sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Paisagem de Inverno

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Lá bem no alto a nuvem saliente
Desmancha em flocos, move-se lentamente
Dispersa chuva de algodão
E um vento gelado, resfria minha alma
Na paisagem, tímido raio de sol...

Por onde anda o viçoso verde?
Acompanhando as flores nos seus sonhos?
Ah, profundamente estão a ressonar!
Em tempo certo voltam a reinar...

Os galhos secos da vegetação
Na invasão das cores mais sombrias
Cobertas da friagem da estação
Renderam se, na certa, à magia...

E nas lembranças de uma euforia
Uma cor cinza brota no momento
Tecida de saudades...

Busco o aconchego em outra cor mais viva
Ao pé do fogo, viajo em labareda
Lá fora, sonham os grandes bonecos
Feitos no chão de gelo
Contraste natural que dá beleza
E aguça o cheiro amadeirado da fogueira
Nas frias madrugadas, beijos quentes
E um doce despertar de amar
Nas manhãs brancas...


Graça Campos, 25/08/2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Folclore, uma riqueza cultural

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Folclore, uma riqueza cultural, soma de habilidades, costumes e crenças nas mais ousadas e diversificadas expressões presentes na fala, nos gestos, nos escritos que ficam encantados, perpetuando-se através de fantasias. Esse fantástico mundo real ao imaginário resulta da pureza dos sentimentos , brincadeiras, do fazer artístico, do cuidar de um povo, de seus costumes , autoria universal. Belas histórias e contos atiçam a adrenalina, que provoca certo medo de onde nascem as mais ousadas personagens inesquecíveis.
Misturam-se ideias nas horas das eras. Nascem figuras personificadas que ultrapassam as crendices, e tornam-se essenciais nos ditos e provérbios. O saber domina as narrativas e o tempo antes do antes até depois do amanhã. E nós somos herdeiros dos sinais que ultrapassam as rotinas. Herdeiros da mesa sagrada, dos bordados, das saborosas comidas e das festividades, da alegria de sermos filhos dos filhos, das lendas e seus mistérios, herança nativa rezando a morada de monstros no fundo dos rios e lagos, assombrações das noites de lua cheia. E fervilham fatos reais e históricos nas fantasias que vão dando mais sentido ao viver...
Em “FOLK”= LORE” na cultura do povo renasce o “ Rei capitão soldado ladrão, moça bonita do coração”, cirandam os escravos de Jó no jogo do Caxangá, na fragrância do manjericão do cravo e da rosa, capelinha de melão... E  o povo dança samba de roda, catira, quadrilha, bota fogo no quentão , e mexe a canjica, meninada colore o chão com pedra -sabão. No suor do pega-pega,  moleque roda pião... Na crença e na fé cruza espada a marujada , o boi da manta ressuscitado desfila bonito fantasiado e tantos bois... Tudo é festejo. Dançam caboclos e a caboclada trança as fitas: REISADO!...
E o velho ensina, travando a língua, que é  vencedor só quem falar nenhum tropeço:  O peito de Pedro é preto. E o mocinho cantarolando diz a moçoila que vai-se embora. Na linda roda, troca de par a criançada e  trá-lá-lá, passa o anel e, assentada, ouve Irmãos Grimm, contos da gente da aldeia. Na floresta, caminha o Curupira, e escuta a canção do Uirapuru nas manhãs frescas das verdes matas.Manhas de almas fazem silêncio .

Canta, Uirapuru!...
Teu misterioso canto
De amor, és rei
Trazendo a sorte vida afora
Na tua voz maviosa!
Oh, talismã, da úmida floresta,
Tudo é silêncio, as folhas se aquietam
Enquanto as águas estão a sussurrar...
Os outros pássaros cantores ficam mudos
Para ouvirem a tua sinfonia
Suspira o bosque inteiro na magia
Por entre os sombreados soa a música
Uirapuru, deus-pássaro encantado!




Graça Campos 22/08/2011.

domingo, 21 de agosto de 2011

UIRAPURU

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Canta, Uirapuru,
Teu misterioso canto
De amor, és rei
Trazendo a sorte vida afora
Na tua voz maviosa!
Oh, talismã, da úmida floresta,
Tudo é silêncio, as folhas se aquietam
Enquanto as águas estão a sussurrar...
Os outros pássaros cantores ficam mudos
Para ouvirem a tua sinfonia
Suspira o bosque inteiro na magia
Por entre os sombreados soa a música
Uirapuru, deus-pássaro encantado!



Graça Campos, 21/08/2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CONFISSÕES


CONFISSÕES

No topo das horas dos disfarces o olho do sol arde-me os olhos e a luz que alumia o dia faz-me olvidar em breve, um descontentamento, na procissão do medo que vem desfilando, intento vigilante a confrontar-me o peito. Confesso de mim um tanto e escondo de tudo o pranto. Sorrio de qualquer coisa, combino a qualquer preço, matuto um complemento, tento escapar de que... Prenúncios do confessar. Confesso?
No ir e vir dos mínimos processos, no gesto e na fala, silêncio e pisar, no escorregar, no jeito que se vai ao chão, nos pesadelos, sonhos e incrementos, em todos os trejeitos da “razão” ou dos vacilos, nas camuflagens da oralidade...
Pecados? Oh, astúcia, que pensa ser melhor a seu tempo! Olho no olho, diante do espelho, encaro a cena e interpreto. Olho no olho do outro, sei que, no engano, aprendo. Mais além, feras poluentes adentram fértil / mente à criação de pesadelos. E é nessa hora, que ouço o silenciar do coração, quando estou frente a frente de mim, e tenho a visão do que negava ver... Eu vejo uma cadeira a balançar na ala ríspida do julgamento e sei que confesso, nos mínimos detalhes, o que posso, o que não posso, o que vejo, ou imagino... Confesso mentiras, verdades nas múltiplas facetas das adversidades. Confesso o que fiz e o que não fiz nas profecias e conquistas dos desejos incontestes. Sei que mesmo muda, confesso!


Graça Campos, 16/08/2011.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DIA NACIONAL DAS ARTES 12 de Agosto

As Gêmeas / Guignard


ARTE... Registros de idéias em profusão, pensamentos nus, desalinhados, assimétricos dos ganhos e perdas no pontilhar infinito da visão fracionada dos segundos, do preto no branco da sensibilidade sem pecado... Apenas manchas em colorido denso ou desbotado, mas, puramente captado das profundas buscas inconscientes, antes resguardadas em tentativas de aparar arestas, receios de julgamentos...

Mas, ao nascimento, não se contêm, e se mostram à criatura a própria criação. Nas palavras escritas, nas palavras ao vento, diante da razão, emoção, reveladas. Segredos do âmago ao estado de consciência.

No palco, nas cenas, nas vozes amenas, nos brados e entalhes, nas pedras ,madeiras, no gesso esculpidas cenas imaginadas entre o artista e a obra, testemunhas da história... Na construção dos versos, nos insensatos borrões, nas tintas que seguem seu curso e transformam a cena em alguma adivinha...
A arte é motivo, reflexão e reflexo...
Universos...


Graça Campos,12/08/2011.
Abaporu Tarcila do Amaral
 As Gêmeas /Guignard


Inimá de Paula


Cândido Portinari



 Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho)


Panhadeira de café/com gato  Jarbas Juarez


Anita Malfatti

Artistas brasileiros

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ROSÁRIO EM FESTA

Óleo sobre tela "Caboclas do Rosário" Graça Campos
2011


Caboclas do Rosário
Brilham nas ruas
Dançam caboclas
Abrindo alas
Ao som das caixas e de assobios

Da persistência dessas mulheres
No dia- a-dia, lutas diárias
Brota alegria
Nas vozes belas, entoam cantos,
Mantras ecoam

Sobre os coletes,  belos bordados,
Lantejoulados, 
Cravados broches, escudo e fé
Reverenciam a nossa MÃE
Nossa Senhora!...

A tradição, sagrado o tempo
Ritmo e flechas
da devoção
Santa Maria,
Rosário em festa!...


Graça Campos
CAMPOS, Graça. Poema. ROSÁRIO EM FESTA.
11/08/2011.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CAUSOS DE ASSOMBRAÇÃO



A Cia de Teatro LeoLeo apresenta:
CAUSOS DE ASSOMBRAÇÃO
Oi, pessoá!
"CAUSOS DE ASSOMBRAÇÃO" vai sê lá no Palácio das Artes/Sala Juvenal Dias, Av. Afonso Pena, 1.537 - Centro
Topá com uma assombração nas madrugada, de pirtim, a mei palmo... Ai, ai, ai! E o tar do lobisome uivano em noite de lua cheia. Credo em cruz! Já pensô, o Saci e o Curupira frente a frente? Se ocê num acredita, vem vê, uai!... Afiná, um sustim terapêrtico deve de sê bão dimais da conta, sô!...
A peça "Causos de Assombração" é uma comédia repleta de causos típicos de personagens da nossa cultura, em que o suspense se interpõe na presença dos mitos assombrosos e das tradições culturais e históricas de um povo. Trata-se de um encontro de relembranças dos causos pitorescos contados nas roças e fazendas de Minas Gerais.
Dias 19, 20 e 21 de agosto de 2011 (Sexta e Sábado às 20h30 e Domingo às 19h.)
Texto: Leo (Leonildo) e Leo (Leosino)
Direção e atuação: Leo e Leo
Duração: 75 minutos

Classificação: Livre

Antecipados no SINPARC e com Leo e Leo: R$12,00

Ingressos: No Teatro - Inteira: R$30,00 e Meia: R$15,00

leoleoteatro@yahoo.com.br www.leoleo.com.br

(31) 9950-3617 e 9673-1508 (Leo e Leo)

INTÉ...