quinta-feira, 4 de abril de 2013

Voos noturnos

 
 
 
Nas madrugadas do meu peito,
envoltas em suspiros e lamentos,
estou só na linha divisória do meu leito...
 
Tu, nem sei quem és,
e já nem sei quem sou.
 
As ilusões se foram.
Perdi-me no cansaço das geleiras
Figuras esculpidas lado a lado
 
As minhas vestes acetinadas,
estão impregnadas de um cheiro
 sem vida,
sem o suor das horas de amor...
 
 
Ergo meu corpo atônito da insônia
e, em frêmito voo,
percorro infindos mistérios
de noites intermináveis, remoídas, doídas
em que esperei por ti
sem saber teu rumo...
 
 
Oh, negras noites de voos distantes,
que ouviram o lamentar e os choros
de um “precioso” tempo...
 
 
 
Hoje voam noturnos poemas de minha alma
Além dos montes,
minhas asas ruflam
Banhadas de estrelas trêmulas
pressentem
aproximar um novo amor!
 
 
 

CAMPOS, Graça. Poema. VOOS NOTURNOS.


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