terça-feira, 11 de outubro de 2011

CRIANÇA, "ESTRELA ESPERANÇA!..."

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Nasce a pequenina
Estrela da “manhã”
Eterna/ idade

E na força do olhar do coração,
Nasce a mãe coruja
Perceptiva do mais leve sopro
Do tempo...

Quando quase tudo ainda invisível,
Criança amada, ante o teu nascer,
Desejos de uma rede de abraços
Os mais ternos laços
Gestos dos braços, do colo
Embalando afagos, ensaiam melodias,
Canções de ninar...

E o raiozinho de sol, manha da vida
Luz da inocência, a ensinar
Humanidade ao mundo
No brilho da pureza
Indefesa,
Oportuno sabor de amar!...

E, crescendo, vão-se os pezinhos
Assim, indecisos no compasso
Do passo a passo ?
Aos galopes da existência...

A infância! Suas vias
No trafegar da ânsia da vivência
Umas serenas, tão plenas
E outras , a qualquer preço
Maltratos, tristeza...

E a criança nasce “Estrela" !...

E as estrelas sem devida chance,
Como continuarem reluzentes?
Vão se apagando
Vítimas transfiguradas...


Oh, pequenino ser humano!
Por que teus olhos marejados
Por vezes, em oceano de pavor?

Quisera dissipar a crueldade
E, para sempre, acalmar-te o coração amedrontado
No incompreendido meio da sobrevivência
Tomara Deus, tomara,
Reencontres o brilhar intenso
A extinguir tais desenganos...

Eu acredito na força do bem
Assim, há de surgir o melhor feito
Matar-te a sede
E saciar-te a fome
Livrar-te de todo e qualquer abandono...

Nasceste criança para ser estrela!
E, a cada nascimento, renascer no mundo
Estrela Esperança!



Graça Campos, 06/10/2011 Imagem da web
CAMPOS, Graça. Poema. Criança, Estrela Esperança!
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