quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MARIA PÃO-DE-QUEIJO



Negrinha a tua tez, Maria!
Baixinha, apressada em servir;
Com um cesto de quitutes a traduzir
O branco, a sua lida em nitidez.

Maria, de vestidinhos tão alvos!
Tinha um jeito chamativo
Toda a meninada olhava
Aquele semblante atrativo.

Neta de escravos, a mina,
Mas desde então era livre
Vendia em tabuleiros
Os famosos pães mineiros
E ficava furiosa
Quando entoavam as crianças
A chamá-la o tempo inteiro.

Alguns marmanjos também
Aproveitavam e gritavam:
Ô, Maria Pão de Queijo...
Ô, Pão de queijo queimado!...

Ô, Maria, nos perdoe essa falta de juízo!
Hoje malucos adultos, madurinhos!...
Iguais a seu Pão de queijo
Queimado(s) de saudade
De Maria...
Daquele tempo do Serro!...




CAMPOS, Graça. Poema. Maria Pão de queijo. Do meu livro " Olhares de Mulher"
Aguardando arte final.
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/maria-pao-de-queijo

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