quinta-feira, 26 de junho de 2014

SE VOCÊ VIER...



Venha sozinho, pelo atalho
que antes era nosso itinerário
em que a primeira e a última ramagem
ainda  guarda  nosso olhar e  juras
das noites de luar...


Que venha rindo ou choroso, emudecido,
Serei  silêncio até que  a sua voz
tenha coragem de  chorar, sorrir,
mas que desatem mágoas
de um tempo atroz
em que perdemos o melhor de nós!...


Mas, se você vier, quem sabe,
a um e outro beijo então lembrado
verá o céu inteiro pontilhado
e, cochichando, faremos pedidos,
daqueles que  a Lua é testemunha,
e rezaremos preces de amor!


Se você vier, o tempo fará festa de arco-íris,
não haverá mais tarde, nem talvez...
Acenderemos nossos candelabros
que há tanto tempo foram sufocados.
Vou me vestir de rendas, pés no chão,
E, à mesa posta, nossas deliciosas frutas
não faltarão!
Há de tocar a música infalível,
um ar de rosas rubras perfumadas
quase despetaladas a esperar...


Ah, se você vier!...




Graça Campos, 24/06/2014.
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