segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Folclore, uma riqueza cultural

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Folclore, uma riqueza cultural, soma de habilidades, costumes e crenças nas mais ousadas e diversificadas expressões presentes na fala, nos gestos, nos escritos que ficam encantados, perpetuando-se através de fantasias. Esse fantástico mundo real ao imaginário resulta da pureza dos sentimentos , brincadeiras, do fazer artístico, do cuidar de um povo, de seus costumes , autoria universal. Belas histórias e contos atiçam a adrenalina, que provoca certo medo de onde nascem as mais ousadas personagens inesquecíveis.
Misturam-se ideias nas horas das eras. Nascem figuras personificadas que ultrapassam as crendices, e tornam-se essenciais nos ditos e provérbios. O saber domina as narrativas e o tempo antes do antes até depois do amanhã. E nós somos herdeiros dos sinais que ultrapassam as rotinas. Herdeiros da mesa sagrada, dos bordados, das saborosas comidas e das festividades, da alegria de sermos filhos dos filhos, das lendas e seus mistérios, herança nativa rezando a morada de monstros no fundo dos rios e lagos, assombrações das noites de lua cheia. E fervilham fatos reais e históricos nas fantasias que vão dando mais sentido ao viver...
Em “FOLK”= LORE” na cultura do povo renasce o “ Rei capitão soldado ladrão, moça bonita do coração”, cirandam os escravos de Jó no jogo do Caxangá, na fragrância do manjericão do cravo e da rosa, capelinha de melão... E  o povo dança samba de roda, catira, quadrilha, bota fogo no quentão , e mexe a canjica, meninada colore o chão com pedra -sabão. No suor do pega-pega,  moleque roda pião... Na crença e na fé cruza espada a marujada , o boi da manta ressuscitado desfila bonito fantasiado e tantos bois... Tudo é festejo. Dançam caboclos e a caboclada trança as fitas: REISADO!...
E o velho ensina, travando a língua, que é  vencedor só quem falar nenhum tropeço:  O peito de Pedro é preto. E o mocinho cantarolando diz a moçoila que vai-se embora. Na linda roda, troca de par a criançada e  trá-lá-lá, passa o anel e, assentada, ouve Irmãos Grimm, contos da gente da aldeia. Na floresta, caminha o Curupira, e escuta a canção do Uirapuru nas manhãs frescas das verdes matas.Manhas de almas fazem silêncio .

Canta, Uirapuru!...
Teu misterioso canto
De amor, és rei
Trazendo a sorte vida afora
Na tua voz maviosa!
Oh, talismã, da úmida floresta,
Tudo é silêncio, as folhas se aquietam
Enquanto as águas estão a sussurrar...
Os outros pássaros cantores ficam mudos
Para ouvirem a tua sinfonia
Suspira o bosque inteiro na magia
Por entre os sombreados soa a música
Uirapuru, deus-pássaro encantado!




Graça Campos 22/08/2011.

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