segunda-feira, 27 de outubro de 2014

BODAS DE CARVALHO


O carvalho simboliza o 38º ano do casamento. 
Para um carvalho, cada tempestade é mais um desafio a ser vencido.
 
Como é gratificante esse viver e conviver mudando com a natureza assim bobamente, mas de verdade muita, de semente à flor, ao fruto, à sombra ao sol da estrada...
Tudo é viagem no tempo...
Amor e Prosa.
Graça Campos, 23/10/2014

EFEITO

Arte Margarita Sikorskaia



Ao efeito visual:
mãe e " filho (s)"
na perspectiva de observação.





Graça Campos,27/10/2014.

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

O beijo dos amantes


O beijo dos amantes passeia pelos corpos,
suspira, arrepia,
respira suor ardente
e vai
escorregando
pelo
pensamento...
Viaja ao infinito das  paisagens instigantes
de olhos cerrados em  veleiro à deriva,
luz de velas , propondo manjares...
 
O beijo, o beijo, o beijo não cessa.
Visita cenário envolvente,
atua fluente como água de rio ao encontro de mar
de amar, amar...
Beijos irreverentes, atrevidos
Olhos brilhantes,  estrelas flutuantes...
O beijo cala o silêncio,
 sussurra o grito
e traduz a linguagem sentida
boca a boca!
Incontido, não se deixa incomodar.
Vai pelo espaço sem fim em céu aberto
ao inconsciente dos corpos
dos amantes...
 Projeta esculturas no tempo
eternizando histórias!
Maria das Graças Araújo Campos, MG-Brasil
Graça Campos, 21/10/2014.
CAMPOS, Graça. Poema. O beijo dos amantes.

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domingo, 19 de outubro de 2014

Recanto das Flores




GARDEN LIFE


My Garden
Flowers resort...

Real Dream!
Flowers!
Peace and Love!




October,19/2014.
Graça Campos
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SABOR NATURAL DA TERRA





RECANTO

No pensamento, os cataventos giram catando os aromas do canto sonhado e batizado “RECANTO DAS FLORES”.  Leves movimentos, um balouçar entre o sonhar e crer. Realidade! Madrugada fresca... Cheiro de alecrim perfuma a cabeleira dos arbustos. Sopro de vida, gestação de quimeras que serão pura fragrância a exalar da jardinagem. Imagino a mágica mistura de cheiro e cor no despertar das flores ao abrir as janelas do aconchego.

Madrugada

O silêncio move a fé na floração da serra. O tempo cala para ouvir dos ventos o assobio. Inclina o capim como crina de animal no seu galope. Roda de moinho vai vertendo água. Água na pedra, fartura na mesa, fubá é ouro na boca do estômago...
Coragem na estrada é presença marcante. Mulheres e homens na passarela onde o pisar é o instante sagrado da busca. Lado a lado ressoam tagarelas a desprenderem alegria,  sustento da força e crença no chão onde brota a poesia...


Amanhecer

Por entre a névoa, ecoa o bocejar da serrania. Passarinhada é alvoroço puro no trafegar em fina cantoria. Na capoeira o jacu-caca grita estridente. Em evidência, o morador saudando o dia. Canário - chapinha, desfruta o fruto e o bem-te-vi solfeja o bem-querer. É beija-flor, e azulão cortando o campo.
Maria-tola em breve, será mãe. Arruma cuidadosa uma cabaça que, reciclada, transformou-se em ninho. À porta, o companheiro, é guardião. 
Lá longe a paisagem sinuosa divide céu e terra. Pedras gigantes visitam o firmamento Parecem dormir. Elas não dormem. Sustentam as esculturas de ancestrais cravados naquela cordilheira.

E o filho da terra, da varanda de seu sítio interior, vê e declama fantásticos registros de histórias de grandes descobertas. Um cocar imenso compõe os paramentos e revela o poder estruturado na serena face do cacique esculpido no ponto mais alto do azul do espinhaço. Uma guerreira imagem feminina fita as nuvens e reza ao campanário. Protege toda a serra, lavra a palavra em silêncio, reescreve os fatos de lutas e conquistas.

Imperiosas figuras ressurgem no olhar do caminheiro. Estátuas do tempo em que a vida andava por ali os seus primórdios passos. Tudo é calmo, tudo é muito forte e natural em seus devidos planos.

De mais alto, nuvens testemunhas da poeira da estrada vão criando formas e se vão...
Anjos e bichos, carruagens de sonhos, dão passagem aos milhares de carneiros da imaginação e se perdem de vista nos infinitos flocos de algodão. O sol arde na pele, doura a terra, o dia! Das cachoeiras a vida nasce e jorra e corre. No canto das águas, promessas que encantam.
Por um instante a tarde vira súplica na voz do sabiá: “Tem dó, sinhô, tem dó, sinhô”...

À NOITE

Mil sóis cintilam no negro veludo da noite!
Vislumbro a escuridão que torna possível perceber o cintilar dos astros. Arrepios na alma, no roçar da brisa que arrepia os poros e causa temor... Uma visão inusitada que solta o grito do silêncio e faz acreditar no impossível!

Confesso não estar habilitada para o baile dessa noite. Já posso ouvir perfeitamente a sinfônica. Cadência, ritmo, musicalidade... Quem sabe os clássicos pudessem acompanhá-los. Sapo-martelo interessante! Trabalha tanto, tanto, tanto! Bate o martelo com tal destreza! Sapo artilheiro marca seu placar: Gol... Gol... Gol.... Fiz gol! Sapo do Rock parte para a orquestra e canta: Rock... Durock/ Durock/Durock... E a sinfonia vai com a noite...

Apago as luzes. O céu está pontilhado e rebordado. O espetáculo cintila! Tanta grandeza! Cá, bem perto do chão, vagalumes acendem seus micro-faróis a estrelarem brandos versos brancos brincando de astros. Sono vem, vem meu sonhar.. Em minha volta, mensagens gravadas piscam-piscam palavras em prata:


AMOR RESPEITO GRATIDÃO
Contemplo a poesia que salta aos olhos e cala o coração!
PRESERVAÇÃO!
CAMPOS, Graça. Texto. SABOR NATURAL DA TERRA
Graça Campos, 28/10/2013. Fotos da serras Graça Campos
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MEU LUGAR



http://cadernoliterario.com.br/leia-online/edicao-61/3120-Meu-lugar

MEU lugar
Karina Campos

Houve tempo que perambulava
e minh'alma gritava,
uma alma "lama".
Controvérsias vividas
na dor pela busca da limpidez,
nada perene, buscava clareza.
Sobretudo, penada, suja de barro,
caçadora de abrigo sem encontrar.
Meus olhos pairavam
sobre as questões a mim cobradas
E das dúvidas surgiam outras
que ainda não se explicam.
Mas, fardo, quando se acostumado,
vai ficando leve...
Porque eu segurava-o fortemente,
bravamente, corajosamente.
E havia sempre um lugar
onde me escondia
dentro de mim:
Lago sereno
de águas claras
que lavavam a alma.
Mergulhada em meu self
nas crisálidas bolhas de sabão
dos pensamentos reflexivos
mantive sagrado meu lugar,
intimamente guardado,
terra de apenas um pisar:
Só meu, meu e de mais ninguém,
um lugar dos desígnios
simplesmente Karina.
Onde recorro às minhas essências
e me redescubro, me reconheço
para salvar-me de todo o mal.
Lá dentro ecoou meu grito,
proferiram palavras que eu não disse
enquanto ouviram (ouvem) meu silêncio.
O não verbal falou diplomaticamente
por mim:
Esse é o meu lugar, um infinito privativo,
Particular.



Direitos autorais reservados.

Professor, semeador... Cultivador de canteiros humanos!





Aos desafios, juntei o medo e a coragem. Com 17 anos de idade já era uma professorinha. Décadas douradas, ainda menina, mas  com a garra do fazer valer os estudos, o conhecimento e a riqueza com a qual meus queridos mestres haviam me preparado. Filtragem cristalina de salpicar motivos, abrir caminhos, criar perspectivas entre estratégias mil. À primeira turma, timidez! Mas fui...
Olho no olho, aluno e professor. Havia o tempo em que respeito era a palavra- chave.  Mas os desafios cada vez mais se transformaram em alguns pesadelos. Realidade dura, crua, cruel!
Quase morri de tristeza, quando vi meninos e meninas que ainda poderiam brincar desses brinquedos de ontem e de hoje, mas que se foram como trapos da sociedade,  trocados por migalhas... Trocando chumbos em estilhaços,  perderam -se nos vícios sem volta e sem noção de  que a vida havia escapado tão precoce!
Quase morri de alegria incontáveis vezes em que percebia a satisfação e confiança de momento exato daquele clique que parece mágico,  de apreensões onde explicitavam o prazer de conhecer e aprender!
Tenho  privilégios. Contatos de meninos e meninas, meus ex-alunos, hoje, homens e mulheres feitos que ficaram para sempre! Fizeram morada em meu coração.
Aos depoimentos e mensagens que recebo, esses sim, fazem o brilho das horas de meu sol interior. Vejo e sinto que valeu a pena a mínima palavra que não se diluiu no tempo.
E o sabor do Insight? Não há preço que compre nem que pague! Treinei por longos anos o desafio da lida entre o conhecer e o saber e, consequentemente, desenvolver, e um tanto de adivinhar os gostos e tendências teens para adocicar as convivências aluno e mestre. Tantas histórias de existir, tantos afetos e, sim, incompreensões nas salas de aula onde o currículo não agradava a todos.
Tive a responsabilidade de não confundir amizade e profissionalismo e mantive, em suma, zelo pela disciplina, e continuo nessa tecla: Amor, ordem, liberdade aguçando a criatividade, acredito absolutamente se vai longe! E aprendi milhares com colegas e alunos, sem exceção! 
Pupilos que passam por nossas mãos, tarefa, missão! Árdua, mas compensadora.
O resultado faz a diferença.
 Sobrevivi, e louvo a paciência de esperar, esperar, esperar! Acreditei e acredito!
Educar é amar, criar caminhos, exemplificar, contar a própria história e cativar seres humanos que, não raro, arraigados em tradições (essas de grande valor), mas também abrir o leque de inovações, incitar, "inusitar" o mundo com vontades e invenções de paz, amor, respeito.
Educar com ênfase em valores morais, atualmente precários, mas não podem e nem devem sair de moda. O planeta urge de moralidade e sabedoria! Descobrir, espaços mais infinitos do ser. Viver dignamente esse divino presente que é inteligência, alegria, saúde mental e física que, por conseguinte, são  base sólida da ciência de todo e de tudo!
Professor, semeador, cultivador de canteiros humanos!
Acendedor de esperança de boas colheitas futuras.  Responsável pelo cultivo ou ceifa de habilidades. As palavras têm causa e efeito, portanto, avante a consciência de que se pode iluminar ou castrar sonhos!
Benditos sejam os visionários dessa messe! Louvados sejam os mestres, professores do mundo!




Maria das Graças Araújo Campos, MG/Brasil
Graça campos, 15/10/2014.
http://silviamota.ning.com/profiles/blogs/professor-semeador-de-canteiros-humanos


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terça-feira, 14 de outubro de 2014

SANTUÁRIO



Santas águas que banham corpo e alma!
Rochas esculturais  alusivas à coragem
Versos leves, emoldurados de sentidos
Vozes imersas no cochicho dos vales...

Os caminhos florescem ao som das cascatas
Irmão Sol doura os dias de primavera
Aqui as trilhas de areia alva convidam à saudação de todos os motivos.
Sons e cores reverenciam o altar onde respiro poesia
Manhãs cheirando a alecrim, tardes de suor da lida, e, à noite, 
Um tempo para ouvir estrelas.
Os sonhos acontecem!
Simplicidade é o prato favorito da gente
E o viver é prece!


Graça Campos, 14/10/2014.

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

AZUL MEU CORAÇÃO É LUZ DE AMOR



Olhar perdido, incapaz, não crê, não sonha!
O olhar precisa buscar
Surfar ondas, esquivar-se das fragatas, 
Mergulhar profundo os oceanos
Captar os infinitos sons do mar e dos céus...
Há um mistério latente, um desejo fremente,
Tocando à porta da intuição.
Quem és?
Sou assim natureza, célula amor aos pedaços em fases de recompor.
 Sou ainda a luz que a descrença ofusca e esfria
A chama da vida,
Centelha.
Sou fé navegante em oceanos nos refúgios das lições amargas,
Se perdidos os lemes, os barcos perecem e o vento leva...
Sou soma de buscas de norte a sul...
Ora candeeiro revigorando as chamas, estrela rompendo nuvens,
Ora trovão sinalizando tempestade,
E chuva de lágrimas,
De lamaçal,
De culpas...

O caos
A explosão de tudo e nada
Larva, vulcão
Expansão!
Ultrapasso o espelho dos limites da visão,
Desamarro os lacres dos portais 

Perdão!
Sou larva breve,   
O despertar ao novo
Regeneração!
Sou asas leves reconstituídas pela dor
Na transparência da transformação

Libélula...

Azul
Meu coração é luz de amor
Nas mãos reluz
Recém-nascida flor,
Meu  Sol interior!


Maria das Graças Araújo Campos, MG/Brasil.
Poema. Azul meu coração é luz de amor.26/09/2014.