resguardadas em tentativas de aparar arestas, receios de julgamentos...

Mas, ao nascimento, não se contêm, e se mostram à criatura a própria criação. Nas palavras escritas, nas palavras ao vento, diante da razão, emoção, reveladas. Segredos do âmago ao estado de consciência.

No palco, nas cenas, nas vozes amenas, nos brados e entalhes, nas pedras ,madeiras, no gesso esculpidas cenas imaginadas entre o artista e a obra, testemunhas da história... Na construção dos versos, nos insensatos borrões, nas tintas que seguem seu curso e transformam a cena em alguma adivinha...
A arte é motivo, reflexão e reflexo...
Universos...


Graça Campos,12/08/2011.
Abaporu Tarcila do Amaral
 As Gêmeas /Guignard


Inimá de Paula


Cândido Portinari



 Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho)


Panhadeira de café/com gato  Jarbas Juarez


Anita Malfatti

Artistas brasileiros