sábado, 4 de julho de 2015

A MAGIA DAS HISTÓRIAS - Bagagem de Ouro!



A Magia das Histórias - Bagagem de ouro!
Sou detalhista, gosto de enredos, e de enveredar por eles...

Inícios empolgantes, enredos instigantes e finais surpreendentes... Foram assim as histórias que ouvi ainda nos primeiros anos da infância. Narradas por minha mãe, pelas avós e tias e pelas inesquecíveis professoras.
Minha mãe me contava lendas e parábolas. Com ela aprendi os primeiros provérbios, parlendas, cantigas de roda e poesias.  Minha avó encantou-me com as histórias de santos e santas... Inesquecível a do  Milagre das Rosas de Santa Isabel da Hungria onde pães se transformaram em rosas. Uma de minhas tias preferia teatralizar os contos, surpreendendo com encenações e tons de voz cujos efeitos  exageravam  a mistura de  humor e suspense.
 Na estante de casa Histórias e Lendas de Todo o Brasil, a que chamamos, meus irmãos e eu, “Os Grandes Livros de Capas Verdes”. O Trópico com uma variedade incrível de ilustrações, revistas  Família cristã, e almanaques, atlas para aprender os importantes rios, a geografia  em si. Dicionários, o pai dos “inteligentes” e enorme coleção  de livros: A Bíblia Sagrada  ilustrada. Capa cor de rosa com títulos em letras douradas.
O interessante das ilustrações são as leituras iconográficas que acabam por redobrar o conteúdo dos livros. Lê-se o texto escrito e lê-se a imagem. Em outra linguagem recriando e se inteirando,  fertilizando a mente.
Na grande casa do avô materno outros livros mais antigos, e contemporâneos, evidente, (as mulheres da Casa foram e são além de épocas).
“Fábulas Encantadas” Contos dos Irmãos Grimm, entre outros.  Sorte grande em férias escolares, estar presente, quando minha avó arrumava a estante. Eu  fica por ali rondando e perguntando sobre um e outro daqueles tesouros  enfileirados, curiosa e atenta  para manusear o que fosse de meu interesse mesmo quando ainda não sabia ler as letras. Mas, inventava lorotas  como se lesse tudo perfeitamente. Contos, poesias e lendas, Irmãos  Grimm favoritos,  lembranças que carrego com cuidado pela vida afora.
Contar e ouvir histórias faz parte de minha bagagem. Da que constrói a leveza das escolhas  através de experiências que uma "criança" estrutura para o  viver.
Sou detalhista, gosto de enredos, e de enveredar por eles.  Enrolo o quanto posso para fluírem as imagens, emoções e fertilizar a imaginação... 
Cantar e contar os causos da própria vida sugere abertura para se ouvir a riqueza das histórias de cada um de nós.
As histórias da carochinha, os contos de fadas, as mais belas histórias e lendas passaram a ser conteúdo de minha profissão enquanto professora em área humana de estudos.
Bastava observar o clima da sala de aula, para não prosseguir conteúdo e valorizar o momento  nas vivências dos alunos. E, como o ambiente se transformava em fluidez de sentimentos!
Quando me tornei mãe, tive o prazer de repassar as mágicas narrativas e inovar algumas que  se tornaram parceiras das  horas calmas e centradas de minhas três crianças. Arregalar os olhos ficou sendo cena eternizada na memória delas.
Hoje, as  histórias mais belas  ouço-as nas delicadas vozes dos pequeninos leitores adoráveis netos. Uma das formas de encantar as horas vagas dos encontros.  
Grandiosos momentos de troca onde o passado é presença permanente na doçura dos olhos, na melodia da fala, das lembranças, experiências fantásticas, fantasiosas, sonhadoras...
Sou fã das histórias pessoais. Acredito que, ao contarmos nossas histórias, sejam elas dolorosas ou felizes, acrescentamos segurança e confiança em nossa vida. Daí acontece naturalmente o contar e ouvir a história do outro.  Assim, com as histórias enlaçadas, criam-se mais elos. Vivências compartilhadas...
 
Literatura, livros, o contar e ouvir...
Paixão! Afeto! Amor!
Histórias, histórias sem fim...


Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 04/07/2015.


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