segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PORTAIS da CRIAÇÃO


A força das águas
Na dor de uma lágrima
Transforma as mágoas,
Em chuva de prata
Abençoa os campos
Em colheita farta

 
Meu corpo oceano
Do ventre de um ventre
D a mãe natureza
Sou filho da terra
Respirando fundo
O ar que me leva
Ao resto do mundo


E na vermelhidão
As chamas de ouro
Do fogo ariano
À inspiração
O sol excitante
Viva a criação!



Graça Campos, 06/05/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. Portais da Criação.


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sábado, 29 de outubro de 2011

O FEITIÇO é AMOR

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Ah, esse amor que enfeitiça
O tempo pode passar
O bruxo sabe que atiça
E tem mania de amar

Pois a exigência é o luxo
Ingrediente perfeito
Para que bruxas e bruxos
Vivam entre beijos e afetos

O feitiço tentador
Faz da bruxa uma princesa
Bruxo vira realeza
E o desfecho é amor...



CAMPOS, Graça. Poema. O Feitiço é amor.2011

HALLOWEEN II


Imagem  da web

 

Vai-se o breu da noite, vem lua formosa
O brilho das bruxas varre as tristezas
Com suas vassouras perfumosas

Velas acesas, ousadia,
Nas luxuosas fantasias
Passos na escada
Mais convidados
Lá fora um frio!...

O senhor Jack voltou
De olhos vermelhos em brasa
Embebedou-se
Oh, Jack-ó-lantern,
Alma penada
Arrepio!...

Muitos fantasmas e as caveiras
Devoram doce o tempo inteiro
As feiticeiras bem maquiadas
Laranja e preto, lilás e roxo
Exageradas, dançam felizes
Na madrugada

Em grandes taças
Brindam sorrindo
E desejando:


 Happy Halloween for you!


Graça Campos, 2011 / em Tertúlia Poética PEAPAZ

VIAS do TEMPO...

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Na linha do tempo a vida e o viver são ciclos em cujas vias de acessos mora a subjetividade nas curvas da mente, nas pontes, caminhos, penhascos e montes... Ideias que surgem!
E o trafegar intenso instigando o pensamento ora vigilante ora relapso, viaja e, não raro, se perde a frente dos ângulos. E em consequência, revolve a via crucis do próprio corpo, âmago, profundeza do ser, seja na sã consciência ou na insanidade, no pensar desalinhado, arraigado em “verdades figurativas” e, por esse misto dissimulador, em si se processam impactantes intervenções.
Itinerantes há os que se habilitem às “aventuras”... Riscam ou arriscam a própria sorte, os delimites tornam-se metas propulsoras de grandes descobertas de se “libertarem” da insana sanidade!
E os pontos de chegadas e partidas vão se confundindo nas vias da arquitetura do tempo!...





Graça Campos, 26/10/2011.
CAMPOS, Graça.Vias do Tempo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Cia de Teatro LeoLeo apresenta:TREM DE MINAS



A Cia de Teatro LeoLeo apresenta:  TREM DE MINAS
A COMÉDIA MINEIRA

Oi, pessoá!

O "TREM DE MINAS" vai sê lá no Palácio das Artes/Sl.João Ceschiatti-AvAfonso Pena, 1537-Centro-BH

Ê trem bão é uma prosa animada à beira do fogão a lenha, sô! É mineiridade purinha!
Aqui, ó, de mineiro pra mineiro: tem coisa mais mió que falá de uns trem bão e dá umas risada na berinha dum fogão a lenha, tomando um cafezim? Tem? Então, vamo lá vê o Trem, sô! E corre dipressa pra pegá o seu ingresso, sô!
 Dias 10, 11, 12 e 13 de novembro de 2011 (Quinta e Sexta às 21h, Sábado às 19h e 21h e Domingo às 19h)

Texto: Leo (Leonildo) e Leo (Leosino)
Direção e atuação : Leo e Leo
Duração: 80 minutos Classificação: Livre
Ingresso Antecipado com Leo(9673-1508)
Ingressos: No Teatro - Inteira: R$32,00 e Meia: R$16,00 leoleoteatro@yahoo.com.br http://www.leoleo.com.br/


VAMO LÁ VÊ O TREM PESSOÁ!...

INTÉ...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

RELEMBRANÇAS / VIVÊNCIAS


RELEMBRANÇAS

MARIA DA GLÓRIA

É menina...
Nasceu menina, mulher,
Maria da Glória,
Que Graça
Formosa entre tantas
Eis, gloriosa
Em seu tempo
Absoluta!

Graça Campos, 14/10/2011.


VIVÊNCIAS

É mulher...
Vive mulher a menina
Graça de Maria
Glória a Deus
Nesse tempo
Está entre nós!


Karina Campos, 16/10/2011

domingo, 16 de outubro de 2011

UNS VERSOS


Soneto (Uns versos )


Acorda a voz da alma à procura
Do sonho que em serena madrugada
Buscando as relembranças da candura
Raia dourando o canto da alvorada

No despertar da essência que fulgura
Espelho a refletir a luz sagrada
Envolve em tons e cores de ternura
As pétalas da rosa perfumada

Vêm dos jardins, acordes, rima e verso
Da natureza emana o ser divino
Que o sonhador poeta deixa impresso

Na musicalidade ou no reverso
A poesia a encontrar destino
Nesta manhã que inspira um retrocesso...





Soneto (Avessos Versos)

E corre a tarde. E o sol arde lá fora
E junto ao peito a voz que a mim reclama
Insiste em dizer que ainda não é hora
Que o tempo há de saber por si, conclama.

É triste a emoção que sinto agora
O coração em brasa, dor que é chama
Vivera açoites, trevas de outrora
A escorrer suor que o amor proclama

Aos quatro cantos a voz acordada
Do sono mais profundo das lembranças
Vai recompondo a rosa perfumada

No cheiro da ternura à amada
As ressequidas pétalas, fragrâncias
Refazem a flor do tempo apaixonada...





Soneto III (Reversos)


Não sou poeta de escrever beleza
Escrevo a dor do amor, e o desafio
Vou detalhando em versos a realeza
Que a vida traz e leva em mar bravio

Ouço o trinar dos pássaros, fineza
Vejo oportuna a vida qual um rio
A correr breve em forte correnteza
E devolver-me a crença por um fio

E são motivos tantos que proponho
À flor, à poesia enluarada
Voltar à madrugada em que, no sonho,

Desperto o sentimento e componho
E sempre encontre a rosa desejada
Na cor do amor,  azul do céu, suponho...




Graça Campos, 15/10/2011
CAMPOS, Graça. Sonetos.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

CRIANÇA, "ESTRELA ESPERANÇA!..."

Imagem da web

Nasce a pequenina
Estrela da “manhã”
Eterna/ idade

E na força do olhar do coração,
Nasce a mãe coruja
Perceptiva do mais leve sopro
Do tempo...

Quando quase tudo ainda invisível,
Criança amada, ante o teu nascer,
Desejos de uma rede de abraços
Os mais ternos laços
Gestos dos braços, do colo
Embalando afagos, ensaiam melodias,
Canções de ninar...

E o raiozinho de sol, manha da vida
Luz da inocência, a ensinar
Humanidade ao mundo
No brilho da pureza
Indefesa,
Oportuno sabor de amar!...

E, crescendo, vão-se os pezinhos
Assim, indecisos no compasso
Do passo a passo ?
Aos galopes da existência...

A infância! Suas vias
No trafegar da ânsia da vivência
Umas serenas, tão plenas
E outras , a qualquer preço
Maltratos, tristeza...

E a criança nasce “Estrela" !...

E as estrelas sem devida chance,
Como continuarem reluzentes?
Vão se apagando
Vítimas transfiguradas...


Oh, pequenino ser humano!
Por que teus olhos marejados
Por vezes, em oceano de pavor?

Quisera dissipar a crueldade
E, para sempre, acalmar-te o coração amedrontado
No incompreendido meio da sobrevivência
Tomara Deus, tomara,
Reencontres o brilhar intenso
A extinguir tais desenganos...

Eu acredito na força do bem
Assim, há de surgir o melhor feito
Matar-te a sede
E saciar-te a fome
Livrar-te de todo e qualquer abandono...

Nasceste criança para ser estrela!
E, a cada nascimento, renascer no mundo
Estrela Esperança!



Graça Campos, 06/10/2011 Imagem da web
CAMPOS, Graça. Poema. Criança, Estrela Esperança!
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sábado, 1 de outubro de 2011

LUNA LINDA



L inda flor
U ma doçura
N a divina presença
A mor de menina

I rradiante
A lua-estrela
S erena luz feminina
Mais pura da primavera
Imagino a princesinha
No jardim toda formosa

Jasmin de nossos canteiros...






Vovó Graça
CAMPOS, Graça. Acróstico.Homenagem à minha neta Luna Iasmin!
Em Setembro /2011 Imagem da web