sábado, 24 de setembro de 2011

SETEMBRO

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Nas manhãs de setembro
Um tom viçoso
A vida
Convida

Despertam em chuva
Coloridas
Flores

Nas preguiçosas
Tardes
As cantoneiras
Vergam
De sono

E os sonhos
Em seus matizes
Acordam
Perfeitamente
Amores

Cantarolando
Se vão
Entre os aromas
As borboletas
Asas suaves

Silenciosas revelações
Para o crepúsculo
Um acalanto...

À noite a lua
Em sintonia
A flor à espera de
Um vindo tempo
Brilhante...

Vestidos belos
Todas as filhas
Macias pétalas
A perfumarem
Tardes e noites
Novas manhãs

Setembro...



Graça Campos, 25/09/2011
CAMPOS, Graça. Poema.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A um delirante...

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Oh, incrível mensageiro de tua própria demência
Que, na inconsequência, buscas por socorro
Aglutinaste forças na máscara desfalecida
Já rebuscada nos registros "sãos"
Dos rotos versos de tua insanidade

Apelos do âmago, centrífugas da mente
Inclemente, à caça da cura,
Vã procura?
Torturas do pensamento pré-diagnosticado
"Irreversível", perante o preconceito
Conceito que se reverte
Ora  em ciência da fé,
Ora na rara emoção delineada na clemência da poesia,
No desabafo da comunicação
Sensatez, razão...
Pela sapiência de manifestar
A dor, a ausência, a solidão, o desamor,
O grito ensurdecedor da louca sensação
Fascinação que leva ao rastejar
Ilusória vivência em feridas vivas...

Cicatrizes do corpo e da alma
Resgate da cura
Pelas forças do Bem!







Graça Campos, 22/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. A um delirante.


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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LUA, LUAR...

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O luar abriu sorriso
passeou pelas montanhas
alcançou sombras da noite,
andando pelas veredas
mais recônditas da vida...

E em silêncio prateado
ditou palavras medidas
acordou os meus sentidos
de tempos adormecidos
Banhou de alvura meu sonho
E no som da esperança
derramou sua doçura
Dispersando desenganos...

O luar, olhos da lua,
lançou seu olhar comprido
soprou coração em chamas
deitou seu brilho em carícias
reparou nos olhos meus
profundamente cerrados

Serena Lua assistia
aos galopes de minha alma
conflitos que se esvaiam
nos ais daquele momento
Tantas fases desvendadas
Em plenas abstrações...

Lua, luar ,
Olhos da lua
 No meu olhar...



Graça Campos, 17/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. LUA, LUAR...



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desfrutando belos poemas...

Desfrutando a beleza dos versos
do poeta Jerônimo Sales!...













sábado, 3 de setembro de 2011

CENÁRIO de PRIMAVERA

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Ainda na penumbra, um fio de luz, um ar de sono
Finda inverno, onde dormem abotoados sonhos
Em solo fértil ou até mesmo em uma fresta
Entre uma pedra e outra aí vem novo tempo
Sugerindo bailado de almas...
Renascem ricamente vestidas protagonistas
De finas pétalas...
Da janela, meus olhos percorrem um místico trajeto.
Adentro alamedas margeadas de hortênsias. Entre os lilases sigo à caça dos aromas.
O canteiro mágico , espaço encantado!...
Ouço o tinir da louça na cozinha, e o meu amor vem docemente trazer-me um café... Tenho a sensação de plena liberdade...
Acompanham-me a leveza de seres primaveris e o brilho intenso do sentimento por excelência, o mais belo...
Uma brisa um tanto atrevida traz-me à paisagem real.
Em segundos, retomo a ficção. À mostra, paisagem perfeita de cor, de cheiro, de vida. Duas paisagens, nenhum contraste, no entanto. Raios de sol nas primeiras cenas da primeira manhã de primavera. Em outra cena, arrepiam-me o corpo, as mais tentadoras carícias, um convite aos florais macios de meu ninho... Fragrante magnólia, flagrante suor, cumplicidade, amor, amor... Banho de pétalas, sonhos e nova paisagem revigoram-me os matizes perfumados, que primor! Rosas rubras, margaridas, lírios e algumas pequeninas flores.
Essas últimas tímidas, mas, tão duradouras ao sustento da beleza de um ciclo, enquanto inúmeras princesas desabrocham em suas peculiares apresentações. Girassol do meu quintal não para de girar. Lições de observar... Gérberas, crisântemos de toda formosura dançam em sintonia com a passarada. E os beija-flores provam da divinal poção em pétalas, as rosadas rosas, as avermelhadas, desejadas...
Damas- buquês, enlaces apaixonantes,
Cem nomes, cem flores, cada qual especial
O jasmineiro verga na estação
Exuberante a florir surge Iasmin na lua cheia das meninas
Orquídeas, camélias, flor - de- lis, amor - perfeito,
E a lendária Peônia, famosa flor de mil pétalas
Impera esplendorosa,
Mensageira dos amantes!

Ouço chamar-me! Um quase sussurro suave toca-me. Um ramo multicolorido anuncia:
- "Meu nome é Flora!
Venho sonhar contigo e enveredar-me em tuas quimeras, viver, viver e amar e sempre renascer
Em nova PRIMAVERA! “


Graça Campos, 03/09/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. CENÁRIO DA PRIMAVERA.