sábado, 19 de janeiro de 2013

ONDE ANDARÁ?...





Chegou de mansinho sem pedir licença
Planos traçados de felicidade
E no ápice dos sonhos, avalanche o levou...

Ladeira e morro abaixo... Despencou
Deixou-me a sorver apenas tormentos
Desgovernou todos os meus sentimentos

Tudo agora é passado!
Por que fizeste isso comigo?

E veio a dor, da mesma forma que surgiu.
Forte, intrépida, delinquente, pungente.
Essa outra, descarada nem se atenta.

Só sei que sabe e sente o quanto é inconsequente
A que causa, abraça e sai assim a causar descrença.
E como é perversa e malvada a danada
Destinação de corações magoados...


Fez de mim um de seus farrapos
Onde andará?
Por certo corroendo alguma alma demente
Só restam-me lembranças...



Por que morrer a esperança?
Viver a rebobinar reminiscências
Foi para isso que trafegou em minhas veias?
Vida / morte, morta vida!
Oh! Como foste viril e cruel
Ao fazer de mim um ser reles e pinel


Amanhece, anoitece, outro dia aparece
Eu sei que não virá... Eu sei...

Sofro agora do teu abandono
Deixaste-me como um cão sem dono
Entregue nessa estrada empoeirada


O que antes afirmava ser afeto de verdade
Você que me pediu amor e devolveu apenas

SAUDADES...



Duo: Graça Campos e Hildebrando Menezes

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