sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

VEICULANDO...

VEICULANDO

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O cara encheu o copo
Virou a “MANIA”
O bafo embebedou o sinal vermelho
Passou a ser, por ordem do INCONSEQUENTE,
O combustível humano

Atropelou

Matou?

Morreu mais um...



Graça Campos /
CAMPOS, Graça. Poema. VEICULANDO.

COLOMBINA

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Colombina, sedutora,
apaixonou-se pelos retalhos
coloridos do Arlequim
detalhes de seus desejos
vestiu-se de organdi(m)


Colombina, bailarina,
fita o rosto de Pierrot
pálido quase desfeito,
um doce amor, amor tanto,
desses que acalentam o peito
a esperar por um beijo
da amada dançarina
mesmo que seja outro dia


Enquanto detrás da máscara,
faceira e sensual,
Colombina não disfarça
um sorriso lhe escapa
fulgor de um amor ardente...


Chora o triste Pierrot!
Tem o coração partido...

"Até quando, esse meu rosto,
ficará esbranquiçado?


Quando beijar-te os lábios,
vou corar-me de prazer
no despertar mais ousado
assim se declare aos prantos :


Quisera ser o Arlequim
em confetes, serpentinas
de teus sonhos mais bonitos
E de tuas fantasias..”




Graça Campos, 02/03/2011.
CAMPOS, Graça. Poema. COLOMBINA.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A FLORISTA

Acrílica sobre tela
" A FLORISTA" Graça Campos


A FLORISTA

 
Cosmonauta de viagens infinitas
Entre idas e vindas no espaço interior
Onde mora a cor dos versos, 
 Cheiro do amor
 Em pétalas da alma...

No abstrato agarra o vento, bebe da chuva
E se agasalha às nuvens
Dorme sono dos deuses
Colhe possíveis e impossíveis flores do tempo
Vê sonhos
Por entre raios de sol,
Nas asas verdes da espera...

Prenúncio de primavera!



Graça Campos, 03/02/2012
CAMPOS, Graça. Poema. A Florista.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PALAVRAS FINAS


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Houve um tempo de menina
À hora da composição,
Buscava palavra fina
Sementes do coração

Trazia o céu e o mar
Onde as estrelas brilhantes
Convidavam a brincar
Espumas, ondas gigantes.

As colinas verdejantes
Cheiravam a alecrim
Bem alto o sol radiante
Brindava um amor sem fim...

Nos galhos da laranjeira
Encanto e cheiro de flor
De uma ditosa palmeira
Sabiá era o cantor

E o regato cristalino
Cantarolava entre as rimas
Palavras soltas, bonitas
Levando histórias, fascínio

Da aprendizagem da lida
Palavras finas, bordadas
De sentimentos alados
De tantos sonhos da vida!




Graça Campos, 02/02/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Palavras Finas.

ZELO

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Minha avozinha falava pouco.
Olhava, olhava
À roda viva de netos...

Então, aflita com a correria,

Avisava:

“Vai cair, não corre, vai machucar”...

“Nossa Senhora, Nossa Senhora”,
“Misericórdia”!
“Ave Maria”!


Só assim todos a ouviam...



Graça Campos
CAMPOS, Graça. Memórias.
23/01/2012.