sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ANJOS de LUZ





ANJOS de LUZ,
Estendei vossas mãos sobre o manto da Terra
À certeza do bem, acentuai vossas auras
Diante das sombras da noite e do dia...



Anjos de paz!
Protegei a pureza, inocência da infância,
Resgatai a ternura da criança perdida
Iluminai nossos passos nas horas fugidias
Fortificai a nossa esperança!




Anjos tão belos!
Conduzi os humanos à condição do amor,
Seres de luz das estrelas do alto
De brilho e perfume, pétalas da alma,
Acalmai os caminhos, serenai sobressaltos
Pois a vida feliz é de quem é singelo.


Elos!


Anjos divinos!
Entre liras e harpas
Cantigas suaves aos nossos ouvidos
Amparai nossas vidas de tantos augúrios
Daí firmeza nas trilhas sofridas
Abrandai esse mundo que anda escuro!



Vinde em gotas de amor pelos céus entre os astros,
No luar prateado, em chuva de flores
Melodia e ternura entre arranjos misturem
Ao coração da gente, a fé perdure...




Graça Campos, 26/09/2013.
CAMPOS, Graça. Poema. ANJOS de LUZ.





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AQUARELA em PÉTALAS



Imagem do Google.


Aquarela em pétalas, bonança
Cheiro de flor primavera
Nas folhas, verde esperança
Acordando as quimeras...



Graça Campos, 25/09/2013. 

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CAVALGANDO







Guerreiros, filhos da noite, morte e vida, fogo e água 
Humanos e os cavalos em seus destinos ligados.
Cavaleiro é luz do dia, de noite, cavalo é guia.
 
Cavalo alado, verso ventania
Despenteado, esbanja toda a crina.
É  paz, de tudo calmaria
 
Nos vales e campinas...
 
Cavalo de fogo, cavalo de aço,
cavalo de pau 
 
Animal
 
De porte esbelto, insiste, persiste, galopeia,
Empina, se ergue e vai...
 
Deus do vento, Centaurus
 
Imagino a galope nas ondas frias do tempo 
apostando nas nuvens, sem lenço, sem amarras,
nenhum documento...
 
Oh, sonhadores, seres destemidos, 
quantas histórias!
Permitam-me viver na persistência dessas marchas
 
ao som natural em busca das vitórias!





CAMPOS, Graça. Poema. CAVALGANDO. 25/09/2013. 
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Apesar do tempo...

 
 
 

 
Nem falsas palavras nem tolo sentimento
No coração ansioso, algum tormento,
Quando incertezas na tua voz ofegante
Entre uma jura e outra dos instantes
Minam os versos, e navegam prantos...


O vento frio é açoite, saudades tantas...
E a espera por verdade dolorosa
Provoca medo, distância audaciosa!


_"Ainda me amas?"
_Não existe “ainda”.


Sonhaste um sonho de amor que desbotara...
No entanto, foges, amas a ausência, quanta crença!
A quem amas? O que amas?
Os montes, os olhos d’água que choram pelas trilhas?


Oh, terra fértil, oh santa liberdade,
Que faz mover lembranças, e anoitece,
Na ousadia e insônia entre suspiros...


O universo reza o nosso amor
Repasso letras de nossas histórias
Sinto a brisa que cheira a horas doces
É luz da lua e poesia que eu respiro
Na transparência de um eterno enlace!


Sonhei, sonhaste!




Graça Campos, 14/09/2013.
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sábado, 14 de setembro de 2013

UMA ESPÉCIE DE ÓCIO...



Gosto de falar do tempo...

Dessa oportunidade, das ações e dessa permissão de cada qual dar-se o direito de parar no tempo, por uns instantes... Quem sabe, rever e entender que ainda há tempo!

Uma espécie de ócio, mesmo porque a minha pressa é constante e me acompanha impreterivelmente.

Gosto de falar do tempo...

E reparar a cor, o cheiro, a luz, a intensidade dos efeitos da grandiosidade dessa produção! Sentir a natureza em mim e crer na integridade de ser a calma, a trégua, a ânsia, o riso e o choro. O amanhecer, entardecer, e o renascer!...Assim, simplesmente!

E amar sem fim essa dádiva de Deus... VIDA!



Graça Campos, 13/09/2013.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ENTARDECER





Vai -se o dia na canção do tempo
No ciclo das auroras,
o deslizar da vida...
 

Nascido cedo,
vencido o medo do despertar,
banhou-se em raios,
branqueou as horas.

 
Condecorado dos desapegos
perdeu-se em lida.
Partidas Esperas
Demoras...
 

Na cor azul do amor o tempo 
foi “Manhã-Flor”
De polpa em vento...

 
A cor de agora é “Tarde” e, sonolenta,  
boceja bordas douradas  
 Rasga o manto febril do pensamento!
 
São tantos sóis! 
E esse  sol das horas consagradas 
nenhum lamento...

É  simplesmente luz 
do entardecer...




CAMPOS, Graça.Poema. ENTARDECER. 
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domingo, 8 de setembro de 2013

GRATIDÃO





Na poesia, o momento é de prece
onde a luz dos olhos revela o som da gratidão!
 
Passe o tempo, e o coração não esquece
O momento é único, mais que emoção...
 
Oportuno, soa na canção de uma noite de paz!
 
 

Graça Campos, 08/09/2013.


 
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VIDA MORENA


 
Solidão companheira,
Companhia de mim?
 
 
Solidão
Nó no peito
Tempo só...
 
Tão doído!
É ferida que dói
Bem do lado esquerdo!
 
Solidão,
Não me venha
Com essa artimanha!
 
 
Quero vida morena
de amor e amar...
 
De banhar-me no sol
bem serena
E fartar me de vida!
 
 
 
Graça Campos, 08/09/2013.

BORBOLETAS

 
 

E as borboletas sempre trazem na leveza de seus voos,

a sublime coragem da transformação!
  
 
 
Graça Campos, 08/09/2013.
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Chuva de Setembro



E chove em setembro!
Chovem versos de flor e cheiro de amor
e passos a persistirem na felicidade consciente!
Graça Campos, 08/09/2013.



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IMENSIDÃO!



 
  Apenas um segundo,

um universo  
 
 em sua eternidade!
 
 
 
 Graça Campos, 08/09/2013.
 
  
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

BAILARINA - UM DUO


 


Seus sonhos bailam na ponta dos pés
ao som de VIVALDI
Parece um cisne branco flutuando no lago
Dançando ao mavioso Tchaikovsky


Na imagem cinética de sua imagem
desenha-se a música...
Paira no ar deslumbrado a mais rara beleza
Na fluidez dos intensos passos mágicos


Nos olhos, um ponto de vista no azul
de qualquer canto de luz...
A luminosidade brilha e cativa sonho pueril
É a arte com seu fascínio que seduz


E o corpo que dança e contorna,
Contorce sensual...
Movimentos suaves ornam o cenário
Tudo parece apropriado a um relicário


No mover-se do som,
do compasso e da entrega...
Os olhos brilham no mesmo tom
Não há palavra que se emprega


Concentra, descentra e voeja,
e se perde e se ganha
na parte exata da transformação...


Bocas se fecham em suspiros
Corpos e corações palpitam acesos
É raro o espetáculo que se presencia


Verga a sapatilha com precisão
emoldurando constante equilíbrio
Circula passos de maestrina
Que a todos logo fascinam


A bailarina surpreende a música,
o chão dos seus rodopios
e ultrapassa os limites...


Nunca se viu proeza maior
A emoldurar um quadro de leveza
A arte na sua exuberância plural


Na envergadura do corpo,
espelha a alma
e sorri liberta.


Deusa única e altiva
Contorce o esplendor
E filtra a essência do amor


Leve borboleta ou voo de uma garça,
no espaço acrobático,
baila graciosa e bela


Nada a ela tão esbelta se compara...
Com os movimentos que espalha
Parece que o céu nela se espelha


Sonho de menina
Bailarina...





Graça Campos & Hildebrando Menezes

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A imagem na construção do olhar...





 
Causa e efeito das cores
A imagem na construção do olhar...

Ao longo de pretextos de imaginar o que revela a imagem na construção do olhar, pressinto a ousadia da captura do tempo...

Sim, na correnteza das horas perante a imaginação e suas revelações sedutoras guardadas na memória do próprio tempo!

Palavras férteis, de peso impressionam  assim como também imagens fortes impressionam...  Houve época em que as cores, luzes e sombras marcaram  a história  em imagens reveladoras por tamanha percepção da causa. E continuam causando suas impressões.
Cores  trazem significados e até mesmo certo misticismo.  Quentes traduzem ou camuflam alegrias.  Frias, sensatas, transmitem a imagem do “sossego” e, em situações determinantes, o que vale é  o preto no branco.  

E a ausência do tom, onde fica?
Na cor sem viço?
Sentido vazio causa/dor...
E o vazio... Cheio de causa?


Onde está o colorido da dor?
Na ausência ou presença constante da cor desbotada?
Onde fica a presença constante do olhar?

Lá no fundo da imagem onde a força liberta os mais fortes refúgios da alma.
Na transparência dos jarros de fluidos que jorram da memória...
E, na livre postura, o ser se curva e supera as sombras.
Causa das cores!
Sublime momento de luz!



 
Graça Campos, 03/09/2013.
CAMPOS, Graça.
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