sábado, 21 de março de 2015

E novamente é Outono!




E, novamente é outono!
Um acordar para o novo esperançoso nessa manhã chuvosa! 
Chuvas de bênçãos da Mãe natureza! Um bocejar corre os olhos na paisagem molhada onde o chão terra siena é piso perfeito a estender a beleza farfalhante do tapete que se vai bordando.
Em cores douradas, vermelho e ocre, salpicadas, as folhas já quase concluem  a missão em ciclo. 
Um misto de mistério arqueia o sentimento entre o desconhecido e a sapiência esboçando um sorriso de serena idade da estação do Fall ao sabor de fruto! Sabor específico que se degusta à medida do tempo perfazendo seu trajeto sem atropelos.  Pois a natureza não salta. Caminha paciente em seu curso.
Outono tem cheiro de bosque e ouvidos de pássaros.  Na sutileza do desfolhamento sugere novas poses perante a vida. Perceber a função de cada folha que cai é ter o privilégio de sentir e refletir a riqueza dos seus significados. A luz sensível menos densa e outonal é condição de ver e presumir que é preciso entrega  e  aceitação de deixar ir o que já se cumpriu.  Só assim, criamos força e condição de ver brotar as novas folhas consistentes para que o “Todo” continue próspero.
Sagrado trabalho natural onde se unem desprendimento, resgate e preservação para que possa haver  renovação.  O novo, o desconhecido, não raro, causa certo temor, mas, justamente a coragem de inovar é possibilidade de novos caminhos, próxima escalada, oportuna condição de crescimento.
O tempo é intermediário da maturação para que a colheita seja farta de frutos saborosos a partir de esforço próprio do plantio.
Folhas que caem já decadentes, vão se apagando amareladas, agonizantes.

Bendito ciclo! Daí a pouco, a paisagem vai ressurgir em novas folhas, vestindo a árvore da vida!






Maria das Graças Araújo Campos. 21/03/2015.
Graça Campos. E novamente é outono!
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