quinta-feira, 29 de março de 2012

CÉU de VAN GOGH



"Noite Estrelada" Van Gogh



O céu de Van Gogh
De noite estrelada
É um céu de sonhar



Porque ninguém rouba o brilho de uma estrela.
Nem mesmo um piscar
Na fagulha do pisca-pisca...



Não existe o obscuro!
Os pontilhados vão se emendando
E brilham para sempre.
As faíscas, pincelados redemoinhos de luz.



E o Sol de Van Gogh,
Mil girassóis
Estrelas floridas...


Graça Campos/2010.




“Eu confesso não saber a razão, mas olhar as estrelas sempre me faz sonhar"...
Van Gogh

159 anos de VAN GOGH




159 anos de VAN GOGH
Um dos maiores pintores de todos os tempos

                              Van Gogh, grande mestre da pintura - Ícone do Pós - Impressionismo
Popularmente conhecido como " O Pintor dos Girassóis", nasceu na Holanda em 30 de março de 1853
Em seus 37 anos de vida, fez maravilhas nas artes. Seus quadros,  ficaram famosos após a morte do pintor.
                    



“Eu tenho um pouco de “girassol”, dizia Vincent, que também conferia um valor simbólico a essas fecundas flores.


 
Os Girassóis



Para o pintor, os girassóis possuíam um significado especial: o amarelo da amizade e a esperança, enquanto a forma como as flores se abriam, simbolizava a gratidão.


“Dois Girassóis Cortados”




“ Os quadros mais bonitos são aqueles com que sonhamos quando fumamos cachimbo na cama, mas que jamais pintamos. Mesmo assim, devemos atacá-los por mais incompetentes que nos possamos sentir ante a perfeição indeswcritível, os gloriosos esplendores da natureza."

Vincent Van Gogh


Nenhum outro pintor poderia captar a beleza que ele imprimia em suas telas, resultante da presteza de seu olhar, diante da transitoriedade das flores. O amarelo dos girassóis vinha carregado da mais pura magia, como se nele estivessem agregados pedaços do sol.

O girassol sempre esteve ligado à simbologia, representando fecundidade, vida e nostalgia, em função de sua relação com o astro rei. Como um ser devoto, ele se ajoelha diante do sol, acompanhando-o na sua trajetória de vida, recebendo a luz que dele emana com abundância. Apenas na sua maturação, o girassol cessa a sua reverência, paralisando-se na posição do nascer do sol. Talvez seja por isso que Van Gogh tenha se encantado tanto com os girassóis.


Quando observamos a série de girassóis de Van Gogh, somos tomados pela exuberância da cor amarela, que invade toda a tela diante de nossos olhos extasiados. Ali também encontramos os tons vermelhos, azuis e verdes, que parecem ter a função de apenas realçar a luminosidade do amarelo.

Ao pintar sua série de girassóis, Van Gogh tinha como objetivo decorar o seu ateliê, preparando-o para receber o seu amigo pintor, Gauguin, pois sabia que ele também tinha predileção pelo tema. De modo que as pinturas foram penduradas no quarto de hóspedes. O pintor holandês pensava em pintar muitos outros quadros sobre girassóis, mas acabou não concretizando seu objetivo. Perfeccionista, Van Gogh só considerou bons, apenas dois dos quadros pintados, colocando neles a sua assinatura.


"Assim como o girassol transforma seu olhar apaixonado pela luz do sol que a tudo dá vida (…), a Arte da Pintura, por inata inclinação, animada por um fogo sagrado, segue a beleza da Natureza." (Joost van der Vondel, poeta holandês.


Fonte: Grandes Mestres da Pintura Vol. I   Van Gogh


GIRASSOL


Foto Graça Campos


Girassol,
Explosão de cor
À flor Flor do sol
Brotou majestosa
À caça de luz
Em sua dança exótica
Ama relo e sensual

No meu quintal
Abriu-se um,
Apenas um girassol

Bastou...
Trouxe consigo
Porção de sorte,
Felicidade!

Um bordado natural
Ostenta rústica corola
Na cor que vibra em ouro
A poesia sutil
No movimento do olhar
A busca...

Mesmo que o tempo se feche,
Com nuvens escurecidas
É girando girassol
Que o amarelo reluz

Girassol do meu quintal
Redescobri o sentido
Da cor que explode em flor...
Faz-se dia em minha vida!


Graça Campos, 2010.
CAMPOS, Graça. Poema. GIRASSOL.

domingo, 18 de março de 2012

FOLHAS CAÍDAS


Imagem da web


 
Chuvas de março, desfecho de verão! Manhãs acordam suaves, e o coração fica sereno após os temporais.

Bem-vindo, manso e temperado tempo das horas calmas, das estratégicas desenvolturas, profundas buscas no espaço resguardado do tesouro da vivência.   
Já posso absorver a poesia do orvalho, pingos de prata pelas madrugadas, sentir os arrepios da brisa matutina, da sensação de corpo e alma a traduzir maturidade...
Tons naturais bem crus alcançam nuances douradas, pálidas avermelhadas e vão se acomodar no colo da mãe Terra. E eu me delicio! Amo a estação do outono pela paz que exala da grandiosa nudez de todas as árvores e suas lições, exemplos de renovação. Um colorido sóbrio se veste de elegância e precisão, por sorte, à direção do caminhar...
As folhas se desprendem e se vão uma por uma, atendendo à orquestra do viver. Flutuam como bailarinas... Dançam e se aquietam. Caem dançarinas delicadas! Decerto ninguém ouvirá queixume ou choro pela queda. Em sintonia perfeita deslizam como plumas ao toque do irmão vento, levando as histórias em ciclos, roçando lembranças na face da idade...
Sonolentas, as ressequidas folhas outonais se entregam a um sono profundo. Sonham sonhos fecundos, buscam a seiva da vida, despertam no brilho verde esperança, trazendo nova folhagem...






 
Graça Campos, 17/03/2012.
CAMPOS, Graça. Folhas Caídas.


segunda-feira, 12 de março de 2012

FLORES de LUZ

Imagem da web



Flores de luz
Filhas perfumosas
Brotos do coração...



Mistérios em semeaduras
Transformadas em canteiros
Florescem cheirando à palma
Da mão que as cultivou



Rainhas meigas, formosas
Belas, coloridas flores
Iluminadas criaturas



Doces pétalas suaves
Rebentos,
Cachos de amor!




Graça Campos, 12/03/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Flores de Luz

sábado, 3 de março de 2012

SONHO de VOAR...


Imagem da web



Mulher, desejo ardente de ser...

MIL faces se projetam em uma personagem.
São elas, as Marias
... AH!...
As Marias que não vão com as outras sem destino...

A História aponta as rainhas, deusas, mártires
Lideranças vivas,
e se deram às vidas.
No vivenciar o alvorecer do existir de cada uma

Movem-se, acordam, nutrem, geram
Entrelaçados dons, magia e força

Femininas figuras povoam o meu imaginário
Rastros, marcas se intensificam a se mostrarem
Delicadas prendas/ fortalezas
Discretas, flutuantes a se ocuparem às necessárias instâncias
Sofisticadas, elegantes, provedoras
Pés de saltos ou descalços
Não importa!...


O pisar faceiro transporta a sutileza do espaço que convém.


Contudo, a essa mulher que luta sem cessar,
Ao reconhecimento “SOCIAL”,
Vale rever, pausar, se ver
no espelhar mais íntimo,
Se a imagem refletida ressoa com a busca
de consentir que somos outra a cada segundo que se passa
Não pela aparência de uma ruga e outra,
Sim pela transparência do estalar do gesto!


São novas possibilidades...


Antes a máscara de ferro,
Ontem maquiagem intensificada,
Hoje, direito...
Direitos?

Torto direito!

Diante de tudo, além de tudo,
Aonde ir?
Onde chegar?

Aponta-se uma estrada e, várias trilhas...

Ainda carrego de ferro, tão pesada máscara!
De ser perfeita, super poderosa!

(Acredito não ser essa a forma, como também não existem fórmulas)

Existem novas possibilidades...
Retirar os rótulos que sobrepujam as qualidades, e
se soltar, se dar conta de viver
Pegar o voo de SER apenas MULHER
Abrir as asas e respirar profundo
No alto, no alto nível de sentir
a alma feminina!




Graça Campos (em 03/03/2008)
CAMPOS, Graça. Poema. Sonho de Voar...

Imagem do Google