sábado, 28 de janeiro de 2012

FOGO SAGRADO


 
Esse sagrado fogo que me queima
O corpo, a alma inteira abrasar
É alimento a sustentar e teima
Farto desejo em busca de amar

É que, no coração, raia invade
Avançam chamas, cismam labaredas
E vem à tona a dor da liberdade
Quando se têm barradas as veredas

Percorro o tempo em torno das vontades
Guiada pela força, evolução
De um pensar clamando a igualdade

Ergo-me em voos, meu sonhar consciente
Chego à exaustão, mas ora ainda insisto
Fênix sou das cinzas renascente!



CAMPOS, Graça. Soneto. FOGO SAGRADO.
22/01/2012. Imagem da web

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