quarta-feira, 4 de março de 2015

ESPERA VISIONÁRIA



Esperar com sentido de alçar voo
Esperar por incontáveis sonhos
Acreditar em dias promissores
Esperar a vez e a hora
Ávida, sem perder o foco,
Seguir o sentimento de viver
A milhares de passos da espera
Por longas eras treinando a demora
O chão tosco
Ao piso da vitória!
Jamais perdido senso,
Embora em contraponto, perdidos tantos ais...
Que se foram....
 Nada mais!
À flor da pele ardem as lembranças
Porque, se se remexe a consciência,
A liberdade brada  cicatriz pungente
Marcas nos poros avultam,
Exalando suor de muita luta...

Hoje, cânticos ainda que tristonhos,
São livres versos que, de canto a canto,  
ampliam e haurem por aí, amenizando pranto
Convertem  chamas em aroma - damas
 de pétalas de vida...

Todas se vestem de uma  cor só, perene
 Trajando a rigor a beleza dos sonhos
o direito do grito, sintonizando conquistas!

O riso ainda preso, a burca oculta a face ,
Mas jamais esconderá o olhar da busca
Infinita hora da espera
Que conduta!
O choro abafou o sorriso da rosa
O choro rolou costumeiro por  céu de “cinzas”
O mar navega em ondas perfumadas
São lágrimas salgadas, que, sagradas,
Devolvem flores em  suave rememória
Por quantas datas celebradas de histórias,
Mulher, espera visionária!
Anseio e ondas sonoras
Lá no fundo do peito,
Rufam tambores em Angola
Tantas guerreiras anônimas de outrora...
Espera prenhe de coragem!
Espera visionária!
Espera, 
Vida que deseja VIDA!

 


Maria das Graças Araújo Campos, 01/ 03/2015. Poema. Espera visionária. 

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