segunda-feira, 16 de abril de 2012

De “Primavera em Primavera”


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De “Primavera em Primavera”, a vida, da janela de minha alma....

Entre a ânsia da vida e o viver, acontecem os encontros e desencontros, os fatos e os feitos, motivos das histórias reais no cenário nosso de cada dia, onde o acaso não existe, acredito!

Nasci do encontro de dois amores. Amores incondicionais: meu pai, minha mãe! Cresci na insaciável sede de saber, e dessa busca natural a que chamamos sobrevida. Falo das questões imateriais...
Aprendi a tecer a teia dos desejos da alegria entre o amanhecer e o ocaso observando a natureza sábia de até morrer e renascer nos ciclos de uma estação e outra, pois, cada qual em sua morte/vida, vai ressurgindo na construção imperiosa do tempo. Amo a vida com suas mutações constantes, e observo as lições da grande mãe-terra com seu colo imenso acolhedor.
Eu vejo da janela do etéreo, o fio condutor dessa alquimia a mostrar-me a idade dos astros, e o poder das luzes sobre as sombras, do pensamento à condição do entendimento de toda a criação, em cada célula-universo que se vai, a oportuna/idade de inovação...
Em minha face, traços interessantes de cada agora. De primavera em primavera veem-se contrastes acelerando as rugas que eu não pretendera na adolescência, mas que a maturidade salienta. E todo mês de abril é primavera na minha janela. Jardineiras se debruçam e se entregam, assim também, me entrego às estações, no caminhar com zelo, a cultivar a maior dádiva divina.

No passo a passo, um mergulhar profundo nas questões de observar. Descubro-me à flor da idade do querer bem. Sou flor de beijo de beija-flor e me integro, buscando, buscando...

E nas lições de transformar, pretensiosa borboleta camuflada por entre nuvens e ramagens, a desfolhar o tempo, mas sempre alada singrando espaços inimagináveis, adentrando florestas ao encontro de mim mesma...

Oh, natureza de meu ser, mulher selvagem! Por quê? Porque permito harmonizar as cordas agitadas de meu coração... Quietude é preciso! Aquietar-me é possibilidade, quando o deserto é miragem magnífica , e é possível ver as flores... Os sonhos são lucidez, as tempestades são alusivas à longevidade, o fogo da fogueira da ave fênix sinaliza vida. E eu vou querer a plenitude das horas duras e suaves e aprender sempre com as pequenas coisas.

O tempo? É paisagem da janela de minha alma. A vida... É força, teimosia e bênção!
O amor? Eu amo!...




Graça Campos, 16/04/2012
CAMPOS, Graça. De Primavera em Primavera, a vida, da janela de minha alma!

 
 
 

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

VOA, GAIVOTA!



Voa, gaivota, busca tua liberdade,
Pois a  essência que respiras
É a mais pura das fragrâncias
Da alma aflorando a imagem
De teu "eu" interior
Saudando a felicidade!...



 
Para LUFAGUE, poetamiga!

Graça Campos, 12/04/2012.
CAMPOS, Graça.VOA, GAIVOTA! Imagem daweb

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lembranças - O véu de Verônica


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Lua clara acendendo a ânsia de meus olhos. Lembranças de uma crença onde a fé exala paixão em noite santa. Os vales e montanhas silenciam, o solo reverencia em prece muda, os céus de toda a Terra. Tudo aquieta e os rituais são ritmos sagrados, respeito, reflexão, jeito de pedir perdão. Jejum e abstinência. Criança não! Mas aprendi a quietude da hora derradeira. Um véu aparece na teia do tempo e, remexendo a saudade, descobre-me a memória na transparência de um tecido outrora manchado, sangrando de dor... Relembro cenas comoventes de um povo fiel em procissão. Na tradição, paragens estratégicas nas ruas testemunhas da religiosidade. E em frente à cadeia, na rua onde eu morava, os presos tinham nessa data, a permissão para assistirem a uma das cenas da Semana Santa. A procissão do “Encontro” de Maria, Senhora das Dores, com seu filho Jesus a carregar a cruz. De longe se podia ouvir o cântico... Lamentos na voz de sofrimento de uma mulher. Jesus estava lá sem julgamentos, perdoando, perdoando... E aquele véu se desenrolava e a voz tomada de um lirismo incrível, e comovente, ecoava cortando a noite, tocando corações a reviver uma das passagens do caminho. Confesso que vi muitos chorarem. E me emocionava. Era misterioso porque ninguém traduzia aquelas palavras do Latim. Mas, bastou ouvi-las sem mesmo entendê-las. Bastou senti-las. Estão a ecoar por aí na alma da gente!

“O vos omnes, que transitis per viam / Attendite et videte siest dolor similus / Sicut dolor meus”.

“Ó, vós todos que passais pelos caminhos, parai e vede se há dor semelhante à minha”.

Na via crucis do calvário, um ato de compaixão de uma mulher que fora curada pelo divino Mestre. Verônica, assim denominada, enxuga-lhe a face já desfigurada e no seu lenço o rosto fica gravado.

A Lua encheu-se, está completa. É quase sexta-feira! Paixão... Diante de tantas lembranças, imagino a face de Cristo a reviver em cada coração, o amor, o perdão, transformação. É quase páscoa!
Que possa renascer a vida no sentido real de ser para que a humanidade celebre exatamente, o sentido de estarmos aqui, a cada instante mais humano, mais feliz!

Que o mestre Jesus seja sempre o nosso caminho, a nossa verdade, a nossa luz!




Graça Campos, 05/04/2012.
CAMPOS, Graça. Lembranças do véu de Verônica.

domingo, 1 de abril de 2012

ARTE E VIDA - Mensagem aos leitores

 



ARTE E VIDA agradece aos seus seguidores e visitantes!  Hoje completa 25.000 visitas. E através dessas flores, envia sua mensagem, de carinho a todos. As gérberas traduzem a beleza da vida e a energia  positiva da natureza. Amor, sensibilidade, nobreza, simplicidade e a pureza dos sentimentos.

E é essa luz que vem de vocês!
Muito Grata!

Abraço fraternal,
Graça Campos, 1 /04/2012.
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"MENTIRA"

" Mentira"


Quem não se lembra do "Nariz de Pinóquio"? Um  paradoxo  instigante, intrigante, interessante!
Quando as crianças ouviam: "Se você mentir, seu nariz vai virar nariz de Pinóquio"...

Mente, o nariz cresce. Fala a verdade, o nariz cresce...
Cresce? Não cresce? Mentir? Não mentir?


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Cuidado com esse nariz! Mentiras têm pernas curtas!


Graça Campos, 1º/04/2012.

Dia da Mentira


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 Dia da Mentira uma herança de outras culturas... 
Brincar  com  as pessoas, pregando-lhes peças,  mentiras irritantes  no  dia 1º  de abril,  tornou-se um hábito universal há tempos. Dizem por aí, que a brincadeira começou na França. Conta-se que, no começo do século XVI,o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1ºde abril.  Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro.

    Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos. Muitos continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril. Com isso, os brincalhões enviavam presentes esquisitos,  chegando a assustá- las.   Na Inglaterra , o enganado, que  "cai"   é chamado de noodle que significa (pateta).  Na França, de Poisson d'avril (peixe de abril); na Escócia, de april gowk (tolo de abril); nos Estados Unidos, de april fool (bobo de abril).

Na França, quem " cai "nas brincadeiras do primeiro de abril é chamado de "peixe de abril". As explicações para o apelido são muitas e uma delas é a respeito dos peixinhos que aparecem em grande quantidade nos meses de abril, quando é início da primavera nesse país.  Os peixes  são tantos que fica fácil pegá-los com anzol. Então, as pessoas que são '"fáceis de pegar" no dia primeiro ficaram famosas por serem os peixes de abril.


     No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico  de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida pela família real no dia seguinte.



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" Mentira"

Quem não se lembra do "Nariz de Pinóquio"?
E esse paradoxo continua instigante, intrigante, interessante!
Quando as crianças ouviam: "Se você mentir, seu nariz vai virar nariz de Pinóquio"...
Mente, o nariz cresce. fala a verdade, o nariz cresce... Cresce? Não cresce? Mentir? Não mentir?


Cuidado com esse nariz! Mentiras têm pernas curtas!


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Graça Campos, 1º/abril/2012.
CAMPOS, Graça. Dia da Mentira.