quinta-feira, 19 de março de 2015

ROSA MOTIVO

“Rainha das flores" assim qualificada por Safo de Lesbos, (a maior poetisa grega do gênero lírico. 612 A.C Século VI A.C.)
Mil anos antes da nossa era, a rosa de damasco, uma das mais antigas que se conhece, já era cultivada na ilha de Samos, no Mediterrâneo.
Supõe-se que as rosas existam na Terra há 35 milhões de anos. São mais de cento e cinquenta espécies diferentes.
A linhagem da rosa move as crenças, o conhecimento na História da Humanidade em suas culturas e tradições.
Dos motivos mil, a rosa é fragrância, paixão, amizade, simbologia, mistério, amor, divina criação! São inúmeras e relevantes pesquisas em torno de sua origem no decorrer das eras.
Há divergentes opiniões no que se refere à rosa em significados, simbologia e questões que envolvem religiosidade, ciência e fé.
Presentes da natureza, em cada cor, a rainha das flores traz sua linguagem simbólica. Cada qual com sua beleza majestosa, inspiradora.
Destacam-se na literatura, pintura, artes em geral e são requintes dos jardins e praças. Estão presentes em eventos, coleções, exposições sempre chamam a atenção de grande público.
Após desidratadas, as rosas se eternizam nas lembranças, nas imagens, nos perfumes em criativos e delicados frascos dos mais clássicos aos mais joviais.
Rosas vermelhas do amor ardente, do respeito. Coragem, admiração. Amarelas que celebram laços de amizade. Brancas que transmitem paz!  Azuis do amor eterno, dos mistérios, e do impossível. Rosas champanhe da fidelidade e as rosadas rosas do amor.
Em todas as cores e manifestações a rosa é doação.
“Rosas mensageiras especiais, inconfundíveis, difíceis de definir, mas classicamente definidas em “Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem” (igualmente doce)” por William Shakespeare.
Vestida em seda e nácar, os “Motivos” da Rosa de Cecília em tempo e aroma, transmutada, dá vida ao poeta e a ambos eterniza, tem a beleza efêmera dos ciclos, mas a beleza etérea do “tempo” sábio parceiro das horas eternas.
Ao desfolhar-se, manda recados perfumados que se vão com o vento a novo curso. O tempo não apenas se traduz na beleza efêmera das pétalas noviças e viçosas, que, ao desidratarem, serão a rosa íntegra em sua realeza, exalando o perfume que jamais se apaga.
Rosa em solidão é bailarina na dança dos ventos, peregrina presença dos buquês e dos bilhetes das paixões...
Rosa em cachos, doces companheiras, sonhos de uma vida inteira.
Ainda instalada na roseira, reverencia os céus e agradece a terra... 


Maria das Graças Araújo Campos 18/03/2015. ROSA MOTIVO.
Graça Campos



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