terça-feira, 9 de junho de 2015

Noite



Noite tem brilho de estrelas, fogueira, luar... Fantasmas, escuro, escadas, casa assombrada...
Noite lembra serenata, sonata, sereno, chuvinha, goteira e sono... Lembra roda de amigos, insônia, e solidão... Tem cheiro de dama, tem a cor da magia e o sabor do pecado...
Gosto de vinho, luz de velas, penumbras... Jazz, bolero ou tango... Palco, cenário, cortinas que se descortinam! Fantasia, alegrias, sorrisos...
Noite tem dama e cavalheiro, ainda um ar de romantismo e amor ...
Há noites longas de insônia, há noites sem lua, mas há muitas noites de brilho! Brilho dos astros, da fé, da continuidade das horas... Horas a fio de pensamentos, de tentações e tentativas...
E os sonos perdidos, pesadelos, lentidão das horas, sonos profundos com lindos sonhos, bem sonhados...  E haverá manhãs, tardes, noites, e infinitos sonhos para haver a vida!
Noite escura ou clara. Escura nos medos e mistérios, nos sons costumeiros, e nos sobressaltos quando os ouvidos catam  em extrema tensão, algo desconhecido; clara quando acorda nossas ideias.
Noite guarda segredos, suspiros, libera os sonhos. Noite é parceria das alegrias, alegorias, e devaneios. E cúmplice da espera, de cenas implícitas e explícitas de nossos eus.
Noite lacrimeja os negros olhos e chora junto, conselheira incrível que não julga!
Noite espera e ensina a lição de um novo dia! E em silêncio e calma deixa as coisas, os bichos e a gente se revelar!
Sonham pedras, esquinas, calçadas...
Pensamento viaja entre sombras,
Insônias desvendam imagens!

Já não ouço teus passos na escada.
Na distância, perdidos, doídos demais
Minha alma é silêncio que chora os ais
No silêncio da noite!
Maria das Graças Araújo Campos MG/Brasil
Graça Campos

Nenhum comentário:

Postar um comentário