sábado, 13 de setembro de 2014

DEVANEIOS






Olhos cerrados!  O olhar que vê além do olhar,
Desejo,  coragem , ação da imagem?
Os meus “sentidos” que roubados foram
Levantam asas a devanear...

 Era como se algo me dissesse levemente:
 “Veja! Além dos traços, nuvens descobertas.
E, no plano de fundo, um mar de cheiros
Volteios de alma a confessar  segredos...

Adentro a tela azul, do azul cerúleo.
Criaturas, arranjos reluzentes,
Os invisíveis seres que volitam
Ao som das harpas, liras felicitam.
Mais alguns deles alcançando voos
Em sobrevoos, as estrelas tantas...
Posto ali, o altar de essência mística.
Montanhas cor de rosa a dançarem,
Vou me arriscando a deslizar as mãos
Nas cabeleiras leves prateadas
Dos arvoredos que balançam alternados
Ao sopro  breve da brisa vital...
  
SUSPIRO!

Bebo da fonte onde uma ninfa bela
Transforma as gotas em sonhos que adormecem
E, encantada, nem sei se adormeço.
Emaranhado self...
Perdida na profundidade da existência,
Nem sei se existo!
Não tenho frio, nem calor,
Sou peso leve qual um beija flor
Humanamente nua, vestida a fantasia,
Sou aquele desejo real dos devaneios!

A tela está em branco...
No desdobrar em sono, em que acordada sonho,
 Onde fui, levei o sossego do mundo...
Esfrego os olhos, esboço um riso
É hora de criar!
Graça campos, 01/09/2014
Maria das graças Araújo Campos. Poema. DEVANEIOS.
Santo Antônio do Itambé, MG Brasil.
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