sexta-feira, 22 de março de 2013

COLHEITA

 

Os olhares vislumbram um sabor místico...
Ao longe, um ideal sublime acende a mistura das cinzas das horas.
Além, imagina-se a formosura das primaveras.


À tarde descansam as mãos que mexeram a terra.
Cavaram, semearam,
plantando sustento...


A espera é luz refletida nas faces
ainda que cansadas,
iluminadas pela força das conquistas...


Mulheres apóiam os braços e mãos calejadas pela busca da vida
enquanto, na mente, o plantio fervilha
o fogo da memória...


Finda o dia, o sol declina na paisagem perseverante
que se descortina no imenso campo
da coragem dos sonhos...


Infinito canteiro de flores já exala suave fragrância de um
bem-querer consciente, desejo ardente
na colheita do tempo!


Graça Campos, 22/03/2013. CAMPOS, Graça. Poema. COLHEITA.
 
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