sábado, 13 de setembro de 2014

NO PULSAR DO TANGO





Dançar o tango a deslizar um amor desfeito
O par quase perfeito, em noite de brilho
É  emoção, e coração que pulsa e sangra.
Ao ritmo vibrante, arrancam aplausos da plateia
Entre a magia e calor, os bailarinos...


Dancei, dancei , fui ao delírio
No compasso rígido da vida
Onde o bailar suspira um tempo perdido,
À flor da mocidade!


Tango, tango!
Ponho fé nos passos desse intenso ato e disciplina
Ao vapor da alma que rodopia  e para e combina,
Ao que parece não se tenha combinado...
E , sensual , à entrega alucinada,  
Olhos nos olhos que entre si,  devoram
A  disfarçar remotos pensamentos,
Ao sabor da hora, o tango me convence!

Tu me jogas de um jeito tão ardente,
E a conduta fatal, irreverente
 É força absoluta ao show  caliente!

  
Busco  a crença que  escondera nas  paredes ocultas
dos subúrbios de meu ser
Na precisão que encanta,
E,  lá se vão na dança, os desencantos.
Na suntuosidade do salão,
A cor rubra dos lábios,
Decisão!
Todas as formas de meu corpo na magia
Entrelaçadas em tua sedução à louca perdição
Carente do amor  que nos salões distantes
Choro a seco, os sonhos dissipados...


Danço pelas vias do espetáculo
Em que o passado foi desmascarado
 Nos desvios que dançavam apenas corpos
 Incendiados  de paixão...
Contorno as curvas doídas do prostíbulo
E adentro as luzes de nova visão
Vestida de preto,
Apenas dançarina,
Entre as mais belas cenas de uma  noite argentina!



Graça Campos,24/08/2014.
Maria das Graças Araújo Campos, poema. NO PULSAR DO TANGO.
http://silviamota.ning.com/group/antologia-imagem-e-literatura/forum/topics/no-pulsar-do-tango
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