quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A HORA DA CONDESSA


E, no meio da grande viagem , o olhar que paira, abandona os costumes da cena descrita, aspira, almeja um tempo justo, livre de julgamentos, e se vai...
Prossegue no abstrato íntimo de caminheira, deixa cair por terra a falsidade e teoria da obscuridade onde os  comportamentos impostores refugiam -se  nas vestes elegantes em  finos tecidos  e, vai. Vai além das fúteis regras de uma  realeza...
 Degusta sonhos, adentra a personagem rósea, um tanto rubra, inebriada pelo encantamento de novo figurino, e nova cena. Encontra aconchegante abrigo ao sentido de ser.
Vê-se acolhida em hospedagem promissora, deixa fluir a doçura emaranhada entre os anseios e desejos acuados no coração ardente da condessa dos amores proibidos...
À frente, o sopro e a fragrância exalam força interior em vaso  azul e revelam cumplicidade à busca imersa na expressão explícita dos  olhos pensativos...
Seria Lótus, submersa a ressurgir ao amanhecer da vida, em que a idade doirada aflora os pensamentos e, ao primeiro beijo, amor vivido, a flor em plenitude, embebida de planos, contempla o tempo nos braços do amado?
Aquela fora a hora decisiva de escrever a própria história!

Maria das Graças Araújo Campos. A HORA DA CONDESSA.10/02/2015. MG.Brasil


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