sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

COLOMBINA

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Colombina, sedutora,
apaixonou-se pelos retalhos
coloridos do Arlequim
detalhes de seus desejos
vestiu-se de organdi(m)


Colombina, bailarina,
fita o rosto de Pierrot
pálido quase desfeito,
um doce amor, amor tanto,
desses que acalentam o peito
a esperar por um beijo
da amada dançarina
mesmo que seja outro dia


Enquanto detrás da máscara,
faceira e sensual,
Colombina não disfarça
um sorriso lhe escapa
fulgor de um amor ardente...


Chora o triste Pierrot!
Tem o coração partido...

"Até quando, esse meu rosto,
ficará esbranquiçado?


Quando beijar-te os lábios,
vou corar-me de prazer
no despertar mais ousado
assim se declare aos prantos :


Quisera ser o Arlequim
em confetes, serpentinas
de teus sonhos mais bonitos
E de tuas fantasias..”




Graça Campos, 02/03/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. COLOMBINA.

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