quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ALFAZEMAS



Tenho sede desse aroma que me deixa  cheiro e cor
de coragem
Tenho fome dessa paisagem  que me fortalece e lava a alma,
dessa florescência que abranda as horas
e lembranças rudes...

Vejo as alfazemas e respiro paz,
sei que sou capaz.

O meu canto é livre,  vem nos versos brancos,
sou  cheiro  de flor...
Vou catando as cores dos dias e noites
de sonhos perdidos e realizados,
onde estilo e garra, jeito feminino
trouxe novas vestes!

Alfazema, cor,
flor que lava a alma, cura e acalma,
floresce os amores!

Ao sabor do vento, que me despenteia,
soam os recados de seus ramalhetes,
enlaces da vida...

A mulher que sou, e a mulher que fui,
hoje inteira, plena,  tal qual borboleta 
entre as alfazemas,
corro pelos campos ,
vou enchendo frascos 
de suave olor!


Quem foi que plantou tamanho esplendor,
banhou-me o suor da lida sofrida,
levou além-era a sorte de ser?


Quem foi que me viu?
Quem sou?

Guerreira lilás, vestida de força e colhendo braçadas da divina flor!


Graça Campos, 14/01/2014.
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