quinta-feira, 21 de março de 2013

Bendito Outono!

 
 
 
Bendito outono, sensato e terno,
desprendimento que faz à hora , o desfolhar...
Do desapego, lição divina inovadora,
o chão é leito hospitaleiro e, com amor,
recebe as filhas que vêm beijar
no reencontro,
o beijo ao solo acolhedor!


 
Bendito outono, dos ventos brandos,
onde repousam folhas caídas
após a lida, viçosa vida, que silencia
e faz lembrar tão natural sabedoria!


 
Elas se soltam e se vão desenrolando,
como a contar histórias sem parar,
do tempo em que bailavam verdes e viçosas
Desfecho a narrativa suavizando
destino e natureza de amar...


 
Graças à brisa mansa dessas tardes,
e as manhãs risonhas de sol claro!
É dadivoso sentir chegar o outono
e ver as folhas igual borboletas
ziguezagueando...


 
Bendita estação dourada e amena,
do friozinho à noite, bem romântico,
das ruas e dos campos dentre as cenas,
uma feição de tudo mais sereno...
Ouço breve, a queda das pequenas
a entoarem em uníssono, um cântico...


 
Bendito Outono!






Graça Campos, 19/03/2013.
CAMPOS, Graça.
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