terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CENA NOTURNA



Sobre pequenos e grandes desejos tão diversos...
Fim de domingo, afinal, um drinque ao natural. Lá se vão mãe e filha tagarelas e a anteciparem a escolha do cardápio.  Sob a marquise, uma vaga para estacionar. Desejos tantos, de tudo um pouco. É tão comum o desejar... Eis uma cena que faz calar.
Um ser tristonho, face perdida, sonhos partidos já se apressa em levantar. Seu companheiro, o cobertor, ele o agarra, abraça-o, e, por instinto, um sobressalto ao ver o farol, está partindo. Sinalizamos por um aceno e, novamente, aquele moço de olhar sofrido pode entender, e se deitar. Desejo simples de um morador daquela rua daquele teto e tendo em nada suas paredes.  O céu é teto, a cama fria sem guarida, arrisca sonhos um novo tempo...
Aquele moço queria apenas poder dormir mais uma noite...
E adormeceu!

CENA NOTURNA, desejos tão diversos!
Viajo rumo ao “Recanto das Flores”. É manhã na ESTRADA REAL. Real e reflexiva a cena da noite passada. A possibilidade, a impossibilidade, o farol, a visão, sobrevivência... A voz do coração, o sono, os sonhos  de cada um...

Graça Campos, 16/12/2013.
CAMPOS, Graça. Crônica. Cena Noturna.

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil License.

Nenhum comentário:

Postar um comentário