sexta-feira, 18 de novembro de 2011

TRADUÇÃO

Imagem da web


Às palavras  de tua boca
Inspira-te em teus ouvidos
A sentirem a ressonância da pronúncia...

Não excite a linguagem do pensamento
“Impensado”
Acorda primeiro, as diretrizes da bondade
E se assegure da semeadura

Palavras desprovidas, resfriadas
Ervas daninhas, danadas
Do tempo
Cicatrizes...

Benditas vozes que soam
Entoadas cantigas
Imitando aves canoras
Despretensiosas 
Naturalmente musicistas de suas vozes instrumentais
Encantam assim, como fazem os anjos
E alcançam a plenitude
Sossego em arranjos

E, se fechares tua boca,
Abre teu coração
Tua alma falará por ti
Para ouvires tua fala,
Apenas olha-te no espelho
Basta! 
Lê teus olhos...

E, se tens a coragem bastante,
Registra-te na tradução 
Da luz que emana de tua visão!



Graça Campos, 05/10/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. Tradução.


Um comentário:

  1. Outro poema que me chamou muito atenção. Convidas à reflexão antes do falar. Pois palavras ditas, jamais retornam de onde vieram.
    Bjsss

    ResponderExcluir