segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A CRIATURA INTERIOR


Que ela venha!..
A criatura interior que inspire a sua poesia
soprando no vento alegrias,
e seja incessante na busca do viver...
Que venha vestida de amor, de paz,
e lhe dê colo e lhe veja o olhar sedento ,
mas com a leveza do contentamento
tal qual borboleta que, de flor em flor,
faz do nectar louvor e se vai,
semeando e tecendo a vida
em cada janela que se abre ao sol...



Graça Campos, 24/01/2011
CAMPOS, Graça. Poema. A CRIATURA INTERIOR. (Dedicado ao grande escritor e poeta Hildebrando Menezes).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

UMA ROSA

PAPOULAS / POEMAGEM

PAPOULAS DAS SERRAS

Imagem da web

 
Nas serranias as belas flores
Sonhavam e viviam e bailavam
Ao som do piano VENTANIA

Umas ainda acordadas, outras dormiam
Não podiam imaginar que em pleno viço
Se esvaiam

Destino, força da natureza,
Desatino
Desfaleceram pela madrugada

Flores vibrantes, plantadas nas colinas
Eram as musicistas das montanhas
Esguias papoulas escorreram
Nas águas dos montes que viraram rio

Já não era sonho de papoula,
Nem tampouco desejo de flor
Nem brancas, nem rosadas, nem vermelhas...
Apenas rubras de vida
Gritavam, gritavam tamanha agonia!

E os galhos trêmulos
Aquietam-se após as trovoadas
Tromba d’ água!...

Eternas e saudosas
Despertarão desse sono profundo
Em outros campos

À noite terão novos sonhos
De primavera
Papoulas das serras!


Graça Campos, 21/01/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. PAPOULAS DAS SERRAS.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CIA DE TEATRO LEOLEO apresenta: BOI DA MANTA & OUTROS MITOS 21, 22 e 23 de janeiro



Festival de teatro ALTEROSA


A Cia de Teatro LEOLEO apresenta:
BOI DA MANTA & OUTROS MITOS


O interior das Minas Gerais com sua lendas fantásticas. Personagens como o tropeiro Bastião, o índio Pindobuçu, a Vó Birduína e muitos outros procuram o Boi que sumiu. Nesse tempo, os animais falavam e o Boi sabia de muita coisa. Onde estará esse Boi? Será que virou assombração ou se transformou em Lobisomem? ... Sei não! Pode ser obra do Saci. Muitas surpresas nos aguardam nesse encontro com o imaginário popular.
A dupla Leo & Leo tem um trabalho autoral de resgate das tradições mineiras contadas na literatura e em espetáculos teatrais. As cenas, os textos, os sons, os figurinos, a iluminação e o cenário evocam o sagrado, a proibição, a curiosidade, a desobediência, o medo e a coragem presentes em todos nós.



Teatro Alterosa - Av. Assis Chateaubriand, 499 - Floresta- BH
21, 22 e 23/janeiro/2011 às 16h30
Ingresso: R$16,00 (inteira)
R$ 8,00(meia)

Desconto especial com Leo Leo


Ingresso antecipado:R$ 8,00 (preço único)
Leo & Leo Promoções e Eventos Ltda
(31) 9950-3617 e 9673-1508
www.leoleo.com.br

Abraços
Leo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A MANSÃO DAS SOMBRAS

Imagem da web

Tudo em volta é vulto personificado
Onde está o brilho suntuoso?
Para onde se foi a musicalidade?
Os salões esvaziaram-se
O vinho tinto ficou desbotado
Taças aos estilhaços

As mãos sustentam algo vazio
Parecem mais fantasmas insolentes
Quebrou-se o encanto!
Já não são rubros os belos lábios
Nem há o brilho daqueles olhos
Que degustavam a bebida, a dança
Quanto deslumbramento!
Casais amantes em um só compasso
Valsando a deslizar as suas vestes
Entre os sorrisos!

Ah, os sorridentes rostos
Que pareciam mais porcelanas
Pinturas leves de tantas meninas,
Damas, donzelas, camufladas, presas...
Tinham na alma, o peso de um tempo
Mal-assombrado!

As flores secas, murchas, desbotadas
Há muito não exalam nenhum cheiro
Tudo intacto!
À principal janela, o homem jardineiro
É outro vulto ao lado da enxada
E o regador tão torto, enferrujado
Faz-me lembrar da vida que, um dia,
Havia na mansão “iluminada”!

Hoje, somente as sombras do passado
Na alameda, entre as frondosas árvores
Nenhum raio de sol a penetrar-lhe.

Vai-se, ao longe, o calor daqueles beijos
Das valsas, e das pompas, quanta festa!
Foi-se a chama da lareira, dos afetos
A música tocada na orquestra
E o que ficou de todo esse requinte?

A realidade do olhar sobre a mansão...


Graça Campos, 10/01/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. A MANSÃO DAS SOMBRAS.

RECOMEÇO

RECOMEÇO...
É agora!
Buscando em cada tropeço
A força da experiência
Essencial na consciência
Saber que tudo é possível
Até mesmo o improvável
Tudo deve, tudo pode.
Nada tem que!...



Graça Campos, 11/01/2011.

MEU POEMA!

Imagem da web


Desde pequena
Adolescente menina
Nos anos dourados, douramo-nos
Traçando letras de amor
Destino dos enamorados
Tu e eu, apaixonados

Apaixonada por ti,
E por tuas serenatas,
E tuas marcas deixadas
Em cada canto as flores,
Colhidas nas madrugadas...

Tu me ensinaste a dançar
Aos ritmos mais refinados
Das mais lindas valsas
À dança do amor!

Nos vestidos bordados,
Daquele tempo de gala,
Dá para sentir as saudades
Nos olhares do salão
E dos momentos mais quentes
Coração a coração...

Minha boca em tua boca
Minha alma em tua alma
Borboletei... Borboletamos!

Quanta alegria, quanto dilema!
Minha poesia, minha pele tua.
Sopro meu, sopra-me.

Com rima, sem rima
Continuamos a dançar
Mais que dourados
Amantes eternizados

Tua poesia,
Meu poema!




CAMPOS, Graça. Poema. MEU POEMA!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

HORAS MORTAS


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Longe, bem na penumbra de meus pensamentos
Perecem aos borrões os mensageiros
Pétalas secas, cartas e bilhetes
De um amor que se perdeu no tempo

Bem longe, esmaecidas as lembranças
Pedacinhos entre as cinzas
Pode- se encontrar uma nuança

Morreram as horas descontentes
Na há flores
Nenhuma cor vibrante
Nem palavras, nem dores

Apenas horas mortas de saudades!...




Graça Campos, 10/01/2011

IMAGEM


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Você se foi nas águas de meu choro
No cristal lágrima eu pude ver seu rosto
A sua imagem será para sempre
Apenas o reflexo e o gosto
De uma espera que valeu a pena
Até o dia em que foi revelada...





Graça Campos, 10/01/2011.


EPIGRAMA


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Voa em plena luz do sol ave misteriosa
Douradas penas, conquistado sonho
Nesta manhã tão clara, imperiosa!

Na imensidão do céu surgem pequenas notas.
Um par de asas rufla, quebra-se o silêncio.
E na canção delira a liberdade!




Graça Campos, 10/01/2011.

JASMIM


 
Atrai-me pela formosura
Linda menina flor dentre as demais
Em um dos meus caminhos corriqueiros

A delicada e branca flor sem cheiro
Porém, de uma beleza singular
Destaca-se em pequeno jasmineiro!




Graça Campos, 10/01/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

MEU NOME? AMOR!


Imagem da web

 
Ando um tanto sorrateiro
Sempre a buscar os encontros
Faz parte de meu roteiro
A qualquer hora e lugar
Tímido ou atrevido

Vivo nos sonhos mais lindos
Disfarçado de mistério
Não importa onde estou indo
Se uso da tal coragem,
Faço-me bastante sério

Em todo canto do mundo
Em poemas, melodias
Sou sentimento profundo

Danço e me encho de encantos
Crio à luz das fantasias
Enfeitiço vagamente
Corações que se entorpecem
De desejos tão ardentes
E o sonho vira magia

Se for noite ou se for dia
Não importa! Aguardo certo momento
Atravesso madrugadas,
Tempo certo de vencer...

Quando chego ao endereço,
Insisto em permanecer
Tão feliz, que não há preço
Que me convença esquecer

O pensamento constante,
Sorriso, contentamento
Vida se faz mais intensa
Tomara, Deus, eu não tenha
Data triste de partida
O meu nome? AMOR!




Graça Campos, 09/01/2011.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Trovas


Foto Clevane Pessoa /Dez 2010.

Entre asas leves , rosadas,
seus cabelos comportados,
elas, em tule, bordadas,
eles lindos, cacheados...

 
Teus cachos mostram cuidados
das mãos maternas, tão belas:
domam os cachos alados
mãos que por ti sempre zelam...



Autora: Clevane Pessoa



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COMPANHIA DE TEATRO LEOLEO 37ª Campanha de Popularização Teatro e Dança/2011


37ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança 2011

A Cia de Teatro LeoLeo apresenta a comédia caipira:TREM DE MINASVALORIZANDO A NOSSA CULTURAOi, pessoá! O "TREM DE MINAS" vai sê lá no Teatro N S das Dores, na Av. Francisco Sales, 77 - Floresta (pertinho da Rua Sapucaí, atrás da Praça da Estação)

Ê trem bão é uma prosa animada à beira do fogão à lenha, sô! É mineiridade purinha! Trem de Minas é uma comédia que apresenta costumes e tradições, linguagens e trejeitos da nossa gente, por meio de vários personagens da nossa cultura. É um trem bão demais da conta, uai! Ispia só! E corre dipressa pra pegá o seu ingresso, sô! Dias 10, 11, 12, 17, 18, 19, 24, 25 e 26 de janeiro de 2011 – (Segunda, Terça e Quarta, às 20h). Texto: Leo (Leonildo) e Leo (Leosino)
Direção e atuação: Leo e Leo
Duração: 75 minutos
Classificação: LivreAntecipados no SINPARC (Av. Afonso c/ Rua da Bahia, no Mercado das Flores): R$10,00
Ingressos: No Teatro - Inteira: R$24,00 e Meia: R$12,00 leoleoteatro@yahoo.com.br www.leoleo.com.br (31) 9673-1508 e 9950-3617 (Leo e Leo)

VAMO LÁ VÊ O TREM, PESSOÁ!...

INTÉ...


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

CINCO GERAÇÕES

Imagem do Google


Minha mãe é Maria
Que “Das Dores” não tem nada.
É a “Maria Vitória” e também “Auxiliadora”
Tamanha dedicação...

As pessoas a procuram
Ela se desmancha em preces
Pede a Deus e agradece.

Minha mãe é a primeira
Filha de Maria Cândida
Que sempre mostrou candura,

É avó de outra, primeira.
Graça, que tece a ciranda
Brinca de roda com mais três crianças

Menina-mulher,
Menina mulher,
E a terceira menina.

Hoje são mulheres feitas...

E tem ainda a netinha,
Filha de minha filhinha,
Bisneta de minha mãe,
Tetraneta de minha avó.

Graça Campos



CAMPOS, Graça. Poema. CINCO GERAÇÔES. Do livro de poemas,  "Olhares de Mulher".

A VOZ DO SINO

Imagem da web


Os meus ouvidos cansados das lamúrias e das penas
Dormiram...
Ao léu deixaram a energia, o viver

Na alvorada da alma anuncia-se
O acordar na viva companhia,
Um alertar dos saltitantes sons
Em disparada

Ouça o ressoar da minha voz!
Venho dizer que a escolha é sua
Solte-se e leve para longe as queixas
Na voz das coisas eu sou mensageiro

À sua frente abre-se um letreiro
Apenas sinta o poder da vida
Transponha os males e, no equilíbrio,
Dos sonhos lindos haverá o abrigo

Não mais desfeitos serão seus ouvidos
Não se dê tempo aos tolos lamentos
Encontrará a energia, e o movimento
E há de acertar em breve, o amor e o tempo...



 

Graça Campos, 04/01/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. A VOZ DO SINO.