quinta-feira, 16 de abril de 2015

RETROSPECTO - Quanta vida, tanto amor e quantos sonhos!





Quanta vida, tanto amor e quantos sonhos! Nada perdido, tudo contido, mesmo que tenha me esquecido. O barro que é molde servirá de abrigo das horas desprovidas, da idade azul de aprendiz e de agora, pois pouco ainda se há descoberto.
A certeza de ser, por amor e amar sem peias, o mover dos ciclos.
Contados dias e noites, já seria senhora centenária, mas com idade à flor...
Trilhar não me estonteia, curvo-me perante curvas, rendo-me ao entardecer.
Mas, ainda é dia!

Rendo-me aos sóis de todas as manhãs e às fases da lua, musas noturnas,
(nova, crescente, minguante e cheia) idades que ensaiam nova aurora.
Um retrospecto hoje que será ontem. Não tenho a precisão  dos disfarces das regras, nenhuma rima rigorosa alteraria o estilo que nasceu comigo, ariana que sou, muitas vezes teimosa.
Nenhuma rima rigorosa altera o estilo, liberta borboleta ansiosa!
É preciso viver intensamente e muito mais para que se arrisque alguma  obra prima, ritmada, tal qual se exigem  circunstâncias  suntuosas, quando, implícitos, não se sabem onde há escondidos os verdadeiros  sentimentos...

Se sou verso da vida? POESIA é minha PROSA! Temporal de sensações, choro de nuvem, pressa de relâmpago. Tempo, ânsia do real ensejo, amor, toque mais belo que um coração possa ter aprendido. Vida, desejo e propósito, impulso, aspiração! Lição, sabor, saber não ter e ser.
Tristeza?  Levanto a cabeça e mudo a roupa, abro os braços, uma prece! Bênçãos!
Natureza, sopro vital!  Sábia caminha moderada em estações.
Na primavera, o doce cheiro, beija-flores, jardins e campos multicores, vem o calor de verão, 
à sede e agito. Outono/inverno, cultivo companhias, aconchego, descobertas, arguições, cobertores.

Vida é família e é bênção, amor, dádiva de Deus no tempo aqui e agora!
Amigos, o tempero da esperança!
Fé: amparo, suporte do viver!
Arte, musicalidade, sintonia com os anjos!
Música, divindade! Dança é divindade e, assim todas as artes!
Livros, livros, fiéis mestres pacientes, sábios, comoventes! 
Flor! Sou Flor de abril, da relva, da selva, dos campos. Sou natureza!
Das flores, a energia da gérbera, a avidez do hibisco, às vezes, uma tulipa que não desce do salto, ou camélia vermelha que reconhece os valores da persistência dos bens que sobrepujam as superficialidades.
Mas também sou Narciso, com exageros e vaidades, sou meramente mortal, acreditando , sim, rigorosamente na espiritualidade, no seres de luz, na religiosidade de tempos remotos, observando atenta a abertura do leque do pensamento, das atitudes a pontar-me sempre um novo sentido para a vida.
Da existência, gratidão!
Um brinde à VIDA!



Maria das Graças Araújo Campos  
Graça Campos 15/04/2015.
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