quarta-feira, 17 de setembro de 2014

AUTORRETRATO


Antologia Imagem e Literatura  
Autorretrato






Ao olhar que se perde e se ganha nas buscas
Falem autos e os altos instantes
Onde a arte libera a risada
Ou o grito
Não se cale!
Das frações de uma vida em mosaicos,
Vejo o novo mover a coragem.
Produção da nudez!  
Folhas verdes vertendo surpresa,
Entre luzes e trevas me vestem!
Sal e mel retrato fiel,
A imagem da imagem atravessa os poros e se mostra a céu!
E em meus véus um esboço abstrato dos olhos
Entretendo respostas opacas das perdas e dores malditas
Sangrando lembranças...
Luz e sombra!
O reflexo penteia um por um da cabeça os fios
Da reflexão
Porque esses dançaram, dançaram e se emaranharam
Até virar tranças de meus pensamentos...
Ai, perdidos suspiros, ferida a vaidade, me basta!
Fase crua da vida em frescor tinta viva é o grito.
 Não há tempo a perder! 
Muitas faces, desejos e força, acredito:  
Quero nova estação onde o sol, luz e cor se entrelacem
Na folhagem que cobre de forças meu ser mulher!  
Sou do jeito que sou, até quando amanheço...
MARIA DAS GRAÇAS ARAÚJO CAMPOS 
Graça Campos. POEMA. AUTORRETRATO.12/09/2014.  MG.BRASIL


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