sábado, 20 de junho de 2015

MULHERES, Muralhas Borboletas...


Ah, as mulheres e suas histórias!
Muralhas borboletas, árvores frondosas e galhos secos, a ponto de se reerguerem fênix!
Gentis e temperamentais como vier o acaso e ocaso.
Em grande estilo se vestem ou se desnudam buscando a fonte que acalenta a sede de ser o que se é...
Corro qual loba faminta a adentrar a grande cabeleira das árvores
e aprendo com os troncos mais velhos o fio condutor da seiva em que corre vida!
Tento decifrar o pio da coruja e seus guardados.
Sinto a riqueza das histórias e origens.
Sou soma. Somos!

Muralhas e borboletas...

Silencio no escuro da selva interior para ouvir a coragem  mesclada nos tons verdes do esmeralda, verde-mar, verde-broto, verde-chá, musgo, oliva e limão até a cor ferrugem entre o viver e a fé bendita!
E, no cansaço alcanço as madrugadas, bebo gota cristal, sonho festival na lousa do tempo
descortinando janelas de bem-querer...
Amanheço leveza, superando a sede e adocicando a alma entre favos de mel, na magnitude das sagradas semelhanças, sacudindo os excessos e superando as proximidades dos opostos entre o que se foi o que há de ser.
Muralha, fortaleza, baluarte da essência vida, raiz da criação. E borboleta, leveza, transformação, liberdade, evolução!

Maria das Graças Araújo Campos. Poema. Mulheres, Muralhas Borboletas...
Graça Campos 20/06/2015.




Graça Campos 20/06/2015. Lincença Criative Creative Commons License
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