quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PRIMEIRAS HISTÓRIAS





Os meses corriam...
Falávamos da criatura ao nascimento.
A lua e eu contávamos estrelas,
a céu aberto.



A lua nua e cheia, tão menina,
ainda a dormir no aconchego
macio e divinal ventre materno,
à doce espera da primeira cria
de minha cria.



Ela, futura mãe, à lua ria.
E a leve mão, sua barriga acaricia...
Gesto peculiar das grávidas, tão terno!
E, como se mexia a luazinha!
Espreguiçava e a gente entendia
a conversinha de mãe, filha e avó,
ouvir de ouvidos encantados
Só...

...

Guarda, mãezinha, teu colo, amiga minha,
e a companhia de minha avozinha
para vivermos, dias e anos a fio,
a tessitura dos jardins mais belos
formando elos, recobrindo laços,
tecendo amor!...



Ah, Luna bela, que trazes cor e alegria,
e sabes brotar a vida em flor...
Guardo o carinho que for,
para sentir teu cheiro de jasmim bem perto!
Relembro a canção a embalar tua mãe, criança.
Que também ouças para buscar teu sono!



Imaginei-te linda, és tão linda...
Nasceste pura e formosa,
maior que imaginei tua beleza!
Hoje, mesmo sem caducar, já sou caduca
porque, ser tua avó, é ter dos céus as bênçãos
e esquecer qualquer ardor que há no mundo!

Vejo-te agora, já crescente Luna,
a imitar-me o riso, a tua graça.
Encantas qual a clara luz da lua,
Doce criança, de olhar tão firme,
por todos nós, cercada de amor,
Luna, estrela, flor!



(À minha amada neta, Luna Iasmin).
Graça Campos,
CAMPOS, Graça. Poema. Primeiras Histórias...
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