quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MARAVILHAS



Maravilhas da mãe natureza
Um pedacinho de canto
Recanto...
Aprendo o cantar das águas
Suspiro
Respiro
Pura beleza!


Graça campos, 24/01/2013.


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24/11/2013.

domingo, 24 de novembro de 2013

ESPLENDOR




Cantam as águas
Banham-se as pedras
Singela donzela
Vestida de flor
Preenche as vias do imaginário
Esplendor
Eu viajo na paisagem
Celebro a vida
contemplo esse universo único
do mundo natural
Naturalmente!


Graça Campos, 24/11/2013.









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SEGREDOS




Em cada pétala
colho a palavra 
que traz o vento


Em cada cheiro,
um pensamento

Minha garganta 
engole o grito 
e olha a flor

Guarda segredo, 
e dá me a crença, oh, natureza
Com seus encantos e a tal beleza...

Fertilidade! 

Fada guardiã, inspiradora, 
nome de flor
Essência lírica, 
raro olor

Sedução, cura e adorno....

Tantos segredos
Em cada pétala 
Na voz do vento!



Graça Campos




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terça-feira, 5 de novembro de 2013

AMÉLIA AINDA EXISTE? Amélias e Evas




Amélia ainda existe? Amélias e Evas

Diz a lenda sobre Amélia, uma mulher de VERDADE!  Perfeita. Mulher que deixa saudades, deixa tudo impecável, arrumado, arrumado... Amélia, aquela que não tinha a menor vaidade!
Não! Amélia sobrevive em sua vaidade até por demais. Seus pensamentos confusos provocam comportamentos estranhos... Obsessivos?
Perfeita em seus deveres de casa. Perfeição de quase tudo, mas, um ar cansado e pensativo. Ela se apronta, se perfuma e faz a bela maquiagem.
Espera! Sorri, apoia, se cala, e ouve! Quando Amélia fala, fala para as paredes. Quando Amélia grita, a mulher é louca! Quando Amélia chora, a relação é tosca. E tenta, e atenta! Amélia quer amor! Amélia não se define. Vai se definhando...
E a tal mulher quer salvar, navegar e acidentalmente, naufraga. Afunda em suas mágoas, nas lágrimas choradas, na falta de se amar! Amélia é tristeza, carência e dor!
Mais uma maquiagem, mais forte, produção rara, cara, contudo, não se encara!
Por detrás daquela face, camadas e mais camadas. Quer ocultar os massacres, decepções, suspiros profundos da inconsequência de palavrões. Amélia ainda existe! Amélias são tantas! São ricas e pobres, e pobres mulheres...
Interessante que elas se misturam nas camadas socias. A qualquer uma dessas mulheres “perdidas” diante de causas vividas, Amélias (momentâneas) trocam de nomes. Recebem rótulos e títulos inacreditáveis de seus “amores”.
Como se vivêssemos no “Tempo das cavernas”. Mas, quanto ao ditado, parece que há engano. Os homens das cavernas eram grossos, “Obesos”. Havia diferenças. Papeis e respeito. Parceria?
Um dia, inventou-se uma mulher pecadora por motivos sensuais. Os homens com h temeram e, amedrontados, nem se atinaram a dividirem a tal “culpa” dos desejos e impulsos. Para onde foram as Evas? Para o exílio de si próprias!
As Evas se esconderam, cobriram seus pertences que não lhes pertenciam.
Tempos remotos... Tempos modernos!
Histórias e lendas vão se desenrolando... Novas EVAS vão aparecendo... EVAS e Amélias vão setransformando.em novas mulheres conscientes da importância de se preservarem e cultivarem o sagrado ser feminino. A exigirem respeito, respeito mútuo para que a chama da essência humana esteja sempre viva!

O arquétipo de Amélia vem da  visão do comportamento submisso, obediente. Uma mulher que não pode nem deve questionar. Se 'questionar", dá "azar"!
A partir do momento em que existir essa dependência e submissão,  a velha Amélia vem à tona acompanhada da  opressão!





CAMPOS, Graça. Texto. Amélia ainda existe? 04/10/2013




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SINGRANDO A VIDA



Venho de antes do antes
e sigo à procura incessante de agora
Tenho lembranças tão raras
de canções  operantes
do que me trazem as eras...

A palavra incita, incendeia
Acalma,arrasa, recupera 
entre o caos e o sim...

Há quem veja e não julgue
Há o que flui e urge
Depois era antes,
o espelho da espera
Doçura e amargura da conjugação...

E o tempo foi temporal
E o vento, brisa vital
E o dia e noite, cada qual,
Semente,
 Recriação...

Asas e sonhos de liberdade
singrando a vida
simples/mente...


CAMPOS, Graça. Poema. 
05/11/2013.


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FOME DÓI...



Fome ,
indigno senti-la e não saciá-la!  
Fome no estômago,
é dor no pensamento
Tristeza no âmago...

Sensação humana
desumana
mal-estar
violência!

Fome de sonhar
descrença!


Graça Campos,04/11/2013.
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sábado, 2 de novembro de 2013

SABOR NATURAL DA TERRA



SABOR NATURAL DA TERRA


RECANTO

No pensamento, os cataventos giram catando os aromas do canto sonhado e batizado “RECANTO DAS FLORES”.  Leves movimentos, um balouçar entre o sonhar e crer. Realidade! Madrugada fresca... Cheiro de alecrim perfuma a cabeleira dos arbustos. Sopro de vida, gestação de quimeras que serão pura fragrância a exalar da jardinagem. Imagino a mágica mistura de cheiro e cor no despertar das flores ao abrir as janelas do aconchego.
                 

Madrugada




O silêncio move a fé na floração da serra. O tempo cala para ouvir dos ventos o assobio. Inclina o capim como crina de animal no seu galope. Roda de moinho vai vertendo água. Água na pedra, fartura na mesa, fubá é ouro na boca do estômago...
Coragem na estrada é presença marcante. Mulheres e homens na passarela onde o pisar é o instante sagrado da busca. Lado a lado ressoam tagarelas a desprenderem alegria,  sustento da força e crença no chão onde brota a poesia...


Amanhecer




Por entre a névoa, ecoa o bocejar da serrania. Passarinhada é alvoroço puro no trafegar em fina cantoria. N acapoeira o jacu-caca grita estridente. Em evidência, o morador saudando o dia. Canário - chapinha, desfruta o fruto e o bem-te-vi solfeja o bem-querer. É beija-flor, e azulão cortando o campo. Maria-tola em breve, será mãe. Arruma cuidadosa uma cabaça que, reciclada, transformou-se em ninho. À porta, o companheiro, é guardião.  Lá longe a paisagem sinuosa divide céu e terra. Pedras gigantes visitam o firmamento Parecem dormir. Elas não dormem. Sustentam as esculturas de ancestrais cravados naquela cordilheira.
E o filho da terra que vê da varanda de seu sítio interior, declama fantásticos registros de histórias de grandes descobertas. Um cocar imenso compõe os paramentos e revela o poder estruturado na serena face do cacique esculpido no ponto mais alto do azul do espinhaço. Uma guerreira imagem feminina fita as nuvens e reza ao campanário. Protege toda a serra, lavra a palavra em silêncio, reescreve os fatos de lutas e conquistas.
Imperiosas figuras ressurgem no olhar do caminheiro. Estátuas do tempo em que a vida andava por ali os seus primórdios passos. Tudo é calmo, tudo é muito forte e natural em seus devidos planos.





De mais alto, nuvens testemunhas da poeira da estrada vão criando formas e se vão...
Anjos e bichos, carruagens de sonhos, dão passagem aos milhares de carneiros da imaginação e se perdem de vista nos infinitos flocos de algodão. O sol arde na pele, doura a terra, o dia! Das cachoeiras a vida nasce e jorra e corre. No canto das águas, promessas que encantam.
Por um instante a tarde vira súplica na voz do sabiá: “Tem dó, sinhô, tem dó, sinhô”...


À NOITE

Mil sóis cintilam no negro veludo da noite!
Vislumbro a escuridão que torna possível perceber o cintilar dos astros. Arrepios na alma, no roçar da brisa que arrepia os poros e causa temor... Uma visão inusitada que solta o grito do silêncio e faz acreditar no impossível!




Confesso não estar habilitada para o baile dessa noite. Já posso ouvir perfeitamente a sinfônica. Cadência, ritmo, musicalidade... Quem sabe os clássicos pudessem acompanhá-los. Sapo-martelo interessante! Trabalha tanto, tanto, tanto! Bate o martelo com tal destreza! Sapo goleiro marca seu placar: Gol... Gol... Gol.... Fiz gol! Sapo do Rock parte para a orquestra e canta: Rock... Durock/ Durock/Durock... E a sinfonia vai com a noite...

Apago as luzes. O céu está pontilhado e rebordado. O espetáculo cintila! Tanta grandeza! Cá, bem perto do chão, vaga-lumes acendem seus micro-faróis a estrelarem brandos versos brancos brincando de astros. Sono vem, vem meu sonhar.. Em minha volta, mensagens gravadas piscam-piscam palavras em prata:

AMOR RESPEITO GRATIDÃO

Contemplo a poesia que salta aos olhos e cala o coração!

PRESERVAÇÃO!
  
CAMPOS, Graça. Texto. SABOR NATURAL DA TERRA

Graça Campos, 28/10/2013.



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