sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Professor, semeador... Cultivador de canteiros humanos!





Aos desafios, juntei o medo e a coragem. Com 17 anos de idade já era uma professorinha. Décadas douradas, ainda menina, mas  com a garra do fazer valer os estudos, o conhecimento e a riqueza com a qual meus queridos mestres haviam me preparado. Filtragem cristalina de salpicar motivos, abrir caminhos, criar perspectivas entre estratégias mil. À primeira turma, timidez! Mas fui...
Olho no olho, aluno e professor. Havia o tempo em que respeito era a palavra- chave.  Mas os desafios cada vez mais se transformaram em alguns pesadelos. Realidade dura, crua, cruel!
Quase morri de tristeza, quando vi meninos e meninas que ainda poderiam brincar desses brinquedos de ontem e de hoje, mas que se foram como trapos da sociedade,  trocados por migalhas... Trocando chumbos em estilhaços,  perderam -se nos vícios sem volta e sem noção de  que a vida havia escapado tão precoce!
Quase morri de alegria incontáveis vezes em que percebia a satisfação e confiança de momento exato daquele clique que parece mágico,  de apreensões onde explicitavam o prazer de conhecer e aprender!
Tenho  privilégios. Contatos de meninos e meninas, meus ex-alunos, hoje, homens e mulheres feitos que ficaram para sempre! Fizeram morada em meu coração.
Aos depoimentos e mensagens que recebo, esses sim, fazem o brilho das horas de meu sol interior. Vejo e sinto que valeu a pena a mínima palavra que não se diluiu no tempo.
E o sabor do Insight? Não há preço que compre nem que pague! Treinei por longos anos o desafio da lida entre o conhecer e o saber e, consequentemente, desenvolver, e um tanto de adivinhar os gostos e tendências teens para adocicar as convivências aluno e mestre. Tantas histórias de existir, tantos afetos e, sim, incompreensões nas salas de aula onde o currículo não agradava a todos.
Tive a responsabilidade de não confundir amizade e profissionalismo e mantive, em suma, zelo pela disciplina, e continuo nessa tecla: Amor, ordem, liberdade aguçando a criatividade, acredito absolutamente se vai longe! E aprendi milhares com colegas e alunos, sem exceção! 
Pupilos que passam por nossas mãos, tarefa, missão! Árdua, mas compensadora.
O resultado faz a diferença.
 Sobrevivi, e louvo a paciência de esperar, esperar, esperar! Acreditei e acredito!
Educar é amar, criar caminhos, exemplificar, contar a própria história e cativar seres humanos que, não raro, arraigados em tradições (essas de grande valor), mas também abrir o leque de inovações, incitar, "inusitar" o mundo com vontades e invenções de paz, amor, respeito.
Educar com ênfase em valores morais, atualmente precários, mas não podem e nem devem sair de moda. O planeta urge de moralidade e sabedoria! Descobrir, espaços mais infinitos do ser. Viver dignamente esse divino presente que é inteligência, alegria, saúde mental e física que, por conseguinte, são  base sólida da ciência de todo e de tudo!
Professor, semeador, cultivador de canteiros humanos!
Acendedor de esperança de boas colheitas futuras.  Responsável pelo cultivo ou ceifa de habilidades. As palavras têm causa e efeito, portanto, avante a consciência de que se pode iluminar ou castrar sonhos!
Benditos sejam os visionários dessa messe! Louvados sejam os mestres, professores do mundo!




Maria das Graças Araújo Campos, MG/Brasil
Graça campos, 15/10/2014.
http://silviamota.ning.com/profiles/blogs/professor-semeador-de-canteiros-humanos


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