sábado, 26 de janeiro de 2013

Noctua (Ave Noturna)





Na boca da noite, um grito afinado corta o silêncio,
Risca  no escuro, medo que  encolhe
A coragem da gente...
Há um mistério,
Um frio,
Um pio!
Vigilante e tímida,
Pousa graciosa coruja
Nos ombros de Athena...
 Muda prosa!
Seus olhos brilhantes
Enxergam, nas trevas, 
O todo profundo
Em quase dia, suas penas ajeita
No oco da árvore
Escreve seus sonhos em leve sono,
Encontra o oculto
E se expande de novo,
Na boca da noite,
Causando arrepio
A ave noturna!...
Graça Campos, 26/01/2013. CAMPOS, Graça. Poema. NOCTUA. (Ave Noturna)
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