sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Bem-Vindo Ano Novo!!!

Feliz 2013!

 
FELIZ ANO NOVO! Feliz 2013 para o Planeta!...
Luz, paz e fraternidade! Amor entre céus e  Terra!


sábado, 15 de dezembro de 2012

Amanhecer em "Mensajes de Luz"



 
 
Surpresa linda ao ver "Mensajes De Luz", em "Amanhecer"... Muito grata, querido amigo, Jerônimo! Estamos no final de mais um ano abençoado! Quanto sou grata ao Pai pelas oportunidades! Feliz por estar entre grandes amigos, virtuais, presenciais, reais! "Foi Deus quem fez o céu, o mar, as estrelas...Fez nascer a eternidade num momento de carinho..." Feliz Natal! Feliz Natal para você, sua família e para os nossos seguidores, que nos leem e iluminam a vida ! Grande abraço fraternal! Da amiga, Graça
15 de dezembro de 2012
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

PANDORA

 
 
 
Criatura dos deuses
Repleta de beleza e graça
Tão curiosa,
 Inquieta
Pandora!
 
 
Tentadora,
Remexe os males,
Vigora!
 
 
Abre a compota dos mil pensamentos...
Fervilha, fomenta
o fogo da mente...
 
Despudora!
 
Atiça os enganos,
provoca anseios
Profanos...
Senhora
 de força e coragem,
Persevera
Jamais lhe escapa a espera...
 
 
Pandora:
 Esperança!
Surpreende!
Supera!
 
 
CAMPOS, Graça. Poema. PANDORA
14/12/2012.
Imagem da Web.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um presente da amiga Vânia de Castro

Compartilhando com alegria e gratidão!
Presente da minha querida amiga, Vânia de Castro!
http://silviamota.ning.com/profiles/blog/show?id=5503497%3ABlogPost%3A577685&xg_source=activity&page=1#comments

Incessante apelo



Ouça-me,

Sou a canção que toca teus ouvidos

A devolver-te alento e a ternura.

Quando nas horas pálidas, tormentos

Da triste sina de ti, criatura.



- Ouço-te,

Tua voz melódica acaricia-me

Como um afago que traz vida

Quando entristecido sinto-me

Revitalizo sentido em guarida



Quanto querer a força que te escapa

Adoraria devolver-te em tempo

Trago detalhes gestos e quimeras

A transformar-te os maus agouros



- Ouvir-te é sentir-se então revigorado

No colo seguro e eterno do infinito

Por onde as almas puras transmutam

Onde realizo meus sonhos mais bonitos



Sou teu sonhar ardente aonde o momento

Chega a sonhar-te o sonho do aconchego

Sou guardiã e ouço teus apelos

Quando acaso, ocaso se achega

E os derradeiros raios trás dos morros

Morrem à beira da escura noite



- Percebo que tua canção só me sossega

Deixa meu peito leve e em plena festa

Fico cativo ao som que emana e não nega...

Ao contato e encantos da alma dos poetas

Ilumina minha noite escura e fico à entrega

De sentimentos belos como o dos profetas



Sou a possível forma que encontrei,

De acender-me diante a tua treva

Sou estrela em noite que te afaga

E norteia teus passos tortuosos

Insisto em ser a mão que tanto aspiro

Que fosse a tua mão a ser meu guia



- Sinto-me iluminado diante desse brilho

Sem temores de enfrentar a cruel solidão

Porque tenho a fonte pura dos teus rastilhos

Fagulhas que acendem o fogo do coração

Que toca e cala fundo todos os gatilhos

Em forma de projeto da melhor sensação



Toma-me,

Teimo em ser-te amada

Em teus braços quero ser ninada

Abraça-me, que te serei, quem sabe, a lua

Bem cheia e brilhante no teu céu...



- Tomo-te,

Como quem a recebe e ama intensamente

No mimo dos abraços ternos e cálidos

Que abre um luar tão belo e extasiante

E faz nascerem poemas em duos intrépidos



Sinta-me,

Sou o sussurro do vento que arrepia

Sou as batidas fortes cadenciadas

De um coração que jorra sentimento

Tua muralha, se preciso for.



- Sinto-te

No murmúrio que vem dos coqueirais...

Na brisa do mar e das ondas orquestradas

Que beijam a areia e aliviam os meus ais

Quebrando minhas resistências entaladas



Venho de longe em sôfregos tropeços

De um caminhar errante, uma utopia

Por tentação de ter o amor primeiro.



- E a recebo como a dádiva do recomeço

De quem encontra uma sábia parceria

A dialogar belas palavras de nostalgia



Sou mistura de gênio e de fada,

Sou insensata no jeito faceiro

Já me escapei de furacões gigantes



- Vislumbro em ti uma sabedoria divina

Até no que pensas ser um ato absurdo...

Percebo a mensagem mais linda do mundo



Arrebatei imensidão de ondas,

Mas quero esse amor ainda seja

Busca incessante de ter e ser amada...



- Tentei versar como quem aqui ronda

No mesmo tom, ritmo, cadência, embalo...

Apenas no intuito de alegrar a nossa vida.





Duo: Maria das Graças Araújo Campos e Hildebrando MenezesNavegando Amor e Maria das Graças Araújo Campos


http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3991077

Natal de Luzes

Natal de Luzes
Joanna de Angelis



Não te deixes consumir pela angústia ou pelo medo destes dias.
...
Busca Jesus nas tuas paisagens íntimas e estabelece um vínculo de amor com Ele, deixando-te conduzir pelo caminho seguro do Bem. Se Ele, porém, ainda não nasceu no teu coração, abre-te à possibilidade, para que aconteça esse evento imediatamente, passando a conviver com a Sua presença libertadora.
Aquele foi um Natal de luzes, que iniciou era nova para a humanidade, em desalinho.
Permite que este seja o teu momento luminífero e transformador com Ele nascendo nos teus sentimentos e clareando a noite afligente em que te encontras em um permanente Natal de luzes.

Neste Natal permite que o amor de Jesus te irrigue o coração e verta em direção daqueles para os quais Ele veio, os nossos irmãos sofredores da Terra.

Faze mais: deixa-O renascer na tua alma e agasalha-O, para que Ele siga em ti e contigo, por todos os dias da tua vida.


Pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia do médium Divaldo Pereira Franco.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

TEMPORAL




A nuvem grávida
Pariu seu choro
Desabafo do céu

 
Banhou-se o tempo
No temporal
Árvore velha
Caída

Outras viçosas,
Cheias
De vida

Rua molhada
Ainda chovem
Pingos
Gelados
Garotos brincam
na enxurrada
Passou o susto
das
Trovoadas...

 

Graça Campos, 08/10/2010.
CAMPOS, Graça. Poema. TEMPORAL.

Cor de rosa





quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Feliz Dia das Bruxas!




As bruxas eram mulheres sábias, lindas, atraentes e conhecedoras da natureza e da magia. Dominavam o uso medicinal das plantas, e eram verdadeiras cientistas. Ousadas à época, na qual não havia divisão entre a ciência e a fé.
Mulheres independentes, inteligentes, donas de terras e, livres?
Inadmissível para as conveniências da sociedade patriarcal, que não poderia perder forças, motivos da caça às bruxas...
Assim, livrava-se dessas mulheres através da prática de genocídio, um verdadeiro holocausto (pois as bruxas eram torturadas e queimadas vivas). Questões religiosas e questões de gênero!

Mas, por motivos óbvios do gênero feminino, estamos aqui, voando com nossas vassourinhas, e buscando novas conquistas, varrendo as tristezas de nossas cabeças, brincando e comemorando com nossas fantasias, e transformando os sonhos na fogueira de nossos ideais

Feliz Dia das Bruxas!



Graça Campos, 31/10/2012.
Imagem do Google.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

MAGNÓLIAS




As flores, a história viva,
cruel desalinho
das horas mortas


A mesa posta,
guardanapos bordados em crivo.
Linhas das mãos em desafio
a alinhar o linho alinhado


Olhar desbotado, desapontado,
fita cena
fria...


Os sonhos aguardam qualquer tom que não seja plúmbeo
Os pés descansam por força da espera
tão diferente da flora

Magnólias
regadas de prata lá fora,
pulsam orvalho,
tremor de suor da noite


No calafrio, calo e grito
Soluço remoto desafiando a cor da vida
no fio da coragem de outra lida...


A lua, a mesma lua de milhões de noites
O verso banhado em choro
O choro enrugou mil faces...

O tempo, as flores, o jarro transparente,
arrepio, o vazio,
sem cheiro, sem graça, manchando a alvura da mesa...

A mesa posta escorrendo amor, dor,
fome perdida...



Os sonhos contando sabor derretido
Silêncio de outrora
Sopro de ânsia...
Olor!

Doce fragrância de refinada flor
Aveludada
Lembranças!



E as quimeras perdidas,
Se refazem quase...

Perfeitas!

Intensas, acendem o brilho de meu sol interior
De fêmea
e flor!...





Graça Campos,11/10/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Magnólias. Imagem da web.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dueto - Versos partidos e chegados...

Imagem da web




A poesia que ignoras, faz de ti morada
Está adormecida em leito de descrença
Esquecida da vida, silenciosa, acabrunhada
Em choro sufocado por tua inclemência.


Ouvi pelos teus sussurros que aqui choram
Murmúrios de uma alma pura enriquecida
Pela bela sonoridade que nela fez guarida
Dos olhos aos lábios gotas que lacrimejam


No solitário andar de teus versos calados
Os pesadelos são gritos que tu ouves
Quando os desejos se aninham loucos
Nos desafios de uma ânsia, aos brados.


Tuas palavras calam como um doce relicário
Aos ouvidos atentos entristecidos e cansados
Loucura santa como prece de um breviário
Declamada e rezada em noites enluaradas.


E, lado a lado a cochilar me ponho,
A jogar fora o teu penar ao léu
E, ao acordar, me descobrindo em véu
De um doce lirismo, mas tristonho.


Criatura que em palavras toca o Criador
Pela pureza e destreza que chega aos céus
Filtro que perpassa até feltro de chapéu
Desperta em poetas a crença pelo Amor



Tropeço, sonolenta, nos versos caídos
E cuido de apanhar sentido mudo
A poesia machucada agoniza e é tudo
Como quem quer juntar cristais partidos...


Levanto então tão comovido e possuído
Indo no embalo sentindo-me protegido
Ungido pela maciês da pele bem aquecida
Amálgama a rica doçura desses fluidos


Invento alguma forma de colar as rimas
Da criação que se trancou no caos
Eu vejo a calmaria do alto das colinas,
A poesia- musa ao mar, e o acenar às naus...



Unguento a salvar-me de quaisquer lamentos
Entregue à sorte das ondas, das águas bravias.
A navegar nos mares distantes e profundos
E aportar suave à embarcação que se desvia...


do “Cais”... E ancora no porto dos nossos ais.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Versos partidos




A poesia que ignoras, faz de ti morada
Está adormecida em leito de descrença
Esquecida da vida, silenciosa, acabrunhada
Em choro sufocado por tua inclemência


No solitário andar de teus versos calados
Os pesadelos são gritos que tu ouves
Quando os desejos se aninham loucos
Nos desafios de uma ânsia, aos brados



E, lado a lado a cochilar me ponho,
A jogar fora o teu penar ao léu
E, ao acordar, me descobrindo em véu
De um doce lirismo, mas tristonho



Tropeço, sonolenta, nos versos caídos
E cuido de apanhar sentido mudo
A poesia machucada agoniza e é tudo
Como quem quer juntar cristais partidos...


Invento alguma forma de colar as rimas
Da criação que se trancou no caos
Eu vejo a calmaria do alto das colinas,
A poesia- musa ao mar, e o acenar às naus...

“Cais”...





Graça Campos, 23/09/2012
CAMPOS, Graça. Poema. Versos Partidos. Imagem do Google

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

AMANHECER



O TEMPO À FLOR ...




Tarde de agosto, final de mês, pressa do dia. Como se não bastasse a maratona das manhãs que se foram. Sol se pondo trás das serras, hora forte, das mais fortes... Tempo seco! Luz e sombra nas paredes próximas. Meninada sinaliza à saída da escola. Oscilam as horas mornas e a frescura dos derradeiros ventos do mês. A umidade é crítica. Tudo certo. A vida é movimento, e vamos nós...


Sempre estive atenta a detalhes da natureza. Encanta-me a linguagem na voz das coisas. Há certo mistério nesse linguajar... E eu gosto de sentir esse envolvimento que me traz energia vital! A paisagem está mudada. Vem se recompondo e o viver é exatamente assim. Ir e vir, desnudar-se e vestir-se, semear, colher e plantar e colher...


Na cidade, uma das avenidas é palco de notável manacá esbanjando beleza e fragrância do branco e lilás.

Em casa, um cheiro bom de café fresco e bolo de abacaxi. Lá fora, outro cheiro desabotoa novas vidas. Pequeninas princesas experimentam lindas vestes para o primeiro verão. Acrescentam os últimos preparativos multicores, leves e brilhantes. Tenho a impressão de que usam os mais raros cosméticos e perfumaria. Mera impressão!... A maquiagem é irretocável, divina!


Quase noite! Sinto que a brisa vem trazendo recados. Está a soprar notícias e, boas, por sinal. Suavidade, chuviscos de prata, disfarçados em palavras de veludo, imitando pétalas. Chegam batendo à porta de minha saudade!... Meu tempo à flor da noite...

Lá fora, vibra a vida iniciando matizes, beleza ímpar dessas dadivosas e promissoras flores à mercê do orvalho, do frio da madrugada, e nova sensação faz borbulhar os pensamentos.


Mesclada de prece e sono, gratidão e desejos, sonho sonhos intensos onde as imagens tornam-se reais. E eu começo a contemplar o cheiro da doçura, o calor da companhia, a solidão serena, o olhar minucioso do desabrochar de outra manhã...

Setembro!

O tempo à flor do dia, da tarde, na fragrância do anoitecer, à espera de leve sopro, que sutilmente, fala de vida a tocar-me a pele, os cabelos, o coração... Nova primavera, novo florescer! E eu amanheço vida!




Graça Campos, 2012.
CAMPOS, Graça. O Tempo à Flor... Imagem do Google.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

VAZIO



No vazio da ausência,
Tua presença
Marcas do côncavo e do convexo,
Direito e avesso
Mar de saudades!...

Cansaço da espera, fome de amar
Sede de levitar em mar bravio
Paisagem de desejos de calmaria...

Adormeço meu corpo.
E minha alma viaja para teus braços
Onde os sonhos consomem o vazio
Em mar sereno, pleno de ti...



Graça Campos, 06/08/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. VAZIO.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MINHAS JÓIAS II


Imagem do Google.

 


A vida,
Meu maior presente!

Minha mãe e pai guerreiros
Meus irmãos companheiros
Todas as lições
Meu sangue, e seu percurso
Geração em geração...



Todos os sentidos em movimento
As flores, as águas, o fogo e o ar
Os bichos, a chuva, o sol, e luar
Estrelas, campos e os bosques
Toda a imensidão
Sonhos,
amigos,
Amor


As crias meninas
Com nomes de flor
Jasmim, Rosa Rubra e Girassol



E a Branca Luz, chama viva, criança
Meu coração,
Esperança!



Nova Esperança! Outra criança ,
Luna clara e cheia de vida!
Lua-flor, IASMIN!




Graça Campos, 03/08/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Minhas Jóias.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

VISITA ILUSTRE




Havia sempre um bando de andorinhas
Um alvoroço!
Penduravam nos fios
No beiral dos telhados
E, quando revoavam,
Ninguém ficava sem olhar para o céu...


Havia segredos,
Mas não eram revelados
Apenas uma delas foi cochichar com o sino...
O segredo?

A cidade se escandalizou...


Havia uma viagem,
Havia muitas igrejas,
Muito turista...


Havia olhares e ouvidos atentos
Não era um segredo,
Não eram andorinhas...


Havia silêncio...
Um sino calado,
Não era segredo!

Em visita ao sino
Um ilustre pombinho
Sinal abençoado!








Graça Campos, 22/07/2012.  2:43 h.
CAMPOS, Graça. Poema. VISITA ILUSTRE.

Foto de Karina Campos / Fev/2012
(Sino da Igreja do Rosário) Serro -MG.






PAZ DE VERDADE!

Imagem do Google



Lago sereno, mansidão das águas,

Venho pedir coragem, encarar arestas
Como riqueza e fonte inesgotável
Do aprender!


Quero banhar-me, buscar a quietude
Acalentar batidas de meu peito,
Descompassadas
Ouvir em coro a voz da natureza
Que nasce junto ao canto da nascente,


Gota
a
gota ...


Na verde mata, canções de rouxinol
Perfeita harmonia e beleza
De mim, dispersas notas musicadas
Eis que percebo o afago das ramagens,
Sábio ensaio ao tom desafinado
A sussurrar meu pranto...



E ao ouvir o dedilhar nas cordas,
Meu coração se encanta!



Brilho de SOL de nota que aquece
Meu ser que ora amanhece
No entendimento da hora passageira



Eu silencio e sinto as mãos da paz
A me guiarem docemente,
À trilha dos afetos...


Entrelaçada no abraço forte
Meus olhos oceanos veem
A força e vida a mover os versos
Vêm devolver, o que incessante, espero
A PAZ que, de verdade seja!




Graça Campos, 08/07/2012.
CAMPOS, Graça. PAZ de VERDADE! Imagem do Google.

 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

JURAS DE ESTRELAS


Imagem do Google



No silêncio da tarde preguiçosa
Um som de paz caindo como luva
Gotas de mel em notas preciosas
Anjos tocando lira em flor de chuva



Não sei se choro ou rio, ou imploro
Tamanha sensação e harmonia
Meu coração e alma e todo poro
Ouvir delícia, acorde que inebria



Tocam suave a música, lirismo
Terei guardado eterna, esse momento
Oh, divinal presença, em realismo



A noite adentra um manto de estrelas
Desejo ardente em contentamento
Juras de amor, promessas, ao revê-las...




Graça Campos, 28/06/2012.
CAMPOS, Graça. Soneto. JURAS DE ESTRELAS.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

INVERNO



Imagem do Google


A última folha caíra tão leve,
Vinda no primeiro vento
Carregando poesia
Alada e fria!



Primeira de tantas noites
Em tons sóbrios de
agasalho...



Lembrou-me o cachecol
Guardado de outro tempo
Com cheiro de aconchego...



Ainda impregnados de ousadia
Os sabores
Das horas quentes!...





Graça Campos, 20/06/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. INVERNO.



terça-feira, 5 de junho de 2012

SECA




SECA

A mata já é morta
Secos meus olhos percorrem caminho de pedras,
Terra torrada
Tropeços da vida que havia escolhido
Para acolher-me...

E meus pés sangram nesse patamar do mundo

Devora-me a sede
Sofro de dor de fome
A mão que ousou plantar
Ergue-se aos céus
A ouvir suspiros de um verde tímido
Que se arrasta no grotão

Secos meus olhos veem
O poço na escassez dos sonhos
A secura impiedosa se alastra e crepita
E mata...

Secos meus olhos choram
Porque já chorei todas as nascentes


Água, onde estás que não me livras dessa vastidão?
No sertão árido de meus pensamentos?
Na imundície das mil promessas vãs?



Graça Campos, 05/06/2012. Poema. SECA.
Imagem do Google. RETIRANTES. Cândido Portinari. 1944. Óleo s/ tela.

GUARDADOS

Imagem da Web


Havia um pote onde guardei
O desbotado de minhas paredes,
Um lago seco para que nenhuma gota de lágrima
Minasse nas sendas do meu vazio


Guardei sementes de um tempo
Em que plantava sonhos
Juntei as lembranças em pétalas
Desidratadas da flor
De aroma ímpar
Selando ali,
Em cambraia bordada,
A mais forte palavra:
Amor...


A argila do pote
No bojo opaco escondia
Minúsculos traços das mãos
Que bateram, sovaram a terra barrenta


Na memória do pote
Entrelaces de histórias do oleiro
E incontáveis histórias minhas
Lembranças, retratos queridos
Pedaços de fita e laços
De afetos...


Haverá de outras argilas,
Paredes esguias de muitos potes,
Cada qual de sua única forma
Que a própria vida concede
Criando esperanças
No cheiro de terra molhada

Das mãos do trabalho do oleiro
Surgirão outras histórias
Que serão
Guardadas...


Graça Campos, 05/11/2010
CAMPOS, Graça. Poema. GUARDADOS

quinta-feira, 31 de maio de 2012

JILÓ COM ANGU

Imagem do Google


JILÓ COM ANGU
(Lembrando dos meus nove anos)

De gosto, eu comia pouco
Batata frita, arroz branco,
Tomate e frango.
De doce, o chocolate...

E toda mãe preocupada diz assim:

"Come, menina, come,
Pelo menos a salada...
Come verdura, menina!”

Mas o verde não descia.
Oh, meu Deus, eu bem queria
Gostar dessa verdurada!

Para variar o cardápio,
eu quis provar do tutu.
Fui à chácara do avô
À paciência da avó
E ele disse brincalhão:

“Hoje tem jiló com angu!


Acredite se quiser
Venci o desfio
Ah, meu avô querido!..




Graça Campos, Maio/2012.

 

CAMPOS, Graça. Poema. JILÓ COM ANGU. ( Lembranças de meus 9 anos.)
Imagens do Google.

terça-feira, 8 de maio de 2012

MÃE


Imagem do Google


MÃE:

Se eu disser mil vezes que te amo, fizer mil versos de poesia, ofertar-te mil prendas, e te fizer carinhos incontáveis, estarei longe de retribuir tua dedicação, tuas preces em meu favor, o tempo em que, a cada renúncia e a cada desejo teu, deixaste ao léu para dar-me tua vida a meu tempo.
Posso entender perfeitamente as batidas aceleradas de teu coração tão preciso, a qualquer sinal de filho, mãe e avó que também sou...
Coração de mãe guarda segredos, entendimento, e se abre em bálsamo de amor...


Mãezinha, presença clara, iluminada força:
Dá-me tua bênção,
Teu perdão!


Mãe-mulher, ainda menina,
Teu ventre, teu colo
Meu ninho!

Teu sangue
Em teu seio
Meu alimento
Em mantos de carinho!

Eu menina da escola,
Levei tarefas bonitas
Ensinadas com zelo,
E cuidado de tuas mãos!

E vieram as lições do depois...

Mãe, mulher madura
Suporte de guerreira e enfrentamento
Acalentou-me o sono e os sonhos
Nas veias da criação!


Beijo-te, mãezinha,
A tua mão, teu colo e coração
E reverencio tua mente visionária
De ideais brilhantes
Aos meus ouvidos,
Palavras de coragem
Mutantes notas vividas


Canção!


De ninar...
Os pesadelos que há
As quedas,
Lágrima que dá
E a fé brotada de teu par de olhos verdes
Devolvendo-me a crença!


Obrigada, mãe, pelos curativos
Quando criança, em tombos machucada,
Por abrandar qualquer dor, qualquer ferida
De ontem, e de sempre!


Graças mil, amiga sincera,
Fonte de perseverança
Mãezinha querida!
Linda senhora!
Bela mulher!



Feliz Dia das Mães a todas as mães do mundo!
Maio / 2012

Em especial, à minha mãe, Maria das Dores Miranda (que das dores não tem nada!) Só alegria!

Beijos no coração, mãezinha!
Tua filha que te ama,

Graça Campos





segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alguém viu a LUA hoje?

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Sim, encantada...
À lua cheia,
Clara e bela,
Confesso a poesia desta noite:


Da janela,
A lua a me fitar
No céu flutua
Rebordando sonhos,
Segredando caminhos
De alcançar as estrelas...


Olho-a, olha-me!
A lua e eu...
Confidências!


Proximidade do amor, aquele amor
Que dá felicidade,
Sem pedir...
A lua entende a poesia
E a poesia faz morada no céu de luar


Volto à janela
Agora tímida, já se esconde
Silenciosa
Decerto guarda os sorrisos das faces que a contemplaram


Daqui, espero vê-la novamente
Aluada,
Agradeço este céu decorado por Deus!



Graça campos, 06/05/2012 CAMPOS,
Graça. Poema. Alguém viu a lua hoje?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

De “Primavera em Primavera”


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De “Primavera em Primavera”, a vida, da janela de minha alma....

Entre a ânsia da vida e o viver, acontecem os encontros e desencontros, os fatos e os feitos, motivos das histórias reais no cenário nosso de cada dia, onde o acaso não existe, acredito!

Nasci do encontro de dois amores. Amores incondicionais: meu pai, minha mãe! Cresci na insaciável sede de saber, e dessa busca natural a que chamamos sobrevida. Falo das questões imateriais...
Aprendi a tecer a teia dos desejos da alegria entre o amanhecer e o ocaso observando a natureza sábia de até morrer e renascer nos ciclos de uma estação e outra, pois, cada qual em sua morte/vida, vai ressurgindo na construção imperiosa do tempo. Amo a vida com suas mutações constantes, e observo as lições da grande mãe-terra com seu colo imenso acolhedor.
Eu vejo da janela do etéreo, o fio condutor dessa alquimia a mostrar-me a idade dos astros, e o poder das luzes sobre as sombras, do pensamento à condição do entendimento de toda a criação, em cada célula-universo que se vai, a oportuna/idade de inovação...
Em minha face, traços interessantes de cada agora. De primavera em primavera veem-se contrastes acelerando as rugas que eu não pretendera na adolescência, mas que a maturidade salienta. E todo mês de abril é primavera na minha janela. Jardineiras se debruçam e se entregam, assim também, me entrego às estações, no caminhar com zelo, a cultivar a maior dádiva divina.

No passo a passo, um mergulhar profundo nas questões de observar. Descubro-me à flor da idade do querer bem. Sou flor de beijo de beija-flor e me integro, buscando, buscando...

E nas lições de transformar, pretensiosa borboleta camuflada por entre nuvens e ramagens, a desfolhar o tempo, mas sempre alada singrando espaços inimagináveis, adentrando florestas ao encontro de mim mesma...

Oh, natureza de meu ser, mulher selvagem! Por quê? Porque permito harmonizar as cordas agitadas de meu coração... Quietude é preciso! Aquietar-me é possibilidade, quando o deserto é miragem magnífica , e é possível ver as flores... Os sonhos são lucidez, as tempestades são alusivas à longevidade, o fogo da fogueira da ave fênix sinaliza vida. E eu vou querer a plenitude das horas duras e suaves e aprender sempre com as pequenas coisas.

O tempo? É paisagem da janela de minha alma. A vida... É força, teimosia e bênção!
O amor? Eu amo!...




Graça Campos, 16/04/2012
CAMPOS, Graça. De Primavera em Primavera, a vida, da janela de minha alma!

 
 
 

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

VOA, GAIVOTA!



Voa, gaivota, busca tua liberdade,
Pois a  essência que respiras
É a mais pura das fragrâncias
Da alma aflorando a imagem
De teu "eu" interior
Saudando a felicidade!...



 
Para LUFAGUE, poetamiga!

Graça Campos, 12/04/2012.
CAMPOS, Graça.VOA, GAIVOTA! Imagem daweb

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lembranças - O véu de Verônica


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Lua clara acendendo a ânsia de meus olhos. Lembranças de uma crença onde a fé exala paixão em noite santa. Os vales e montanhas silenciam, o solo reverencia em prece muda, os céus de toda a Terra. Tudo aquieta e os rituais são ritmos sagrados, respeito, reflexão, jeito de pedir perdão. Jejum e abstinência. Criança não! Mas aprendi a quietude da hora derradeira. Um véu aparece na teia do tempo e, remexendo a saudade, descobre-me a memória na transparência de um tecido outrora manchado, sangrando de dor... Relembro cenas comoventes de um povo fiel em procissão. Na tradição, paragens estratégicas nas ruas testemunhas da religiosidade. E em frente à cadeia, na rua onde eu morava, os presos tinham nessa data, a permissão para assistirem a uma das cenas da Semana Santa. A procissão do “Encontro” de Maria, Senhora das Dores, com seu filho Jesus a carregar a cruz. De longe se podia ouvir o cântico... Lamentos na voz de sofrimento de uma mulher. Jesus estava lá sem julgamentos, perdoando, perdoando... E aquele véu se desenrolava e a voz tomada de um lirismo incrível, e comovente, ecoava cortando a noite, tocando corações a reviver uma das passagens do caminho. Confesso que vi muitos chorarem. E me emocionava. Era misterioso porque ninguém traduzia aquelas palavras do Latim. Mas, bastou ouvi-las sem mesmo entendê-las. Bastou senti-las. Estão a ecoar por aí na alma da gente!

“O vos omnes, que transitis per viam / Attendite et videte siest dolor similus / Sicut dolor meus”.

“Ó, vós todos que passais pelos caminhos, parai e vede se há dor semelhante à minha”.

Na via crucis do calvário, um ato de compaixão de uma mulher que fora curada pelo divino Mestre. Verônica, assim denominada, enxuga-lhe a face já desfigurada e no seu lenço o rosto fica gravado.

A Lua encheu-se, está completa. É quase sexta-feira! Paixão... Diante de tantas lembranças, imagino a face de Cristo a reviver em cada coração, o amor, o perdão, transformação. É quase páscoa!
Que possa renascer a vida no sentido real de ser para que a humanidade celebre exatamente, o sentido de estarmos aqui, a cada instante mais humano, mais feliz!

Que o mestre Jesus seja sempre o nosso caminho, a nossa verdade, a nossa luz!




Graça Campos, 05/04/2012.
CAMPOS, Graça. Lembranças do véu de Verônica.

domingo, 1 de abril de 2012

ARTE E VIDA - Mensagem aos leitores

 



ARTE E VIDA agradece aos seus seguidores e visitantes!  Hoje completa 25.000 visitas. E através dessas flores, envia sua mensagem, de carinho a todos. As gérberas traduzem a beleza da vida e a energia  positiva da natureza. Amor, sensibilidade, nobreza, simplicidade e a pureza dos sentimentos.

E é essa luz que vem de vocês!
Muito Grata!

Abraço fraternal,
Graça Campos, 1 /04/2012.
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"MENTIRA"

" Mentira"


Quem não se lembra do "Nariz de Pinóquio"? Um  paradoxo  instigante, intrigante, interessante!
Quando as crianças ouviam: "Se você mentir, seu nariz vai virar nariz de Pinóquio"...

Mente, o nariz cresce. Fala a verdade, o nariz cresce...
Cresce? Não cresce? Mentir? Não mentir?


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Cuidado com esse nariz! Mentiras têm pernas curtas!


Graça Campos, 1º/04/2012.

Dia da Mentira


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 Dia da Mentira uma herança de outras culturas... 
Brincar  com  as pessoas, pregando-lhes peças,  mentiras irritantes  no  dia 1º  de abril,  tornou-se um hábito universal há tempos. Dizem por aí, que a brincadeira começou na França. Conta-se que, no começo do século XVI,o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1ºde abril.  Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro.

    Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos. Muitos continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril. Com isso, os brincalhões enviavam presentes esquisitos,  chegando a assustá- las.   Na Inglaterra , o enganado, que  "cai"   é chamado de noodle que significa (pateta).  Na França, de Poisson d'avril (peixe de abril); na Escócia, de april gowk (tolo de abril); nos Estados Unidos, de april fool (bobo de abril).

Na França, quem " cai "nas brincadeiras do primeiro de abril é chamado de "peixe de abril". As explicações para o apelido são muitas e uma delas é a respeito dos peixinhos que aparecem em grande quantidade nos meses de abril, quando é início da primavera nesse país.  Os peixes  são tantos que fica fácil pegá-los com anzol. Então, as pessoas que são '"fáceis de pegar" no dia primeiro ficaram famosas por serem os peixes de abril.


     No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico  de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida pela família real no dia seguinte.



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" Mentira"

Quem não se lembra do "Nariz de Pinóquio"?
E esse paradoxo continua instigante, intrigante, interessante!
Quando as crianças ouviam: "Se você mentir, seu nariz vai virar nariz de Pinóquio"...
Mente, o nariz cresce. fala a verdade, o nariz cresce... Cresce? Não cresce? Mentir? Não mentir?


Cuidado com esse nariz! Mentiras têm pernas curtas!


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Graça Campos, 1º/abril/2012.
CAMPOS, Graça. Dia da Mentira.


quinta-feira, 29 de março de 2012

CÉU de VAN GOGH



"Noite Estrelada" Van Gogh



O céu de Van Gogh
De noite estrelada
É um céu de sonhar



Porque ninguém rouba o brilho de uma estrela.
Nem mesmo um piscar
Na fagulha do pisca-pisca...



Não existe o obscuro!
Os pontilhados vão se emendando
E brilham para sempre.
As faíscas, pincelados redemoinhos de luz.



E o Sol de Van Gogh,
Mil girassóis
Estrelas floridas...


Graça Campos/2010.




“Eu confesso não saber a razão, mas olhar as estrelas sempre me faz sonhar"...
Van Gogh

159 anos de VAN GOGH




159 anos de VAN GOGH
Um dos maiores pintores de todos os tempos

                              Van Gogh, grande mestre da pintura - Ícone do Pós - Impressionismo
Popularmente conhecido como " O Pintor dos Girassóis", nasceu na Holanda em 30 de março de 1853
Em seus 37 anos de vida, fez maravilhas nas artes. Seus quadros,  ficaram famosos após a morte do pintor.
                    



“Eu tenho um pouco de “girassol”, dizia Vincent, que também conferia um valor simbólico a essas fecundas flores.


 
Os Girassóis



Para o pintor, os girassóis possuíam um significado especial: o amarelo da amizade e a esperança, enquanto a forma como as flores se abriam, simbolizava a gratidão.


“Dois Girassóis Cortados”




“ Os quadros mais bonitos são aqueles com que sonhamos quando fumamos cachimbo na cama, mas que jamais pintamos. Mesmo assim, devemos atacá-los por mais incompetentes que nos possamos sentir ante a perfeição indeswcritível, os gloriosos esplendores da natureza."

Vincent Van Gogh


Nenhum outro pintor poderia captar a beleza que ele imprimia em suas telas, resultante da presteza de seu olhar, diante da transitoriedade das flores. O amarelo dos girassóis vinha carregado da mais pura magia, como se nele estivessem agregados pedaços do sol.

O girassol sempre esteve ligado à simbologia, representando fecundidade, vida e nostalgia, em função de sua relação com o astro rei. Como um ser devoto, ele se ajoelha diante do sol, acompanhando-o na sua trajetória de vida, recebendo a luz que dele emana com abundância. Apenas na sua maturação, o girassol cessa a sua reverência, paralisando-se na posição do nascer do sol. Talvez seja por isso que Van Gogh tenha se encantado tanto com os girassóis.


Quando observamos a série de girassóis de Van Gogh, somos tomados pela exuberância da cor amarela, que invade toda a tela diante de nossos olhos extasiados. Ali também encontramos os tons vermelhos, azuis e verdes, que parecem ter a função de apenas realçar a luminosidade do amarelo.

Ao pintar sua série de girassóis, Van Gogh tinha como objetivo decorar o seu ateliê, preparando-o para receber o seu amigo pintor, Gauguin, pois sabia que ele também tinha predileção pelo tema. De modo que as pinturas foram penduradas no quarto de hóspedes. O pintor holandês pensava em pintar muitos outros quadros sobre girassóis, mas acabou não concretizando seu objetivo. Perfeccionista, Van Gogh só considerou bons, apenas dois dos quadros pintados, colocando neles a sua assinatura.


"Assim como o girassol transforma seu olhar apaixonado pela luz do sol que a tudo dá vida (…), a Arte da Pintura, por inata inclinação, animada por um fogo sagrado, segue a beleza da Natureza." (Joost van der Vondel, poeta holandês.


Fonte: Grandes Mestres da Pintura Vol. I   Van Gogh


GIRASSOL


Foto Graça Campos


Girassol,
Explosão de cor
À flor Flor do sol
Brotou majestosa
À caça de luz
Em sua dança exótica
Ama relo e sensual

No meu quintal
Abriu-se um,
Apenas um girassol

Bastou...
Trouxe consigo
Porção de sorte,
Felicidade!

Um bordado natural
Ostenta rústica corola
Na cor que vibra em ouro
A poesia sutil
No movimento do olhar
A busca...

Mesmo que o tempo se feche,
Com nuvens escurecidas
É girando girassol
Que o amarelo reluz

Girassol do meu quintal
Redescobri o sentido
Da cor que explode em flor...
Faz-se dia em minha vida!


Graça Campos, 2010.
CAMPOS, Graça. Poema. GIRASSOL.

domingo, 18 de março de 2012

FOLHAS CAÍDAS


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Chuvas de março, desfecho de verão! Manhãs acordam suaves, e o coração fica sereno após os temporais.

Bem-vindo, manso e temperado tempo das horas calmas, das estratégicas desenvolturas, profundas buscas no espaço resguardado do tesouro da vivência.   
Já posso absorver a poesia do orvalho, pingos de prata pelas madrugadas, sentir os arrepios da brisa matutina, da sensação de corpo e alma a traduzir maturidade...
Tons naturais bem crus alcançam nuances douradas, pálidas avermelhadas e vão se acomodar no colo da mãe Terra. E eu me delicio! Amo a estação do outono pela paz que exala da grandiosa nudez de todas as árvores e suas lições, exemplos de renovação. Um colorido sóbrio se veste de elegância e precisão, por sorte, à direção do caminhar...
As folhas se desprendem e se vão uma por uma, atendendo à orquestra do viver. Flutuam como bailarinas... Dançam e se aquietam. Caem dançarinas delicadas! Decerto ninguém ouvirá queixume ou choro pela queda. Em sintonia perfeita deslizam como plumas ao toque do irmão vento, levando as histórias em ciclos, roçando lembranças na face da idade...
Sonolentas, as ressequidas folhas outonais se entregam a um sono profundo. Sonham sonhos fecundos, buscam a seiva da vida, despertam no brilho verde esperança, trazendo nova folhagem...






 
Graça Campos, 17/03/2012.
CAMPOS, Graça. Folhas Caídas.


segunda-feira, 12 de março de 2012

FLORES de LUZ

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Flores de luz
Filhas perfumosas
Brotos do coração...



Mistérios em semeaduras
Transformadas em canteiros
Florescem cheirando à palma
Da mão que as cultivou



Rainhas meigas, formosas
Belas, coloridas flores
Iluminadas criaturas



Doces pétalas suaves
Rebentos,
Cachos de amor!




Graça Campos, 12/03/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Flores de Luz

sábado, 3 de março de 2012

SONHO de VOAR...


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Mulher, desejo ardente de ser...

MIL faces se projetam em uma personagem.
São elas, as Marias
... AH!...
As Marias que não vão com as outras sem destino...

A História aponta as rainhas, deusas, mártires
Lideranças vivas,
e se deram às vidas.
No vivenciar o alvorecer do existir de cada uma

Movem-se, acordam, nutrem, geram
Entrelaçados dons, magia e força

Femininas figuras povoam o meu imaginário
Rastros, marcas se intensificam a se mostrarem
Delicadas prendas/ fortalezas
Discretas, flutuantes a se ocuparem às necessárias instâncias
Sofisticadas, elegantes, provedoras
Pés de saltos ou descalços
Não importa!...


O pisar faceiro transporta a sutileza do espaço que convém.


Contudo, a essa mulher que luta sem cessar,
Ao reconhecimento “SOCIAL”,
Vale rever, pausar, se ver
no espelhar mais íntimo,
Se a imagem refletida ressoa com a busca
de consentir que somos outra a cada segundo que se passa
Não pela aparência de uma ruga e outra,
Sim pela transparência do estalar do gesto!


São novas possibilidades...


Antes a máscara de ferro,
Ontem maquiagem intensificada,
Hoje, direito...
Direitos?

Torto direito!

Diante de tudo, além de tudo,
Aonde ir?
Onde chegar?

Aponta-se uma estrada e, várias trilhas...

Ainda carrego de ferro, tão pesada máscara!
De ser perfeita, super poderosa!

(Acredito não ser essa a forma, como também não existem fórmulas)

Existem novas possibilidades...
Retirar os rótulos que sobrepujam as qualidades, e
se soltar, se dar conta de viver
Pegar o voo de SER apenas MULHER
Abrir as asas e respirar profundo
No alto, no alto nível de sentir
a alma feminina!




Graça Campos (em 03/03/2008)
CAMPOS, Graça. Poema. Sonho de Voar...

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

VEICULANDO...

VEICULANDO

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O cara encheu o copo
Virou a “MANIA”
O bafo embebedou o sinal vermelho
Passou a ser, por ordem do INCONSEQUENTE,
O combustível humano

Atropelou

Matou?

Morreu mais um...



Graça Campos /
CAMPOS, Graça. Poema. VEICULANDO.