quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Apesar do tempo...

 
 
 

 
Nem falsas palavras nem tolo sentimento
No coração ansioso, algum tormento,
Quando incertezas na tua voz ofegante
Entre uma jura e outra dos instantes
Minam os versos, e navegam prantos...


O vento frio é açoite, saudades tantas...
E a espera por verdade dolorosa
Provoca medo, distância audaciosa!


_"Ainda me amas?"
_Não existe “ainda”.


Sonhaste um sonho de amor que desbotara...
No entanto, foges, amas a ausência, quanta crença!
A quem amas? O que amas?
Os montes, os olhos d’água que choram pelas trilhas?


Oh, terra fértil, oh santa liberdade,
Que faz mover lembranças, e anoitece,
Na ousadia e insônia entre suspiros...


O universo reza o nosso amor
Repasso letras de nossas histórias
Sinto a brisa que cheira a horas doces
É luz da lua e poesia que eu respiro
Na transparência de um eterno enlace!


Sonhei, sonhaste!




Graça Campos, 14/09/2013.
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